quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Manutenção de EPI: como escolher onde fazer?


Aqueles que trabalham na área de segurança do trabalho conhecem profundamente a relevância dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O fato é que, para que os colaboradores tenham a sua integridade física protegida, é fundamental realizar uma boa manutenção de EPI, visando a melhoria da produtividade e, é claro, do serviço realizado.

Afinal, você concorda que sem os cuidados com esses dispositivos, o seu objetivo de promover um ambiente seguro e confortável para trabalhar pode ser comprometido? É por isso que contratar uma empresa especializada em manutenção preventiva e corretiva dos EPIs é uma excelente alternativa para evitar os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais, além de garantir a conscientização dos colaboradores.

Mas, então, o que é necessário avaliar para escolher a instituição que fornecerá uma manutenção qualificada para o seu ambiente de trabalho? Se você ainda não sabe, não se preocupe! Separamos neste artigo algumas dicas para você encontrar a melhor empresa. Acompanhe!

Peça indicações para colegas de trabalho

Começamos a nossa lista com uma dica prática e simples: pedir indicações para seus colegas. No ramo da segurança do trabalho, networking e comunicação empresarial são dois pilares que sustentam carreiras de sucesso. Conhecer outros profissionais da área facilita a identificação de empresas qualificadas para manutenção de EPI.

Além disso, ao pedir indicações, você consegue aprimorar o custo-benefício do serviço e encontrar equipamentos que não só oferecem alta qualidade para os seus colaboradores, como também não trazem grandes riscos de investimentos. De quebra, é possível ampliar sua rede de contatos e firmar novas parcerias.

No entanto, não basta somente recolher boas indicações, é necessário avaliar cada uma delas para realizar uma pré-seleção. Assim, fica muito mais fácil seguir os próximos passos! Para isso, analise e compare:

- a qualidade do serviço oferecido pelas empresas;
- o processo de negociação da instituição;
- a facilidade em encontrar informações sobre a organização e seu tempo de existência no mercado;
- a referência utilizada pelo seu colega, observando a qualidade dos materiais de equipamento e das manutenções realizadas no local onde ele atua.

Recolha referências sobre as empresas em potencial

Depois de realizar a sua pré-seleção, está na hora de recolher os feedbacks sobre as empresas que foram aprovadas nesse primeiro processo. Aqui, o importante é ir além das recomendações dos seus colegas e encontrar outros aspectos que comprovam a excelência da organização que realizará a manutenção no seu trabalho.

Para isso, você pode — e deve! — conferir as plataformas de avaliações digitais, como o Reclame Aqui por exemplo, e analisar cada comentário e a forma com a qual a empresa resolveu as eventuais pendências. Afinal, erros podem acontecer, não é mesmo? O importante é conhecer como ela lida com eles caso ocorram com você também.

Essa pequena atitude consegue filtrar ainda mais a qualidade das instituições e oferecer uma lista de empresas que realmente oferecerão um bom serviço para garantir a segurança da sua equipe. Lembre-se de que os EPIs são imprescindíveis em qualquer ambiente de trabalho, combinado?

Descubra quais são os serviços oferecidos pela empresa

Quando falamos em manutenção corretiva e preventiva de EPIs, sempre surge aquela dúvida sobre os serviços que estão presentes dentro dessas duas atividades, não é mesmo? Nós explicamos: no processo corretivo, a empresa precisa identificar quais são os equipamentos que não estão sendo utilizados corretamente ou que apresentam algum defeito ou erro.

Assim, é possível corrigi-los para que todos os colaboradores possam trabalhar normalmente. Por outro lado, a manutenção preventiva tem como principal objetivo desenvolver estratégias que impeçam o surgimento de falhas ou erros em equipamentos. Isso faz com que a vida útil dos materiais seja estendida e que a saúde do trabalhador fique em primeiro lugar.

Dentro de cada uma dessas atividades, a empresa deve realizar uma série de intervenções, como a conscientização dos colaboradores no uso e armazenamento correto dos equipamentos, a identificação de materiais com risco e orientação dos gestores quanto à frequência de manutenção.

Além disso, existem algumas organizações que oferecem serviços especializados, como:

- controle de validade dos equipamentos;
- procedimentos de limpeza de acordo com as normas regulamentadoras;
- técnicas seguras de armazenamento, evitando lugares sujos e com outros elementos que não sejam os equipamentos de segurança;
- checklist de EPIs necessários no dia a dia dos trabalhadores;
- estudo de equipamentos compostos de produtos abrasivos ou corrosivos.

Por isso, é fundamental ficar de olho nas obrigações legais que a empresa deve fornecer, bem como os trabalhos adicionais que podem ser realizados a fim de aprimorar a segurança do local e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Conheça a responsabilidade da organização

Não poderíamos deixar de falar sobre a responsabilidade da organização, não é mesmo? No tópico anterior explicamos que conferir quais são os serviços ofertados é um passo fundamental para fazer uma escolha consciente, no entanto, sem identificar a responsabilidade da empresa, você pode contratar um atendimento de baixa qualidade.

