terça-feira, 24 de abril de 2018

Dicas para se proteger do estresse térmico na construção civil.




A sobrecarga térmica ou estresse térmico em quem trabalha nos canteiros de obras pode trazer alguns efeitos tanto que desconfortáveis, não só fisicamente, mas como também psicologicamente.
Este problema muitas vezes atrapalha não só o serviço, mas afeta a saúde e bem estar do profissional, que está regularmente realizando atividades laborais que exigem força, foco e resistência.

Dicas para evitar o estresse térmico

Hidrate-se

Procure ter uma garrafa de água (de preferência de vidro) sempre por perto, em um local fresco e arejado para que esteja em uma temperatura ideal para se beber.

A dica também é evitar refrigerante e energéticos, justo porque para estas atividades que demandam esforço no calor é necessária a reposição de sódio.

Tenha uma alimentação adequada

Evite alimentos com alto índice de gordura, como fast-foods, salgadinhos e frituras.
Procure ter uma alimentação mais leve durante os períodos de maior calor do dia, assim você irá evitar o desconforto.

Deixe o trabalho mais pesado para o período da manhã

Aproveite o período da manhã para realizar as tarefas mais pesadas e deixe as mais leves para o período onde o sol estará mais forte.

Vista-se de forma leve

Largue os uniformes pesados do inverno e adote vestimentas mais leves para o verão, assim você garante mais circulação de ar e acaba sofrendo menos com o calor, vale também proteger sua cabeça contra os efeitos do calor.

Proteja-se dos raios UVA e UVB

Nesta época é muito importante usar um protetor solar de boa qualidade com proteção UVA e UVB para proteger a pele de possíveis insolações.

Faça pausas

Existe uma legislação que determina pausas ligadas aos tipos de atividades realizadas (leve, moderada, pesada) no ambiente da construção civil, saiba usar elas nos momentos de calor mais intensos do dia, além disso, o rodízio dos trabalhadores nas atividades também é aconselhável.

Promova a ventilação do ambiente

Quando puder promova a ventilação do ar com ventiladores em ambientes com temperaturas inferiores a 29ºC e controle a umidade relativa ao ar.

Procure ter um bom condicionamento físico

Um bom condicionamento físico influência diretamente na resistência ao calor, por isso, em seu tempo livre procure realizar atividades físicas ou caminhadas.

Normas legais referentes ao estresse térmico Existem algumas normas vigentes que determinam condições para trabalhos em ambientes expostos ao calor, são essas:

 NR-17 Ergonomia;
NR-21 Trabalhos a céu aberto;
Norma ISO 7730: Medição do conforto térmico PMV2 e PPD3;
Norma ISO 7243: Indicador para avaliação da sobrecarga térmica WBGT.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A importância da Sinalização de Incêndio.




A sinalização de incêndio é uma medida de segurança indispensável. Em situações de emergência, é mais fácil conduzir a evacuação de um prédio e localizar os equipamentos de combate ao fogo, como hidrantes, mangueiras e extintores, quando a edificação possui sinalização de incêndio.

É natural que as pessoas entrem em pânico durante um incêndio, e as sinalização das rotas de fuga serve justamente para minimizar os riscos de que esses indivíduos sigam para a direção mais perigosa e se coloquem em risco ainda maior. Além disso, a sinalização contra incêndio agiliza o trabalho do Corpo de Bombeiros ou da Brigada de Incêndio.

É fundamental, portanto, que empresas, condomínios e organizações de uso público — como escolas, creches e hospitais — contratem um profissional especializado na elaboração do projeto para obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que especifica, entre várias medidas, a sinalização contra incêndio.

Principais tipos de sinalização de incêndio

Parte da sinalização de segurança de um local, a sinalização de incêndio deve seguir algumas especificações técnicas, especialmente no que diz respeito às dimensões de placas, faixas e adesivos. Além disso, ela deve ser fixada a uma altura mínima de 1,80 metros, sempre em locais visíveis. A sinalização das portas de emergência deve ficar 10 cm acima ou, não havendo espaço, fixada diretamente na porta.

