terça-feira, 24 de setembro de 2019

Principais equipamentos e materiais isolantes para eletricista




Antes de conferir quais são os principais equipamentos e materiais
isolantes, é fundamental que saibamos o principal objetivo do
isolamento elétrico. O foco central está na separação entre condutores
elétricos e interromper a passagem da corrente elétrica de um ponto
para outro, protegendo assim as pessoas que trabalham em atividades
com estes riscos, como na execução de manutenções de fios e cabos,
de peças eletricamente energizadas e muito mais.

Define-se como material isolante aquele que possui resistência superior
ao fluxo da corrente elétrica (ou mesmo igual). Dentro do universo dos
equipamentos de proteção individual, os materiais mais utilizados para
esse fim são: PVC, laminado rígido, vidro, amianto, verniz, papel,
borracha, teflon e resina.

Agora sim, veja na sequência quais são os itens isolantes mais
importantes:

- Luvas isolantes
- Fitas isolantes profissionais
- Capa protetora com revestimento de borracha
- Capacete com forro de borracha
- Calçados com solado de borracha
- Chave de fenda isolada
- Chave estrela isolada
- Chave inglesa isolada
- Faca lâmina curva isolada

As ferramentas possuem um polímero específico de borracha que
garante isolamento elétrico e térmico, assegurando assim a utilização
segura no dia a dia. Além da questão do isolamento, existem vários
outros EPIs para eletricista que são indispensáveis, de uso obrigatório.

VDE e IEC 60.900

A sigla é comum para eletricista e dentro do universo dos equipamentos
de proteção individual, mas não para o grande público. Já ouviu falar?
A gente explica: VDE quer dizer Verband der Elektrotechnik Elektronik
Informationstechnik. Traduzindo do alemão para o português: Associação
de Engenharia Elétrica Eletrônica Tecnologia da Informação. Esta é uma
instituição alemã de certificação que comprova a capacidade de
isolamento de ferramentas e instrumentos comuns em trabalhos elétricos.
Logo, se a ferramenta utilizada possuir tal certificação, você não precisa
se preocupar.

Além da certificação VDE, também vale a pena verificar se os equipamentos
e materiais isolantes para eletricista possuem a IEC 60.900, que estabelece
as normas de fabricação de ferramentas utilizadas.

Qualidade dos equipamentos e materiais isolantes para eletricista

Como vimos, os equipamentos e materiais isolantes para eletricista precisam
atender a diversas exigências nacionais e internacionais de qualidade. E
nem poderia ser diferente. O trabalho de eletricista é de alto risco e qualquer
falha nos materiais e equipamentos pode provocar acidentes graves.

Justamente por isso é fundamental contar com quem realmente entende do
assunto e tem vasta experiência no universo dos equipamentos de proteção
individual.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Laudo de Insalubridade.



Quem trabalha na indústria, comércio ou em atividades que apresentam
algum risco físico, químico ou biológico, certamente já ouviu falar sobre
o laudo de insalubridade. E nem poderia ser diferente. Este é um dos
documentos mais importantes que existem e que pode garantir as
melhores condições de trabalho em determinadas atividades.

A gente explica: o laudo de insalubridade especifica se um estabelecimento
comercial ou industrial, assim como posto de trabalho, possui alguma
exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos que possam causar
danos à saúde dos trabalhadores que ali desempenham suas atividades
profissionais. É um laudo oficial, baseado nos limites máximos de tolerância
de exposição aos citados agentes e que estão contemplados na Norma
Regulamentadora 15, a NR-15, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Objetivo do Laudo de Insalubridade.

Trata-se de um documento que estabelece se o colaborador tem ou não
direito a receber o famoso e importantíssimo adicional de insalubridade.
Este, por sua vez, pode variar entre 10, 20 ou até 40% do salário mínimo
vigente no território nacional. A proporção é variável porque está relacionada
a fatores que são mutáveis, como o tipo de agente prejudicial e a quantidade
em que as pessoas estão expostas. O laudo de insalubridade é fundamental
para garantir o pagamento do adicional, evitando inclusive pagamentos
indevidos do benefício.

Qualquer pessoa pode elaborar o documento?

Não! Segundo o artigo 195 da CLT, o laudo de insalubridade deve ser
elaborado somente por um engenheiro de segurança do trabalho. Quando
feito e assinado por outro profissional, não é válido em termos legais.

Diferença entre laudo de insalubridade e laudo técnico de condições
ambientais do trabalho.

