quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Como melhorar os benefícios da segurança no trabalho


São inúmeros os benefícios da segurança no trabalho, que vão bem além de não ser processado e nem multado. Afinal, garantir a proteção dos colaboradores é algo obrigatório por lei. Desse modo, todas as empresas precisam cumprir as imposições da atual Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que são minuciosamente descritas em suas Normas Regulamentadoras (NRs).

Na prática, a segurança do trabalho cria políticas de ações para reduzir o risco de acidentes e enfermidades ocupacionais. Assim, ela contribui para preservar a integridade física e a saúde mental do time. Como resultado, a empresa colhe um sensível aumento na produtividade, bem como a redução de erros.

Além disso, essas medidas de precaução ajudam a cortar custos de várias maneiras: com a quebra de equipamentos, com a contratação de substitutos aos acidentados, com o afastamento de funcionários, com o próprio socorro às vítimas da ocorrência, entre outros. Isso sem mencionar que o ambiente profissional se torna muito mais amistoso e agradável.

Afinal, ao sentirem-se protegidos e menos tensos, os funcionários têm mais ideias para resolver problemas, mais tolerância uns com os outros e mais disposição para as atividades. Tem interesse em se aprofundar no assunto? Então, veja, neste post, como aproveitar melhor os benefícios da segurança do trabalho. Confira!

Invista em engajamento e capacitação

As empresas são obrigadas a oferecer treinamentos prévios aos trabalhadores para cada atividade perigosa. Geralmente, as NRs determinam a quantidade mínima de horas práticas e teóricas de cada curso de capacitação. O mesmo acontece com a periodicidade para a reciclagem, isto é, quando essas capacitações devem ser renovadas.

Além disso, para acentuarem os benefícios da segurança do trabalho, muitas companhias têm apostado em recompensas para as condutas corretas. Desse modo, estratégias de gamificação podem ser empregadas para envolver mais a equipe nessa causa.

Os prêmios podem ser em dinheiro, em folgas ou até em produtos. Além de atrair  mais apoio, esse método torna o aprendizado mais interessante. Assim, os funcionários não esquecem o que foi ensinado. Afinal, mais do que cumprir a legislação, é fundamental pôr em prática atitudes empreendedoras na segurança do trabalho.

Sinalize os locais perigosos

A devida sinalização de situações de risco é uma alternativa muito eficaz na prevenção de acidentes. Isso acontece porque as placas explicam, com desenhos didáticos e fáceis de assimilar, o que deve ser feito em momentos e áreas específicos.

Essas informações esclarecem aos funcionários os perigos em cada uma das operações e o que fazer em caso de emergências. Também são listadas as atitudes proibidas, que podem comprometer a segurança. Veja, a seguir, alguns dos diversos tipos de sinalização:

Sinalização Emergencial: 
Mostra as saídas, as rotas de fuga e os aparelhos que podem ajudar na sobrevivência em meio a um acidente;

Sinalização de Embargo: 
Aponta o que é proibido fazer em certas áreas em relação a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), maquinários e substâncias;

Sinalização de Obrigatoriedade: 
Declara as ações que devem ser tomadas de forma compulsória, como o uso dos EPIs em certas atividades profissionais;

Sinalização de Incêndio: 
Descreve os trajetos para a saída, a localização de extintores e demais medidas que devem ser adotadas e evitadas para conter as chamas.

Capriche na gestão de riscos

Uma boa dica para potencializar os benefícios da segurança do trabalho é ter uma gestão de risco de ponta. Isso inclui a adoção de tecnologia e revisões constantes em todas as ameaças que envolvem as operações da empresa.

Com a gestão de riscos, cria-se um plano para diminuir o potencial de um perigo em se transformar em uma ocorrência. Quando esse gerenciamento é feito de forma completa, fica bem mais fácil acompanhar as alterações, isto é, monitorar as ameaças de acidentes em tempo real. Assim, a companhia garante que todos os processos estejam sob condições mais controláveis.

Com isso, é viável amenizar ou eliminar os eventuais danos, que podem atingir pessoas, patrimônio bem como a imagem da empresa e até trazer graves prejuízos econômicos. A seguir, confira algumas questões que devem ser levantadas pela gestão de risco:

- Quais os riscos presentes em cada área de trabalho?
- Qual é a probabilidade de esses perigos se tornarem fatos?
- Quais as possíveis consequências de cada tipo de acidente estimado?
- Como esses riscos podem ser reduzidos?
- Como esses perigos podem ser estancados?

