terça-feira, 29 de maio de 2018

Produtos Perigosos e a Importância no Cuidado ao Transporte



Os chamados produtos perigosos são aqueles que têm origem biológica, química ou radiológica em sua composição e que representam algum risco aos seres vivos ou ao meio ambiente. A qualidade tecnológica tem ampliado a quantidade de produtos químicos no mercado, que geram mais qualidade e economia, porém mais riscos relacionados a seu armazenamento, transporte e descarte.

Ao deslocar o produto de sua fábrica até os estoques, é preciso muito cuidado e habilidade para que o transporte seja feito com segurança tanto para o motorista como para todas as pessoas e ambientes que estão em torno de seu caminho. Os riscos de derramamento de cargas perigosas são consideráveis, causando contaminação ambiental e perigo para a saúde e bem-estar de diversas espécies.

O que são produtos perigosos?

Nem todos os produtos perigosos são facilmente detectáveis, e muitos requerem a atuação de um técnico para determinar sua gravidade, especialmente se a substância estiver fora de sua embalagem de fábrica contendo as indicações técnicas. Este tipo de situação está associado principalmente a casos de descarte inadequado ou acidentes em que o produto é derramado e as pessoas acabam entrando em contato com o produto sem saber dos riscos envolvidos.

Na dúvida, o ideal é evitar qualquer contato com substâncias desconhecidas. Porém, o que geralmente acontece é a falta de conhecimento levar as pessoas a encostar, inalar ou até mesmo ingerir o produto. As consequências variam e são alarmantes, e vão de queimaduras a intoxicações, podendo inclusive levar à morte.

Para alertar a respeito desses riscos, é obrigatório que as embalagens dos produtos potencialmente perigosos contenham selos de identificação que indiquem em qual grupo de risco está enquadrado o produto, trazendo sua especificação de risco e o número do produto. Os riscos são agrupados em nove classes, que são:

Explosivos;
Gases comprimidos;
Substâncias oxidantes;
Substâncias tóxicas e infectantes;
Líquidos inflamáveis;
Corrosivos;
Substâncias radioativas;
Sólidos Inflamáveis;
Diversos.

Para as pessoas que não lidam com esses materiais, as informações contidas nos rótulos podem passar despercebidas, mas para os profissionais responsáveis pelo transporte desses materiais, é fundamental saber exatamente tudo sobre subclasses e especificações de risco. Assim, o responsável pelo transporte pode saber como proceder em caso de acidente, garantindo assim a segurança do transporte e a proteção de todos.

Como é feito o transporte seguro de produtos perigosos?

Um produto perigoso apresenta riscos desde seu armazenamento, até seu transporte e utilização. Considerada como situação especial, a condução de produtos exige cuidados que estão relacionados a diversos aspectos, sendo que qualquer ato de imprudência pode acarretar em danos.

Por isso, o motorista responsável por esse tipo de carga não é habilitado apenas na direção de caminhões, e é exigido que este profissional também tenha feito um curso chamado “Movimentação Operacional de Produtos Perigosos”. Desse modo, há a garantia de que ele possui conhecimento a respeito de como transportar os produtos, quais os riscos envolvidos e como agir em caso de acidente.

Como o transporte é feito em rodovias, mesmo com toda a segurança garantida pelo veículo e pelo treinamento recebido pelo profissional, ainda há fatores adversos que podem influenciar nos riscos — como o estado de conservação das estradas, as condições ambientais, a ocorrência de erros no armazenamento e estado do veículo que está realizando o transporte.

Quando o condutor recebe as informações da carga que transportará, ele obtém também todos os detalhes sobre os Equipamentos de Proteção Individual necessários para o transporte e os procedimentos que precisam ser seguidos à risca. É importante também buscar informações sobre o trajeto que será feito e se há algum tipo de obra, buracos, barrancos ou outros problemas.

Vale destacar ainda que não é qualquer caminhão que pode realizar o transporte de produtos perigosos. É preciso que o veículo seja regulamentado e esteja devidamente equipado para comportar e transportar a carga com segurança.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Filtro solar é um equipamento de proteção individual?




Empresas tem obrigatoriedade em fornecer filtro solar para os trabalhadores expostos ao sol durante sua jornada de trabalho?

Na norma regulamentadora Nº06 não há a citação do filtro solar, apenas no que diz a proteção de membros superiores ao creme protetor no Anexo I:

F.2 – Creme protetor
a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos. Apenas o creme protetor a agentes químicos é considerado EPI!

Portanto, o filtro solar não é considerado um EPI, mas há um porém!

Mesmo ele não sendo um EPI, a lei 8213 – art. 19, inciso 1º afirma o seguinte:

§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador.

E ainda nos próximos incisos é importante destacar:

§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.

§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme dispuser o Regulamento.

Portanto, proteger o trabalhador dos riscos à sua saúde que o ambiente de trabalho proporciona também é responsabilidade da empresa!

