terça-feira, 19 de junho de 2018

Diferença entre Acidente e Incidente de Trabalho





A língua portuguesa é muito completa e riquíssima em palavras, o que pode gerar algumas confusões quando há diferenças sutis entre termos. É o caso, por exemplo, de incidente e acidente — que muitas pessoas acreditam que são palavras sinônimas, embora possuam significados distintos.

No dicionário, a palavra acidente significa um acontecimento inesperado e desagradável que pode causar danos leves ou graves ao indivíduo e ao bem material. Incidente, por outro lado, é uma situação imprevista e que pode alterar o rumo dos acontecimentos. Quando se trata de segurança de trabalho, muitas empresas adotam outros métodos para definir com mais clareza o ocorrido.

Diferença entre acidentes e incidente no trabalho

Segundo a legislação trabalhista brasileira, a definição de acidente de trabalho é: uma ocorrência durante a execução de trabalho a serviço de uma empresa, seja dentro ou fora dela, provocando lesão corporal ou qualquer tipo de perturbação funcional que leve ao desenvolvimento de uma doença, perda ou redução da capacidade do trabalhador ou até mesmo a morte do profissional.

O acidente de trabalho é caracterizado quando acontece algo não programado, de forma inesperada e que interrompe a atividade profissional. O incidente, por sua vez, é considerado como uma ocorrência não planejada e que poderia levar a um acidente. Ele também pode ser chamado de “quase acidente”, já que não houve conclusão da situação e o dano pode ter sido menor.

Quando um trabalhador carrega caixas dentro da empresa e tropeça, por exemplo, elas podem apenas cair e derrubar o material que está em seu interior, sem que haja qualquer tipo de dano físico ou material. Após recompor a caixa e o material caído, o trabalhador segue até seu destino. Essa situação se caracteriza como um incidente de trabalho, ou quase acidente.

Porém, se este trabalhador tropeça, cai sobre as caixas e se machuca com o conteúdo que se quebra, então há um acidente de trabalho — já que a ocorrência causou lesão física e dano material, fazendo com que o trabalhador pare o que estava fazendo.

Concepção legal e concepção prevencionista

Há sutilizas sobre a concepção legal e prevencionista dos acidentes de trabalho. Essa diferença é uma das primeiras informações prestadas em cursos de segurança do trabalho, já que é fundamental para que sejam tomadas as providencias necessárias.

De Lei de nº 8213, de 24 de julho de 1991 e alterado em 1992, tem em seu artigo 19 a definição sobre acidente de trabalho. Ela também estipula o que é doença ocupacional (que está relacionada às características da atividade exercida) e doença do trabalho — que se caracteriza pela exposição do funcionário a determinado agente que está presente no local de trabalho, mas não necessariamente faz parte de suas funções.

Já o conceito prevencionista inclui a interferência na atividade profissional com sua interrupção plena ou parcial, dano ao material de trabalho, aos produtos ou mobiliário e lesões causadas no trabalhador.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Riscos Ergonômicos na Enfermagem





Ergonomia é a relação entre o homem e seu ambiente de trabalho, que pode oferecer riscos e deixar o profissional vulnerável de maneira física ou psicológica. Esta é uma disciplina científica que leva em conta as características do ambiente e identifica posições inadequadas que podem causar doenças ou algum tipo de estresse mental ou físico.

O trabalho não precisa necessariamente estar associado à possibilidade de ocorrer algum acidente grave para que haja um risco ergonômico: a impossibilidade de realizar o trabalho de forma cômoda e agradável já é considerada um problema para a ergonomia. Para os profissionais de enfermagem, esses riscos fazem parte do trabalho, e existem algumas normas regulamentadoras específicas para garantir a segurança e saúde nesta área.

O risco ergonômico de um profissional é baseado no ambiente e nas ações que podem interferir em sua psicofisiológica. No caso do enfermeiro, como ele geralmente trabalha em locais insalubres e que possui uma extensa carga horária e ritmo excessivo de trabalho, o profissional está sempre vulnerável a situações de alto risco.

Em 2005, com a publicação da Norma Regulamentadora de número 32 (NR 32) do Ministério do Trabalho, foram estabelecidos os princípios para implementação de medidas de proteção e prevenção dos profissionais de saúde. Antes disso, eles estavam inseridos de forma genérica e fragmentada nas outras leis, sem que fossem considerados os diferenciais da área.