Em outras palavras, existem organizações que apresentam uma série de trabalhos de manutenção para você, desde o controle da validade dos equipamentos até o desenvolvimento e implementação de estratégias preventivas. Mas, elas não têm responsabilidade na aplicação de cada atividade e acabam dificultando ainda mais o seu trabalho. Como consequência, é necessário contratar outra organização ou, ainda, realizar o trabalho de manutenção por conta própria. Além disso, o investimento realizado é perdido e você não obtém melhorias no seu ambiente de atuação.

Então, como analisar a responsabilidade da empresa em potencial? A nossa dica de ouro é consultar suas missões e valores, bem como verificar a transparência das informações divulgadas nos portais digitais, como blogs e redes sociais. Isso garante a autoridade da empresa e, é claro, mais segurança para você.

Reúna todas as pesquisas realizadas

Por fim, chegou a hora de reunir todas as informações levantadas para fazer a sua escolha. Considerando as indicações dos seus colegas, os feedbacks analisados, os serviços ofertados e a responsabilidade da organização, fica muito mais fácil identificar qual é o nível de excelência das empresas pesquisadas.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Kit de Primeiros Socorros: é obrigatório para empresas?


Ter um kit de primeiros socorros na empresa é fundamental para prevenir problemas quando ocorrer algum acidente capaz de prejudicar a saúde ou a integridade física dos trabalhadores. Ele oferece cuidados imediatos e previne sequelas mais graves, além de poder evitar a morte em alguns casos específicos.

Diante dessa importância, é essencial conhecer as regulamentações que envolvem o assunto para evitar qualquer complicação. Afinal, o kit é obrigatório nas empresas? Quem pode manuseá-lo e como montá-lo? É o que veremos neste post! Continue lendo e conheça as normas de segurança do trabalho sobre o tema.

O kit de primeiros socorros é obrigatório nas empresas?

Conforme a Norma Regulamentadora nº 7 do Ministério do Trabalho e Emprego, em seu item 7.5.1, o kit de primeiros socorros é, sim, obrigatório para todos os estabelecimentos.

Esse kit deve conter todos os materiais necessários para prestar os primeiros socorros, sempre considerando as características das atividades desenvolvidas pela empresa. Afinal, cada estabelecimento expõe seus empregados a diferentes riscos, e o atendimento precisa ser feito de forma eficiente.

Além disso, o equipamento de primeiros socorros precisa ficar guardado em um local adequado, de fácil acesso e do conhecimento de todos os empregados, para que possa ser utilizado quando necessário sem nenhum problema.

A NR 7 fala ainda sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que deve ser obrigatoriamente desenvolvido pela empresa. De caráter preventivo, ele analisa os riscos envolvidos na atividade e diagnostica de forma precoce os agravos à saúde relacionados ao trabalho dos funcionários.

É com base nesse programa, inclusive, que o kit de primeiros socorros deve ser elaborado — e não utilizando um padrão —, pois é preciso considerar diversos aspectos específicos do ambiente de trabalho.

Os funcionários precisam de treinamento para utilizá-lo?

O treinamento para utilizar o kit de primeiros socorros também é obrigatório, mas não a todos os funcionários da empresa. Pelo menos, um integrante de cada setor da empresa precisa ser treinado para utilizar todos os itens do kit, tornando-se apto a oferecer o atendimento da melhor forma possível.

Também é muito importante estimular esse treinamento por meio da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT). Trata-se de um evento organizado pela empresa com palestras e workshops sobre comportamentos apropriados dos funcionários quando eles se depararem com algum acidente envolvendo outras pessoas dentro da companhia.

Isso é essencial para que todos estejam atentos à prevenção de acidentes e saibam o que fazer caso algum sinistro ocorra — afinal, prestar um atendimento correto é fundamental para preservar a integridade física, ou mesmo a vida do trabalhador acidentado.

Por fim, o trabalhador de cada setor que receber o treinamento para utilizar o kit de primeiros socorros deve se comprometer a assumir o papel de prestar o atendimento necessário quando algum problema ocorrer. Ele não pode se negar a isso em nenhum momento, sob pena de sofrer advertência ou outras penalidades em casos mais graves.

Como montar o kit de primeiros socorros?

Como falamos, para montar o kit de primeiros socorros ideal para a empresa é preciso seguir o PCMSO. Então, lembre-se: se o seu empreendimento ainda não providenciou esse programa, é fundamental fazê-lo o quanto antes, já que essa é uma obrigação de todas as companhias, inclusive as de pequeno porte.

Esse programa especificará quais são os procedimentos necessários para empresa, com o objetivo de padronizar essas condutas e minimizar todos os riscos envolvidos no negócio específico, considerando o seu ambiente de trabalho, como um todo.

Também, é fundamental contar com um profissional especialista na área — como um engenheiro ou técnico em segurança do trabalho — para analisar tanto o programa quanto o ambiente de labor e verificar quais itens são necessários para os equipamentos de primeiros socorros.