Forneça EPIs de qualidade

Os benefícios da segurança do trabalho são multiplicados com o uso correto de EPIs. Esses acessórios têm que ser pertinentes a cada tipo de tarefa perigosa. Desse modo, para o trabalho em altura, são fundamentais os talabartes e os cinturões, entre outros utensílios de proteção.

Além disso, é necessária uma boa qualidade para esse tipo de aparelho, o que inclui conforto para os usuários, eficiência de função, durabilidade, leveza etc. Mais um detalhe importantíssimo: a empresa deve disponibilizar esses artigos e também ensinar os funcionários sobre a forma de utilização. Não se esqueça de incluir no treinamento o modo correto de higienizar e de guardar tais itens.

Conserve as áreas organizadas
A bagunça realmente não combina com uma empresa segura, principalmente na área industrial. Afinal de contas, são muitas tarefas em andamento simultaneamente. Por isso, um martelo fora do lugar pode cair no pé de alguém. Do mesmo modo, uma caixa deixada indevidamente no chão pode causar quedas ou dano a um equipamento, como uma empilhadeira.

Por esse motivo, cada tipo de material deve ter um local adequado para ser deixado. Da mesma forma, os caminhos por onde passam trabalhadores e máquinas devem estar sempre livres.

Mais uma recomendação: os funcionários da limpeza, mesmo que terceirizados, têm de conhecer os perigos em cada um dos espaços de uma empresa. O mesmo vale para a maneira correta de higienizar o ambiente, principalmente aqueles que contêm substâncias tóxicas.

Fiscalize a adesão às normas regulamentadoras

Para cada tipo de atividade com potencial de risco, existem uma ou mais NRs (normas regulamentadoras) a serem cumpridas. As NRs são um grupo de regras que o Ministério do Trabalho institui com o objetivo de promover a segurança.

O trabalho em altura, por exemplo, deve seguir a NR 35. Apesar dessa obrigatoriedade, quem atua em alturas elevadas também deve obedecer à NR 6, que dispõe sobre o modo adequado de uso dos EPIs.

Suponha, por exemplo, que tal atividade também envolva riscos de choques elétricos. Nesse caso, também será fundamental providenciar as exigências da NR 10. Por isso, o gestor da segurança do trabalho deve inspecionar as operações de tempos em tempos para ver se tudo isso está em ordem.

Assegure a manutenção preventiva de maquinários

Todas as máquinas, desde empilhadeiras até caldeiras de alta pressão, devem passar por manutenção preventiva com frequência. Desse modo, as corporações precisam respeitar a orientação dos fabricantes sobre o intervalo entre uma revisão e a próxima.

Como a quantidade de equipamentos em uma indústria é muito elevada, vários gestores têm aderido à tecnologia como solução de controle. Dessa forma, softwares especializados indicam aos líderes quando chega o momento de uma nova inspeção.

Isso garante mais segurança para os operadores dessas máquinas, mas também reduz o risco de quebras e de consertos emergenciais. Ou seja, com tal precaução, é muito mais difícil haver paralisações de produção na fábrica. Por esse motivo, a manutenção regular é um fator de peso para intensificar os benefícios da segurança do trabalho.

Fuja das consequências negativas da falta de investimentos

Se, por um lado, o investimento rigoroso nas medidas preventivas prolifera os benefícios da segurança do trabalho, por outro, a falta de aplicação de recursos nessas estratégias é bastante perigosa.

Para começar, o responsável pela proteção dos trabalhadores pode ser responsabilizado criminalmente por um acidente. Esses profissionais talvez sejam acusados de negligência, imprudência, homicídio culposo, entre outros. Ademais, a empresa pode ser processada e ter de pagar indenizações.

Mais uma forma de penalidade são as multas e as interdições, que trazem prejuízos financeiros incalculáveis. Isso sem mencionar os danos à imagem corporativa, uma vez que uma organização com problemas sérios de segurança é muito malvista pela sociedade, o que inclui os clientes.