Principais riscos ergonômicos na enfermagem

Toda profissão apresenta riscos em maior ou menor quantidade, e a maioria dos profissionais de saúde não se dá conta dos riscos a que são expostos diariamente. A Organização Mundial de Saúde indica como riscos ocupacionais para enfermeiros as categorias químicas, mecânicas, biológicas, físicas e ergonômicas.

Os riscos ergonômicos mais relevantes para os enfermeiros são:

Postura inadequada para exercer o trabalho;
Sobrecarga acima do limite;
Carga horária muito longa e cansativa;
Mobiliário inadequado;
Falta de EPIs de proteção essenciais para enfermeiros, como luvas e máscaras;
Ambiente insalubre;
Contato com fluidos e material químico sem a proteção adequada;
Generalização do profissional, o que gera estresse e bullying;
Dificuldade em manter horários para alimentação adequada;
Riscos de radiação;
Riscos de lesões músculo-esqueléticas;
Uso inadequado dos Equipamentos de Proteção Individual;
Estresse laboral, depressão e ansiedade;
Falta de autonomia;
Falta de apoio institucional;
Ausência de área restrita de repouso;
Recursos humanos inadequados;
Dificuldade de progressão de carreira;
Falta de apoio emocional;
Vulnerabilidade a situações de violência emocional.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Como se Prevenir Contra os Riscos da Gasolina e Outros Combustíveis




A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma técnica que foi criada e utilizada inicialmente pelos militares, com o objetivo de prever e prevenir riscos de acidentes nas atividades da base. Hoje, esta é uma técnica muito utilizada em várias empresas com o intuito de evitar acidentes de trabalho e suas possíveis sequelas, ajudando a tornar as atividades mais seguras.

Como elaborar uma APR?

Uma APR eficiente deve conter todas as informações pertinentes com relação aos riscos que o ambiente de trabalho possa oferecer. Para descobrir quais são esses riscos, podem ser utilizados tanto um formulário quanto um check list.

Devem ser preenchidos os campos:

Data: dia da observação do local;
Nome da empresa;
Tarefa que será realizada: análise do ambiente e seus possíveis riscos;
Responsáveis: quem são as pessoas que estão fazendo essa análise do local;
Riscos: quais são os riscos que cada departamento oferece, em cada setor, com cada equipamento de trabalho. Aqui, devem ser descritos cada detalhe do ambiente e dos equipamentos, apontando por quais motivos há ou o risco de que ocorra um acidente no local;
EPIs: são os Equipamentos de Proteção Individual necessários para cada tarefa e ambiente de trabalho, contendo a descrição detalhada de cada um deles e a explicação de porque eles são indispensáveis;
Normas de segurança: É importante documentar todas as normas que regem a segurança da empresa e dos funcionários que nela atuam, de modo a deixar tudo devidamente registrado;
Etapas: listar as etapas de cada trabalho e seus cuidados necessários.

Como prevenir acidentes com combustíveis?

Em postos de gasolina, é necessário seguir um procedimento criterioso para prevenir acidentes com combustíveis e produtos inflamáveis. Os principais cuidados necessários são:

Realização de inspeções de saúde e segurança

Qualquer estabelecimento que extrai, produz, armazena, transfere, manuseia ou manipula produtos inflamáveis e combustíveis líquidos deve, obrigatoriamente, ser inspecionado periodicamente, obedecendo a normas, prazos e recomendações.

Cuidado com a segurança dos funcionários

É dever do posto fornecer os Equipamentos de Proteção Individual necessários para proteger os funcionários dos riscos associados ao contato com os produtos inflamáveis. Macacão, luvas, avental, creme protetor e botas são alguns dos dispositivos de proteção pessoal. Vale destacar que também é necessário o uso de determinados equipamentos de proteção coletiva para a segurança do trabalho em posto de gasolina.

Realização de treinamentos

A Norma Regulamentadora de número 20 (NR 20) estabelece que todo posto de gasolina deve, necessariamente, aplicar o treinamento da norma reguladora a seus funcionários, de forma que todos estejam aptos a trabalhar com segurança.

Prevenção de risco ambiental

Cada inspeção realizada em um posto de gasolina deve observar os riscos de vazamento no solo e estar atenta à possibilidade de contaminação de áreas verdes e lençóis freáticos.