A cada 15 metros, no máximo, é necessário colocar a sinalização contra incêndio. Prédios que recebem estrangeiros devem colocar sinalizações em dois ou três idiomas (além do português, normalmente inglês e espanhol).

Sinalização básica contra incêndio
Proibição: o objetivo é prevenir a ocorrência de incêndios por meio da proibição, por exemplo, do cigarro em áreas fechadas ou locais que abrigam materiais inflamáveis;
Alerta: tem a finalidade de chamar a atenção do público sobre a existência de materiais inflamáveis;

Orientação e salvamento: esse tipo de sinalização orienta o público sobre acessos às saídas de emergência.

Localização de equipamentos: a sinalização indica onde estão localizados alarmes de incêndio e os equipamentos de combate ao fogo.

Sinalização complementar contra incêndio

Rotas de saída: sinalização que indica o caminho a ser seguido até as saídas de emergência;

Riscos em rotas de saída: objetiva alertar ao público sobre a existência de obstáculos ao longo do caminho, como pilares, vãos livres, degraus, declives, entre outros.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Pirâmide de Bird


O estudo seguinte de Frank Bird.
Frank Bird analisou 1.752.498 acidentes reportados por 297 empresas que colaboraram, representando 21 grupos industriais diferentes, empregando mais de 1.750.000 trabalhadores que atendiam mais de 3 bilhões de horas durante o estudo.

Ele relacionou os acidentes nessas empresas, classificados de acordo com o nível de severidade, bem como sua frequência de ocorrência.



Parte do estudo como relatado anteriormente, envolveu 4.000 horas de entrevistas confidenciais por supervisores treinados sobre a ocorrência de incidentes que em circunstâncias ligeiramente diferentes poderiam resultar em ferimentos ou danos materiais.



A análise dessas entrevistas indicou uma proporção de aproximadamente 600 incidentes por cada lesão grave relatada.

Com essa pesquisa Frank Bird teve uma nova proporção, hoje conhecida como pirâmide de Bird, onde há uma lesão incapacitante ou grave, para 10 lesões leves, para 30 acidentes com danos a propriedade, para 600 incidentes, relação (1:10:30:600).


A interpretação desta pirâmide de Bird é a seguinte: estatisticamente, existe uma distribuição natural dos acidentes de acordo com sua gravidade e o impacto geral na organização, vejam a figura abaixo: 

Importância dos estudos de Frank Bird

O que este estudo trouxe à tona é que lesões importantes/graves são esporádicas, então devemos tomar medidas nos eventos mais recorrentes e menos comprometedores para diminuir a chance de perda total de acidentes decorrentes.

Com certeza os resultados desses estudos de Bird trouxeram um grande alento nas organizações onde se poderia “prever” a partir desses dados, possíveis causas danosas em todos os sentidos.
Com isso se poderia a partir dessa teoria, atuar de várias maneiras para coibir essas possíveis causas como:

Uma atuação em conjunto, onde cada funcionário, informando os problemas (incidentes), ao seu supervisor imediato, e este procurando junto aos órgãos responsáveis, a solução do problema, isto os levará ao domínio da situação.

Trabalho de conscientização de estarem trabalhando na base da PIRÂMIDE, eliminando as causas dos acidentes.

A capacidade de elaborar planos realistas e favoráveis, para evitar frustrações desnecessárias.

A manutenção de visões pessoais e organizacionais positivas e confiantes na superação das dificuldades.

O desenvolvimento constante das habilidades de comunicação e resolução de problemas, e a capacidade de gerenciar fatores de risco.

Considerações de Frank Bird

Frank Bird continua, como consideramos a relação, observamos que foram notificados 30 acidentes de danos materiais por cada lesão grave ou incapacitante. Os incidentes de danos causados na propriedade custam bilhões de dólares por ano e, no entanto, eles são frequentemente mal mencionados e chamados de “acidentes próximos”.