Muitas pessoas confundem os dois documentos, mas são laudos com
critérios de elaboração e estrutura distintos. O laudo de insalubridade é
uma exigência do Ministério do Trabalho e Emprego para determinar a
obrigatoriedade do pagamento do benefício. Por outro lado, o laudo técnico
de condições ambientais do trabalho (LTCAT) é uma exigência do INSS e
tem como objetivo verificar se alguma atividade na empresa justifica a
aposentadoria especial.

Também podemos distinguir ambos através da amplitude: laudos de
insalubridade são feitos para um determinado cargo / função. Já os LTCATs
visam todo o escopo de trabalho de uma empresa. Também existe o laudo
de periculosidade, que por sua vez determina se um determinado
estabelecimento comercial ou industrial possui áreas de risco, normalmente
associadas à eletricidade, explosivos, inflamáveis, radiação, etc.

Riscos estabelecidos pela NR-15.

A Norma Regulamentadora 15 determina os seguintes riscos que
condicionam à elaboração de um laudo de insalubridade. Confira se a
sua empresa expõe seus colaboradores a isso:

- Ruído contínuo ou intermitente;
- Ruídos de impacto;
- Exposição ao calor;
- Radiações ionizantes;
- Poeiras minerais;
- Trabalho sob condições hiperbáricas;
- Agentes químicos;
- Agentes biológicos;
- Radiações não ionizantes;
- Vibrações;
- Frio;

Quando pensamos nas profissões mais expostas a agentes físicos, químicos e
biológicos, normalmente nos lembramos de algumas mais conhecidas. São elas:

- Soldador;
- Técnico em radiologia;
- Profissionais da metalurgia;
- Bombeiro;
- Químico;
- Mineradores;
- Profissionais da Construção Civil;
- Mergulhador;

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Luva para Mecânico


Mecânicos de todo o Brasil sabem como é importante a segurança
no trabalho. Como é essencial contar com os famosos equipamentos
de proteção individual no dia a dia, para as mais variadas atividades.
E, dentro desse assunto, um dos EPIs mais fundamentais é a luva
para mecânico. Porém, engana-se quem pensa que existe somente
uma luva, um único modelo para quem trabalha com mecânica.
As luvas para mecânico podem ser encontradas em diferentes
materiais e para finalidades diferentes, como para trabalhos com
determinadas ferramentas ou para execução de trabalhos específicos
com alguns materiais físicos ou químicos. Justamente devido à
tamanha variedade de opções, é fundamental conhecer os modelos
principais e que podem ser adquiridos no mercado.
Características da luva para mecânico.
Um bom exemplo das características únicas de uma luva para
mecânico é a luva de raspa para soldador, um dos EPIs mais
resistentes que existem. Como o próprio nome deixa claro, esse
equipamento de proteção individual é ideal para trabalhos de raspa.
Trata-se de uma luva com resistência superior, com cano para
proteção do pulso e costura de nylon, garantindo assim segurança
máxima em trabalhos delicados e comuns no dia a dia de mecânicos
de todo o país.
Podemos também citar a luva áspera de PVC, que apresenta suporte
têxtil em malha suedine. Fabricada 100% em algodão, com palma
áspera e revestimento total, é um EPI essencial na rotina de uma
oficina mecânica.  Não podemos nos esquecer de outro modelo de
luva para mecânico, a luva de lona. Produzida em látex sintético
nitrílico, apresenta formato anatômico, malha em 100% de algodão,
suporte têxtil antialérgico e punho também em lona de algodão. Seu
revestimento é mais espesso do que de outros modelos, porém não
são luvas desconfortáveis. É bem maleável.
Outros EPIs para mecânico.
Não é segredo para ninguém que o dia a dia em uma oficina mecânica,
seja pequena ou grande, exige a utilização de muitos outros
equipamentos de proteção individual além das luvas citadas. Para
que não restem dúvidas sobre os EPIs obrigatórios, listamos abaixo!
- Óculos de segurança com proteção lateral completa;
- Protetores de ouvidos do tipo de inserção (plug) ou tipo de fone;
- Avental de lona/impermeável;
- Creme de proteção para as mãos;
- Calçados de segurança se houver manuseio de peças pesadas;
- Máscara semi facial com filtro de carvão ativado;
- Máscara para soldador com filtro de luz adequado à intensidade luminosa;
- Avental de raspa;
- Perneira de raspa.