Os benefícios da segurança do trabalho, portanto, são multiplicados conforme a empresa aumenta seus investimentos nessa área. Assim, é possível colher ganhos, como o aumento da produtividade, com equipes estáveis física e emocionalmente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Os tipos de riscos no trabalho mais comuns e que ameaçam a segurança do profissional


Quando pensamos e lidamos com segurança de homens e mulheres que desempenham uma atividade profissional, devemos observar com atenção quais são os tipos de riscos no trabalho mais comuns. Estes, também conhecidos como agentes de risco ou mesmo riscos ocupacionais, estão presentes em várias atividades e são classificados conforme sua origem ou situações. Além disso, são identificados por cores para facilitar seu entendimento universal. 

Conheça os 5 tipos de riscos no trabalho mais comuns e suas características

Riscos Físicos: Cor Verde

Este é um tipo de risco no trabalho comum, pois faz parte do dia a dia de muitas empresas e indústrias em todo o mundo. Podemos citar como exemplos:

- Ruídos.
- Vibrações.
- Pressões anormais.
- Temperaturas extremas.
- Radiações ionizantes.
- Radiações não ionizantes.

Para o trabalhador, tais riscos podem gerar cansaço extremo, dores de cabeça, irritação, problemas de audição e no aparelho digestivo, aumento da pressão arterial, perigo de infarto e taquicardia.

Riscos Químicos: Cor Vermelha

Riscos caracterizados quando há exposição a substâncias, produtos ou compostos que possam penetrar e ser absorvidos pelo organismo, isso através de via respiratória, por contato com a pele ou mesmo por ingestão. Exemplos:

- Poeiras comuns e minerais (sílica, carvão, asbesto).
- Fumos.
- Névoas.
- Neblinas.
- Gases.
- Vapores.

Os riscos citados podem causar asbestose (contaminação por amianto), silicose (contaminação por quartzo) e pneumoconiose (contaminação minérios de carvão).

Riscos Biológicos: Cor Marrom

Nesta classificação estão os riscos provocados por micro-organismos que possam infectar o trabalhador, seja por ingestão, contato com a pele ou por via respiratória. Exemplos:

- Bactérias.
- Fungos.
- Bacilos.
- Parasitas.
- Protozoários.
- Vírus.

São riscos biológicos que podem provocar doenças infectocontagiosas graves, como cólera, hepatite, amebíase, tétano e HIV.

Riscos Ergonômicos: Cor Amarela

Também são tipos de riscos comuns no trabalho em vários setores comerciais e industriais. Exemplos:

- Esforço físico intenso.
- Levantamento de peso.
- Transporte manual de peso.
- Postura inadequada.
- Controle rígido de produtividade.
- Imposição de ritmos excessivos.
- Jornadas de trabalho prolongadas.
- Monotonia.
- Repetitividade.

Para a saúde do trabalhador, este tipo de risco pode causar cansaço, fraqueza, dores musculares, hipertensão arterial, úlcera, diabetes, problemas na coluna vertebral e doenças nervosas.

Riscos de Acidentes / Riscos Mecânicos: Cor Azul

Podem ocorrer no dia a dia do trabalhador quando há:

- Arranjo físico inadequado.
- Uso sem proteção de equipamentos e máquinas.
- Uso de ferramentas defeituosas e inadequadas.
- Iluminação inadequada.
- Probabilidade de explosão e incêndio.
- Armazenamento inadequado de itens.
- Animais peçonhentos.

São riscos que podem provocar acidentes, que por sua vez podem prejudicar a saúde e a integridade física do trabalhador, como choques, queimaduras, curto-circuito e até mesmo acidentes fatais.

Quais fatores determinam os tipos de riscos no trabalho?

Os tipos de riscos no trabalho são caracterizados por situações ou mesmo agentes que possam ocasionar danos ou comprometer direta ou indiretamente a saúde e o bem-estar do trabalhador. É considerado um fator de risco quando há danos para:

- À saúde do trabalhador dentro do ambiente profissional (dentro das dependências da empresa), seja por razão da natureza da atividade, intensidade da mesma, sua concentração ou tempo de exposição.
- Em relação à qualidade do trabalho que é executado.
- Aos cuidados com animais.
- Ao próprio ambiente.