No caso dos trabalhos a céu aberto, que normalmente tem maior exposição ao sol, este ponto é determinado através da NR-21, onde já no segundo parágrafo determina:

21.2 Serão exigidas medidas especiais que protejam os trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes.

terça-feira, 15 de maio de 2018

A Importância de Boas Condições Ambientais de Trabalho




Manter uma boa condição ambiental de trabalho é fundamental para que os colaboradores tenham um melhor desempenho e estejam livres de riscos e possíveis problemas de saúde. Por isso, é indicado que o local esteja adequado para que as atividades sejam executadas corretamente e da melhor forma possível.

Os riscos ambientais podem ser classificados entre quatro tipos:

Físicos: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade;

Biológicos: presença de vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos;

Químicos: poeiras, fumaças, gases tóxicos e nocivos, névoas e outros componentes químicos presentes no ambiente;

Acidentes mecânicos: desencadeados pelas más condições no ambiente de trabalho ou pela falta de capacitação e treinamento dos trabalhadores;

Ergonômicos: atividades que requerem muito esforço físico ou existência de condições psicológicas capazes de prejudicar a saúde do colaborador.

Visando preservar a saúde e bem-estar dos trabalhadores, foi estabelecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho – LTCAT, documento criado para garantir maior segurança e conforto em relação aos agentes ambientais que podem prejudicar a saúde desses profissionais.

O laudo, em conjunto com as Normas Regulamentadoras 16 e 15, é utilizado como um comprovante que autoriza as empresas que trabalham com agentes nocivos e atividades insalubres a exercerem suas funções, determinando assim o pagamento dos percentuais de insalubridade ou periculosidade.

Entretanto, para que o LTCAT seja realmente válido, é preciso que ele seja assinado por um especialista — que pode ser um engenheiro de segurança do trabalho ou um médico do trabalho. Além disso, o documento precisa ser renovado anualmente por conta das possíveis mudanças na forma de trabalho da empresa.

O LTCAT também é muito importante para os funcionários, pois determina o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para cada função, com o intuito de garantir a segurança de todos durante a execução das tarefas diárias.

Dicas para garantir boas condições ambientais de trabalho

Elabore um mapa de riscos identificado por cores para avaliar os riscos existentes nos locais de trabalho;

Mantenha sempre o nível adequado de ruídos;

A temperatura do ambiente deve permanecer entre 20ºC e 23ºC para garantir maior conforto térmico;

A umidade do ar não pode ultrapassar 40%;

O empregador deve fornecer os EPIs adequados para cada tipo de atividade, de forma gratuita e em perfeito estado de conservação;

Mantenha o ambiente bem iluminado para garantir maior produtividade, conforto visual e minimizar os acidentes;

Tenha um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, conforme previsto na Norma Regulamentadora 9 (NR 9), que visa preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores contra os agentes físicos, químicos e biológicos.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Comportamento Seguro no Ambiente de Trabalho




A maioria das causas de acidentes de trabalho é originada pelo comportamento inadequado do próprio profissional. Se colocar em situação de risco geralmente é uma ação que está relacionada à falta de conhecimento das Normas Reguladoras do Ministério do Trabalho, que têm como princípio garantir a prevenção e proteção do trabalhador.

As empresas estão cada vez mais focadas em reforçar a cultura do prevencionismo, oferecendo Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de qualidade e específicos para cada função, bem como treinamentos para o correto manuseio dos dispositivos e informação a respeito dos riscos envolvidos em seu trabalho.

O que é comportamento seguro no ambiente de trabalho?
Os riscos estão sempre presentes em qualquer profissão e ambiente de trabalho. Porém, há algumas atividades em que eles são muito maiores e requerem um conjunto de cuidados especiais — que vão desde a utilização de EPIs à instalação de placas de sinalização e muitos outras medidas preventivas.

O problema é que, muitas vezes, o funcionário só usa seus EPIs e segue as normas de segurança por receio de receber alguma punição, e não pela consciência de sua necessidade e importância para a própria segurança. É comum que os profissionais se incomodem com os óculos, luvas, botas e capacetes, sem compreender o quanto eles são importantes para evitar que se firam na prática da atividade profissional.

Na verdade, o bom rendimento de um profissional tem ligação direta com o comportamento seguro e o comportamento saudável. No comportamento seguro, as empresas valorizam treinamentos que demonstrem ao trabalhador a importância de desempenhar suas atividades conforme as definições de segurança e saúde no trabalho, evitando comportamentos de risco.

Já o comportamento saudável está relacionado à promoção da saúde do profissional por meio de incentivos para alterar maus hábitos, além de valorizar o convívio harmonioso entre os colegas.

Exemplos de comportamentos seguros no trabalho

Fazer pequenas pausas para aliviar a tensão física e mental;
Fazer alongamentos que evitam problemas musculares e nos ligamentos;
Utilizar sempre o EPI determinado para sua atividade;
Manter o seu EPI bem conservado;
Usar o cinto de segurança sempre que for necessário;
Avisar quando um equipamento apresenta defeito ou está sendo usado de forma inadequada;
Manter a postura correta durante a atividade, para evitar problemas na coluna e outros danos;
Manter o local de trabalho sempre organizado e limpo;
Utilizar os equipamentos adequados ao ofício;
Conferir o funcionamento da máquina que irá usar;
Manter a gentileza e atenção aos colegas.
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