terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Conheça os principais EPIs





Existem muitos riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Em consequência, o mercado oferece diversos EPIs adequados a cada um deles. Separamos uma lista com os itens de segurança mais utilizados para evitar acidentes de trabalho.

Capacete

Projetado para a proteção da cabeça, é utilizado em ambientes cobertos e descobertos. Sua função é evitar que o trabalhador se machuque por queda de objetos ou pancadas no crânio.

Dependendo das demais condições de trabalho, há o acréscimo de viseiras, que garantem a proteção visual contra, por exemplo, faíscas de soldagem e partículas em suspensão.

Máscara

A máscara é um EPI de extrema importância. Seu papel é evitar contaminações pelo ar, decorrentes de gases poluentes, poeira e vapores tóxicos. É fundamental para assegurar a integridade respiratória dos indivíduos envolvidos em processos com ameaças inaláveis.

A configuração do item é proporcional aos agentes de risco oferecidos ao empregado. As opções vão de simples filtros de pano, que funcionam como barreira de poeira, a respiradores sofisticados para evitar contaminação.

Luva

Faz-se necessário proteger as mãos e os braços, pois, em geral, são áreas expostas a grandes perigos no trabalho. Como manuseiam máquinas, ferramentas e produtos químicos, são mais passíveis de sofrerem com sinistros.

Por razões como a citada acima, existem diversas opções de luvas para oferecer proteção ao empregado, diversificando quanto ao que se pretende proteger. Assim, há opções de borracha para precaver contra agentes químicos e biológicos, em PVC para lidar com óleos e solventes, e luvas mais resistentes para proteger de cortes e amputações.

Protetor Auricular

O ruído é um elemento comum na maioria das empresas. Esses barulhos causam graves danos à saúde do trabalhador que permanece nesses ambientes, embora os prejuízos se apresentem apenas em longo prazo.

Assim como no caso das luvas, os equipamentos variam de acordo com o tipo de som do qual se pretende proteger os ouvidos. Eles podem ser em forma de plug, concha ou acoplados ao capacete.

Bota

Os pés dos empregados ficam permanentemente em contato com o chão da empresa. Existem diversos riscos oferecidos, como escorregões, objetos pontiagudos caídos, queda de equipamentos pesados, entre outros. Para minimizar os possíveis danos que situações desse tipo causariam, há calçados de segurança com a função de proteger o pé.

As botas também são confeccionadas em diversos modelos, adaptadas aos perigos oferecidos em cada situação. Há equipamentos antiderrapantes, que protegem contra objetos pontiagudos, que realizam absorção de impacto referente à queda de objetos, contra choques elétricos e vários modelos fabricados de acordo com a exposição ao risco verificado.

Colete de Sinalização

O colete visa indicar a presença do trabalhador no ambiente. Sua função é destacar o indivíduo em situações onde há possibilidade de ele não ser visto corretamente, o que pode causar acidentes em estradas à noite, por exemplo.

Os coletes refletivos garantem que o trabalhador seja avistado a 300 metros de distância, enquanto sem o equipamento é possível vê-lo a apenas 65. Tal fato aponta a necessidade de investir na proteção em casos de baixa visibilidade no ambiente, em situações de manutenção de ruas, instalações elétricas etc.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O que é comportamento de risco e como podemos evitá-lo?




Você sabe o que é comportamento de risco? Em linhas gerais, trata-se das condições em que as pessoas são expostas, de forma consciente ou não, aos riscos de se envolverem em algum tipo de acidente.

Em uma indústria, por exemplo, um comportamento de risco inconsciente pode ser encontrado quando o operário não realiza a manutenção preventiva em uma máquina com frequência. Isso poderá resultar em um acidente de trabalho grave envolvendo o operador do equipamento que, nesse caso, acaba sendo vítima de uma negligência da organização.

Há também ocorrências de comportamento de risco consciente. Um exemplo desse tipo de prática acontece quando um operário se recusa a utilizar os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), mesmo já tendo sido alertado.