Ironicamente, essa linha de pensamento reconhece o fato de que cada situação de danos à propriedade provavelmente poderia ter resultado em ferimentos pessoais. Remanescente de treinamento anterior e equívocos que levaram os supervisores a relacionar o termo “acidente” apenas com uma lesão.

Conclusão desse estudo
Importante ressaltar que o estudo de proporção era de um certo grupo de organizações em um determinado momento. Não é necessariamente que a proporção seja idêntica para qualquer grupo ou organização profissional específica.

Essa não é sua intenção baseado nesse estudo, o ponto significativo e que vale ressaltar é que as lesões maiores são eventos raros e que muitas oportunidades são oferecidas pelos eventos mais frequentes e menos graves para tomar medidas para evitar que ocorram grandes perdas.

Líderes de segurança também enfatizaram que essas ações são mais eficazes quando direcionadas a incidentes e acidentes menores com alto potencial de perda futura.
 


terça-feira, 3 de abril de 2018

Sinalização de Segurança




A NR-26 determina a utilização de cores como aspecto de sinalização de segurança.

26.1.1 Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.

26.1.2. As cores utilizadas nos locais de trabalho para identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos, devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais.

26.1.3 A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.

26.1.4 O uso de cores deve ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.

Cor Vermelha

É a cor empregada para identificar e distinguir equipamentos de proteção e combate a incêndio, e sua localização, inclusive portas de saída de emergência. Os acessórios destes equipamentos, como válvulas, registros, filtros, etc., devem ser identificados na cor amarela.
A norma também determina que a cor vermelha não deve ser usada para assinalar perigo.
A cor vermelha também é utilizada em sinais de parada obrigatória e de proibição, bem como nas luzes de sinalização de tapumes, barricadas, etc., e em botões interruptores para paradas de emergência.
Nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica, a mangueira de acetileno deve ser de cor vermelha (e a de oxigênio de cor verde).

Cor Amarela

É a cor usada para indicar “cuidado!”. É utilizada, por exemplo, em: partes baixas de corrimões, parapeitos, pisos e portas de elevadores que fecham verticalmente.
Este cor é normalmente utilizada para equipamentos de transporte e manipulação de material. Onde há presença da listra amarela na vertical ou inclinada, associadas com preto, pode significar perigo duplo.

Cor Branca

Utilizada em: faixas para demarcar passadiços, passarelas e corredores pelos quais circulam exclusivamente pessoas; setas de sinalização de sentido e circulação; localização de coletores de resíduos; áreas em torno dos equipamentos de socorros de urgência e outros equipamentos de emergência; abrigos e coletores de resíduos de serviços de saúde.

Cor Preto

É a cor empregada para identificar coletores de resíduos, exceto os de origem de serviços de saúde. Normalmente identifica canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade.

Cor Azul

É a cor utilizada para indicar uma ação obrigatória, como: determinar o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) (por exemplo: “Use protetor auricular”); ou impedir a movimentação ou energização de equipamentos (por exemplo: “Não ligue esta chave”, “Não acione”).

Cor Verde

É empregada para identificar: localização de caixas de equipamentos de primeiros socorros; caixas contendo equipamentos de proteção individual; faixas de delimitação de áreas seguras quanto a riscos mecânicos; faixas de delimitação de áreas de vivência (áreas para fumantes, áreas de descanso, etc.); sinalização de portas de entrada das salas de atendimento de urgência.

Cor Laranja

Cor empregada para indicar “perigo”.
É utilizada, em: partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos; faces e proteções internas de caixas de dispositivos elétricos que possam ser abertas; equipamentos de salvamento aquático, como boias circulares, coletes salva-vidas, flutuadores salva-vidas e similares.

Cor Púrpura

É a cor usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.