terça-feira, 26 de março de 2019

Os benefícios do uso da luva para câmara fria.




A câmara fria é um ambiente destinado ao armazenamento de produtos que precisam de controle rígido de temperatura e, em geral, precisam ser mantidos refrigerados (temperatura próxima a 0° C) ou congelados (-18° C). Profissionais que atuam nesses locais estão expostos ao chamado frio ocupacional, e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como a luva é essencial para evitar danos à saúde do trabalhador.

As baixas temperaturas e a umidade extrema da câmara fria podem causar lesões e outros problemas na pele do trabalhador, além de levarem o organismo a entrar em vasoconstricção — uma reação que tem o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo como forma de tentar equilibrar a temperatura corporal. Além disso, a exposição constante a estas condições pode levar ao desenvolvimento de doenças associadas ao frio ocupacional.

Para garantir a saúde e segurança de profissionais que exercem suas atividades em locais com temperaturas extremas, a Norma Regulamentadora 36 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece uma série de exigências que visam minimizar os riscos relacionados à saúde do trabalhador de frigorífico. O uso de dispositivos de proteção está entre as determinações desta legislação, sendo que a luva está entre os EPIs necessários para câmara fria.

Luva para câmara fria: quais os benefícios?

A luva de proteção tem a função de manter as mãos do usuário seguras, mesmo quando expostas a baixas temperaturas, evitando queimaduras por frio, problemas circulatórios, congelamento das mãos e outras doenças causadas pelas baixas temperaturas. Este é, portanto, um dispositivo de segurança que vai muito além do conforto térmico: trata-se de um EPI que confere segurança e garante a saúde do trabalhador.

Para que o EPI cumpra sua função de maneira adequada e eficiente, o ideal é que ele seja feito de material impermeável e que seja fácil de manusear — de modo a permitir a livre movimentação das mãos do usuário. Caso a temperatura do local de trabalho seja extremamente baixa, pode ser necessário que o forro da luva seja feito de material térmico.

O que diz a legislação?

Independentemente da área de atuação e dos riscos envolvidos, as empresas têm o dever de fornecer gratuitamente os Equipamentos de Proteção Individual necessários para proteger o trabalhador dos riscos existentes em suas atividades laborais. Além disso, as organizações precisam oferecer orientação a respeito da forma correta de manusear os dispositivos e utilizá-los corretamente.










terça-feira, 19 de março de 2019

Trabalho em altura na agroindústria.





Uma atividade em altura que existe em praticamente todo agronegócio é a de carga e descarga, pois a maior parte das safras é transportada por caminhões. Isso gera muitos riscos de acidentes nesse processo, pois os profissionais precisam conferir a carga e colocar a lona sobre o material. Para tanto, eles necessitam subir nas carretas que, na maior parte das vezes, são grandes e altas.

Nesses casos, o risco de queda é iminente, visto que as pessoas não costumam utilizar sistemas de proteção contra quedas e EPIs adequados. Por isso, são muito comuns os acidentes no trabalho em altura na agroindústria.

Além da carga e descarga, o agronegócio tem muitos trabalhos em altura por conta de galpões, silos de armazenamento e usinas. São estruturas grandes e que exigem cuidado para a realização de conferências, manutenções e reformas.

Os silos, por exemplo, são muito usados para armazenar grãos, pois eles interferem diretamente na qualidade e no preço final do produto. Contudo, as dimensões desses espaços são enormes e grandes causadoras de acidentes graves no trabalho.

Outro fator que agrava a situação de risco de acidentes no agronegócio é a distância das atividades do contexto urbano. Isso gera uma despreocupação dos profissionais que exercem as atividades, uma vez que acreditam que a fiscalização é mais branda.

Assim, os trabalhadores não utilizam adequadamente os equipamentos de proteção e nem sempre seguem as demais regras das normas regulamentadoras. Logo, os riscos de acidentes tornam-se ainda maiores.

Como se prevenir?

A principal forma de prevenção de acidentes de trabalho no agronegócio é o cumprimento da Norma Regulamentadora 35. As regras que estão no documento foram criadas para proteger os profissionais e as empresas de prejuízos financeiros e problemas de saúde (ou morte) causados pelas quedas.

A NR 35 considera como trabalho em altura qualquer atividade executada acima de 2 metros do nível inferior e que apresente risco de queda. Ela institui o empregador como o principal responsável pela implantação de medidas de proteção, de acordo com as normas vigentes.

Sendo assim, a companhia tem a função de realizar uma análise de risco, uma avaliação prévia sobre as condições do trabalho em altura e, ainda, adotar as medidas complementares de segurança que forem necessárias.