Pensando em ajudá-lo nesse sentido, elaboramos uma lista com 3 ações que você pode desenvolver na sua empresa para evitar o comportamentos de risco.

1 – Fazer o uso correto dos equipamentos de segurança

O uso dos EPIs é fundamental para que os trabalhadores se protejam dos riscos que envolvem as atividades que exercem. De acordo com a função efetuada, existem tipos específicos de EPIs a serem utilizados.

Quando o operário é exposto a muito barulho, como em campos de obras ou em indústrias que trabalham com máquinas que emitem ruídos, por exemplo, o protetor auricular é um equipamento que não pode deixar de ser usado.

É por isso que, para evitar qualquer tipo de comportamento de risco, os profissionais responsáveis pela segurança do trabalho e pela saúde ocupacional das empresas devem fazer um mapeamento dos riscos que cada função oferece dentro da organização e disponibilizar os EPIs necessários.

Além disso, por meio de palestras e outras ações de comunicação interna, torna-se imprescindível fazer com que as pessoas entendam a importância do uso desses instrumentos.

2 – Seguir as orientações para exercer as funções com segurança

É de fundamental importância fazer com que todos os colaboradores da empresa sejam orientados quanto aos riscos que o seu trabalho oferece.

Por esse motivo, sempre que novos funcionários são contratados, é interessante que a organização promova um evento de integração, apresentando a eles as normas e os regulamentos de segurança que devem ser seguidos.

Também é significativo que essas informações sejam reafirmadas de tempos em tempos. Assim aumentamos a chance dos trabalhadores não correrem o risco de esquecer o que precisa ser feito.

Ainda nesse sentido, convém ouvir os colaboradores sobre riscos que eles possam vir a identificar em seu trabalho. Afinal, por mais que os técnicos de segurança do trabalho tenham conhecimento teórico sobre o assunto, são os operários que, diariamente, vivenciam as funções na prática e podem, portanto, detectar problemas com mais precisão.

3 – Promover o trabalho na empresa com cuidado e concentração

Os responsáveis pela segurança do trabalho também têm a responsabilidade de conscientizar as pessoas e proporcionar um ambiente profissional que garanta a concentração naquilo que está sendo feito.

Muitos dos acidentes de trabalho acontecem, por exemplo, quando os trabalhadores não estão concentrados em suas atividades, desviando o pensamento para algum problema pessoal ou distrações do tipo. Isso também caracteriza comportamento de risco e cabe à empresa tentar evitar esse tipo de transtorno, oferecendo, por exemplo, programas de saúde psicológica para os colaboradores.











terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A empresa é obrigada a liberar o trabalhador para estagiar?




Do contrato de trabalho

O artigo 421 do Código Civil mostra que a empresa não pode ser obrigada a liberar o empregado para estagiar, afinal, não está previsto em lei, a empresa até poderia ser obrigada por ela mesma, se tal obrigação estivesse prevista em contrato de trabalho.

Código Civil – Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato.

A Constituição Federal lembra que a educação constitui direito social fundamental de todo cidadão, isso fica claro no artigo 6º da Constituição.

Constituição Federal.

Já o artigo 205 da mesma Constituição Federal, mostra que a educação, apesar de ser direito de todos, é dever do Estado e da família. A mesma será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

O empregador pode deliberadamente ajudar o empregado flexibilizando horários de trabalho a fim de contribuir com o estágio do trabalhador. Muitas empresas adotam essa postura.

Não existe obrigação.

Tudo isso não significa que o patrão seja obrigado a liberar seus empregados para estagiar, ou fazer quaisquer atividades nas suas devidas instituições de ensino em prejuízo da prestação de serviços contratada.

Isso não seria obrigatório mesmo que a empresa venha a se beneficiar do desenvolvimento educacional/profissional do empregado.

O dever de prestar educação é do Estado e da família. Eles é que devem assegurar as condições para o desenvolvimento dos estudos.