Utilizar o EPI certo para cada função.
São vários os serviços mecânicos que exigem a utilização dos EPIs, justamente
por se tratarem de atividades com riscos físicos e químicos evidentes.
Podemos citar trabalhos de funilaria e pintura, desmontagem e montagem de
peças, manutenção elétrica, troca de componentes, revisão de motores,
deslocamento de peças pesadas, dentre outros. E o uso das luvas, óculos,
avental, etc., é obrigatório conforme o modelo Perfil Profissiográfico
Previdenciário, o PPP e que trata justamente da obrigatoriedade e da
responsabilidade do fornecimento por parte da empresa. O Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE) também fiscaliza a utilização e eventuais
irregularidades, inclusive com a possibilidade de aplicação de multa para
oficinas mecânicas que não cumprirem as regras.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Sinalização e isolamento de áreas de trabalho


Certamente você já se deparou com alguma sinalização e isolamento
de áreas de trabalho. E isso acontece com grande frequência e não
necessariamente em canteiros de obras da construção civil, em
indústrias químicas ou outros ambientes com riscos de acidentes de
trabalho. No dia a dia, nas calçadas das cidades brasileiras, em
Shopping Centers e outros locais frequentados por pessoas que estão
ali só de passagem.
O conceito é justamente esse, o de alertar as pessoas sobre áreas
escorregadias ou sobre o risco de quedas de objetos e materiais em
geral. Placas, cartazes, etiquetas, cavaletes, redes, dentre outros,
têm como função informar que uma determinada área não apresenta
100% de condições de segurança. E as sinalizações valem também para
os trabalhadores, que mesmo acostumados com os riscos de sua
atividade e utilizando os EPIs adequados, precisam ser informados
de uma forma clara.
A sinalização deve ser objetiva, sem gerar dúvidas. Precisa,
obrigatoriamente, ter uma linguagem universal e de fácil entendimento.
Símbolos, frases e palavras devem expressar a mensagem de alerta logo
em um primeiro momento. Importante ressaltar que a obrigatoriedade
da sinalização e isolamento de áreas de trabalho é sempre da empresa
contratante, de quem é responsável por determinada atividade
profissional no local.
Por exemplo, dentro da construção civil, a empresa responsável pela
obra deve sinalizar áreas internas e externas. Em Shopping Centers,
quem for responsável pela limpeza, deve cuidar desses detalhes.

Sinalização e isolamento de áreas de trabalho.
Todas as áreas de circulação de pedestres em locais de trabalho,
assim como em acessos a tais espaços, devem ser sinalizadas. Placas e
barreiras devem ser instaladas para minimizar os riscos existentes
para quem trabalha no local ou mesmo para pessoas de fora, que
eventualmente estarão próximas.
Também é importante sinalizar e isolar áreas com risco de quedas de
objetos e outros materiais, como ferramentas e peças. Dependendo
da situação, tais áreas podem ser completamente bloqueadas.
Podemos citar como exemplo de soluções para isolamento de áreas
de trabalho, os tapumes. Tecnicamente, chamada de tela tapume ou
tela cerquete, está disponível em diferentes tamanhos.

Tipos de sinalizações conforme a NB-18
A NR-18 (Norma Regulamentadora) estabelece os parâmetros para
registro, comunicação, estatística e análise de acidentes do trabalho,
assim como suas causas, consequências e tipos de sinalização que
podem ser utilizadas. Por falar nisso, as sinalizações mais comuns são:
- Sinalização de proibição: tem como objetivo evitar ações que
podem levar a início de incêndios, assim como agravamento de uma
determinada situação;
- Sinalização de alerta: como o próprio nome indica tem como
objetivo alertar sobre potenciais riscos;
- Sinalização de orientação e salvamento: indica rotas de saída
e ações necessárias para facilitar evacuação de pessoas e o
trabalho de bombeiros, policiais, etc.;
- Sinalização de equipamentos e de combate e alarme: trata-se
de um tipo de sinalização que orienta sobre a localização exata de
alguns equipamentos disponíveis para combate a focos de incêndio;
- Sinalização e indicação de obstáculos e riscos: deve utilizada em
rotas de saída que apresentem pilares, paredes, vigas e outros
obstáculos que possam prejudicar a saída de pessoas;
- Sinalização de solo: obrigatoriamente deve ser utilizada em
equipamentos de combate a incêndio, como extintores e hidrantes,
por exemplo. Trata-se de uma sinalização que indica, também,
a localização de alarmes;
- Mensagem escrita e específica: deve acompanhar a sinalização
básica em qualquer situação onde seja necessária, com a
complementação adequada por símbolos internacionais.