Também cabe à empresa assegurar que todos os profissionais tenham informações atualizadas sobre os métodos de prevenção de acidentes. A norma ainda estabelece que o empregador deve realizar um programa de capacitação dos profissionais e submetê-los a uma prova prática e teórica sobre o tema.

O funcionário, por sua vez, deve colaborar com a organização e cumprir as regras estabelecidas sobre o uso do equipamento de proteção individual. Ele também tem a atribuição de interromper as atividades, caso constate sérias evidências de riscos à sua segurança ou de outra pessoa, com a responsabilidade de comunicar o fato ao seu superior.

Essa norma precisa ser seguida não só pelo agronegócio, mas também pelas demais áreas que apresentam trabalhos em altura. Os profissionais de segurança do trabalho têm o papel de avaliar as especificidades de cada atividade e estabelecer padrões mais rígidos de prevenção, quando assim for necessário.

Quais são os EPIS, EPC e Sistemas de Proteção Contra Quedas mais indicados para o trabalho em altura na agroindústria?

Cinturão de segurança industrial e assento de suspensão;
Talabarte simples ou duplo;
Sistemas de proteção contra quedas vertical fixo para escadas ( composto por: dispositivos de ancoragem para escadas marinheiro, cabo de aço e trava quedas para cabo de aço );
Linha de vida móvel ou fixa para carregamento de caminhões
Sistemas de proteção contra quedas temporários vertical ( composto por: Gancho de ancoragem, vara telescópica, mosquetão e corda estática, trava quedas para corda ),
Sistemas de proteção contra quedas temporários horizontal ( composto por: Slings de ancoragem, mosquetões, linha de vida horizontal temporária );
Desensores automáticos para emergência e resgate;
Guinchos equipados com cabos dyneema para locais perigosos e com grande concentração de particulados;
Monopé em aço inox e tripé em alumínio para acesso e descidas em silos, fachada e marquises;
Trava-quedas retrátil.

Além deles, podem ser utilizados os equipamentos de proteção coletiva, como linhas de vida, linhas de ancoragem, entre outros.

A atividade em altura ainda pressupõe que seja criada uma rota de fuga e um plano de resgate. Apesar de não ser obrigatório, é uma prática importante de ser realizada, visto que cada trabalho tem a sua característica sobre os riscos e as melhores práticas para socorrer o acidentado.

Como fazer a manutenção dos equipamentos?

A empresa é obrigada a disponibilizar os equipamentos certos de proteção individual para cada trabalhador. Além disso, outros procedimentos básicos são indispensáveis:

- Cada colaborador deve receber o seu próprio equipamento inclusive o cinturão de segurança deve ser de uso pessoal e não compartilhado;

- As ferramentas de uso manual precisam ser transportadas de forma segura;

- As atividades que demandam maior segurança exigem EPIs complementares, como perneiras, luvas e botas;

- Os profissionais que atuam na operação de equipamentos e máquinas precisam ser habilitados para a função.

Para complementar, cabe ao profissional de segurança do trabalho fazer inspeções regulares nos equipamentos e nas instalações para verificar se algum deles apresenta danos que comprometem a segurança do funcionário. Se um EPI estiver desgastado, é essencial realizar a sua troca imediata.

Qual deve ser o comportamento da empresa após o acidente?

O uso de equipamentos de proteção individual e coletiva ameniza o risco de acidentes, mas não impede totalmente que eles ocorram. Caso algum profissional sofra uma queda durante a atividade, é indispensável fazer um encaminhamento para atendimento médico o quanto antes.

Em seguida, deve ser realizada a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Ela consiste em um documento formal para registrar o fato e garantir que as providências corretas sejam adotadas para assegurar a saúde do trabalhador. O prazo para efetuar o comunicado é de, no máximo, um dia útil depois do acidente.

Caso a lesão seja pequena, o funcionário poderá retornar ao trabalho depois de receber alta do médico. Em situações mais graves, o empregador precisa cobrir os custos nos primeiros 15 dias. Depois, o profissional passará a receber auxílio do INSS. Além disso, o trabalhador tem direito a 12 meses de estabilidade na empresa depois do último pagamento do auxílio-doença.

Enfim, a melhor maneira de prevenir os riscos de acidentes no trabalho em altura na agroindústria é por meio do uso de equipamentos de proteção individual, assim como o treinamento da equipe. O profissional de segurança do trabalho também tem o papel de monitorar os desgastes dos materiais e proceder à compra imediata de novos EPIs, caso seja necessário.




terça-feira, 12 de março de 2019

Trabalho e os perigos a que os pés estão expostos.





Trabalho  e os perigos a que os pés estão expostos.

Os perigos a que os pés estão expostos durante a execução do trabalho estão diretamente relacionados com a atividade a ser executada. Dessa maneira, uma pessoa que permanece muito tempo sentada ou que a execução da sua atividade envolva levantar materiais pesados coloca em risco a saúde dos seus pés – embora de maneiras bem diferentes.