O profissional escolhido para isso precisa conhecer a legislação e adequá-la a cada local especificamente. Um kit de primeiro socorros de uma indústria têxtil deve ser diferente de um da área metalúrgica, por exemplo, tendo em vista que os empregados estão expostos a riscos diferentes e o atendimento às emergências deve ser efetivo em cada local.

Quais são os itens necessários no kit?

Apesar de variar de acordo com o ramo de atuação da empresa, alguns itens são fundamentais para o socorro rápido de um trabalhador acidentado, visando minimizar as sequelas do ocorrido e reduzir riscos à integridade física até que o atendimento hospitalar de profissionais da medicina aconteça.

Primeiramente, é preciso ter alguns instrumentos básicos, como:

- Tesoura;
- Luvas cirúrgicas;
- Tala para imobilização;
- Máscara;
- Pinça;
- Termômetro;
- Colar para imobilização cervical.

Além disso, é importante contar com materiais específicos para fazer curativos gerais com eficiência. São eles:

- Curativos adesivos para corte, arranhão ou machucado (conhecidos como band-aid);
- Líquido antisséptico;
- Álcool 70%;
- Gaze;
- Água oxigenada;
- Soro fisiológico;
- Sabão bactericida;
- Ataduras;
- Água boricada;
- Esparadrapo.

Esses são os itens e instrumentos básicos para um bom primeiro atendimento do trabalhador acidentado. Não se esqueça, no entanto, que outros materiais ainda podem ser necessários, de acordo com o ramo da atividade e os riscos a que os seus trabalhadores estão expostos no dia a dia de trabalho.

O que não pode estar no kit

Essa é uma informação que poucos empresários conhecem, mas que é crucial para seguir a legislação e evitar multas ou problemas com os empregados: alguns itens são proibidos pela lei no kit dos primeiros socorros.

De forma geral, não é possível incluir medicamentos no kit. É comum encontrar analgésicos e anti-inflamatórios nos locais de primeiros socorros, mas mesmo esses remédios básicos não podem ser incluídos aqui.

Quem regula isso é o Decreto n.º 20.931, que fiscaliza o exercício da medicina, da odontologia e das profissões de farmacêutico e enfermeiro. A exceção aos medicamentos proibidos são aqueles autorizados pelos profissionais responsáveis que acompanham a empresa, como o médico do trabalho.

Como podemos ver, conhecer o que o kit de primeiros socorros deve conter e o que a legislação diz sobre ele é muito importante para adequar a sua empresa à lei e garantir a segurança dos empregados, promovendo o seu bem-estar físico em caso de acidentes dentro do local de trabalho. Lembre-se, por fim, de que é fundamental implantar todos os programas e seguir as Normas Regulamentadoras para cumprir as requisições legais!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Saiba quais os Principais Indicadores de Segurança do Trabalho


Problemas? Confira indicadores de segurança do trabalho que devem ser regularizados

1 – Dê olho nas multas

Quando os principais aspectos da segurança do trabalho não estão adequados e o Ministério do Trabalho realiza inspeções, as multas chegam! Toda e qualquer empresa está sujeita a isso e deve se atentar às leis de segurança do trabalho, justamente para evitar as multas que podem ser pesadas. Nesse cenário, contabilizar os gastos com pagamento de tais multas é um bom indicador de segurança do trabalho, para saber como está sendo tratado esse aspecto dentro da empresa.

2 – Inspeções rotineiras

Outro indicador de segurança do trabalho é uma boa inspeção. Ou melhor, inspeções de segurança em máquinas, instalações, veículos, ferramentas, EPIs e outros elementos que devem estar adequados às exigências legais. Uma boa dica para que isso se torne uma rotina saudável e duradoura, é criar um planejamento de inspeções de segurança com profissionais indicados e qualificados, ter um check-list em mãos do que está sendo verificado e um calendário fixo de inspeções.

3 – Não conformidades na empresa

O número de não conformidades encontradas em inspeções de segurança também é um forte indicador.  Verifique e faça um acompanhamento de todas as não conformidades encontradas em cada uma das inspeções. Dessa maneira, a cada nova avaliação, é possível determinar se as não conformidades estão aumentando ou diminuindo. Evidentemente, não custa nada reforçar, em situações de extremo perigo aos colaboradores, as não conformidades devem ser reportadas imediatamente para que todas as medidas corretivas sejam aplicadas.

4 – Exames de saúde dos colaboradores

É comum que muitos gestores pensem em segurança somente em relação aos riscos de acidentes físicos, como torções, pancadas, queda de objetos, queimaduras, etc. Porém, um indicado de segurança do trabalho que também deve ser considerado é aquele que analisa o número de exames de saúde solicitado pelos médicos do trabalho. Tais exames podem conter diversos casos de lesão por esforço repetitivo, o LER, problemas de estresse e vários outros. Para tal, você pode solicitar ao(s) médico(s) de trabalho da empresa o envio de relatórios semanais ou mensais com esse tema.