Um grupo de trabalhadores bastante afetado é aquele que passa longas horas em pé. Esses empregados têm uma maior probabilidade de adquirir sérios problemas nos membros inferiores. Como exemplo, é possível citar a pouca circulação de sangue, que leva ao inchaço dos pés.

Alguns trabalhos que provocam elevada incidência de dores nos pés são:

área de expedição de embalagens;
digitadores;
atendentes de telemarketing;
operadores de máquinas;
linha de montagem.

Dessa forma, a proteção deve ser modificada conforme os trabalhos a serem realizados por cada empregado. Ou seja, uma mesma empresa pode ter que investir em mais de um tipo de EPI para os pés.

Lesões nos pés causadas por acidentes no trabalho

As profissões têm seus riscos inerentes, que podem causar sérios danos quando não são devidamente prevenidos. Nesse sentido, quando não é dada a correta atenção para os cuidados com os pés, os trabalhadores estão sujeitos a algumas lesões. Confira quais são as principais:

tornozelos torcidos;
choques elétricos;
cortes;
dedos ou pés quebrados ou esmagados;
queimaduras;
problemas na circulação sanguínea;
inchaço nos pés e nas pernas.

Tipos de proteção para os pés na segurança do trabalho

Cada profissão tem os seus riscos, alguns mais acentuados que outros. Mas, independentemente disso, é muito importante que o empregador invista em eficazes equipamentos de proteção individual.

No que diz respeito aos pés, os EPIs variam conforme o tipo de trabalho executado. Assim, para aqueles que ficam longas horas em pé é fundamental o uso de tapetes ergonômicos, como os antifadiga, que reduzem ou eliminam os desconfortos ocasionados ao longo da jornada laboral.

Já para aqueles que permanecem sentados por muito tempo, é recomendável o uso de apoio de pés. Esse equipamento reduz as dores na coluna e nos membros inferiores, aumenta o bem-estar e a produtividade, além de evitar problemas circulatórios, como a trombose.

Outros equipamentos de proteção essenciais para evitar lesões na região dos pés são:

botas de segurança para trabalho com eletricidade;
botas de fundição para proteger do calor excessivo;
botas térmicas para os que trabalham em baixas temperaturas;
botas impermeáveis ou à prova d’água;
calçados resistentes ao deslizamento;
botas contra risco de esmagamento, rolamento ou queda.

Melhores opções de materiais para calçados para segurança do trabalho

Ao adquirir calçados para proteção dos pés dos trabalhadores, o empregador deve tomar alguns cuidados para comprar algo realmente seguro. Para isso, é preciso levar em consideração o local de execução das atividades.

Também é necessário ficar atento ao material de fabricação. O couro, por exemplo, é recomendável para terrenos mais difíceis e frios. Já os de malha e nylon (poliamida) são próprios para ambientes mais quentes.

Além dessas opções, há também os impermeáveis, ótimos para trabalho em ambientes úmidos ou que exijam contato direto com água. A vantagem desse material é que não permite a entrada de líquidos, mas, ao mesmo tempo, favorece a saída do suor.

As botas de aço e metal são utilizadas em algumas situações em que há maior necessidade de proteção dos pés. Mas lembre-se de que esse material nunca pode ser utilizado por quem trabalha com eletricidade.

Postura correta a ser adotada para evitar dores nos pés

Para que as lesões nos pés sejam evitadas, é indispensável o uso dos EPIs. Mas só isso não é capaz de eliminar todos os riscos a que o trabalhador está sujeito. Outro ponto que merece atenção para evitar os acidentes laborais é postura correta.

Para aqueles que ficam muito tempo em pé, é necessário que mantenham a coluna sempre ereta e distribua o peso por todo corpo. Assim, devem evitar apoiar-se em apenas uma das pernas, já que isso levará à fadiga em um curto espaço de tempo.

Porém, se o trabalhador passa toda a jornada laboral sentado, é importante que a empresa invista em cadeiras confortáveis. O empregado deve ter um bom espaço para encostar a coluna e não sobrecarregar a região lombar. Os pés também devem estar corretamente colocados no apoio, conforme exige a NR – 17. Quando eles são ajustados de maneira correta, haverá um ponto de equilíbrio entre os pés e a lombar, para que ela fique sustentada de maneira confortável no encosto da cadeira.

Esses são os principais acidentes e as mais recomendadas formas de proteção para os pés na segurança do trabalho. É importante que haja uma parceria entre a empresa e os seus colaboradores para evitar acidentes. Afinal, cabe ao empregador oferecer os meios de proteção e é dever dos trabalhadores usá-los de modo adequado.