terça-feira, 25 de junho de 2019

4 Dicas para segurança de trabalho em hospital.






1 – Áreas de risco: primeira dica para promover segurança do trabalho em hospitais

Em hospitais, é fundamental classificar e identificar com clareza todas as áreas de risco existentes, de acordo com o grau e tipo de risco. As áreas de maior risco dentro de um hospital, que precisam ser classificadas, são:

- Salas de raios-X, tomografia computadorizada e de ressonância magnética: estes ambientes são expostos à radiação e as pessoas que ali frequentam devem saber disso através de uma identificação clara e universal.

- Emergência, UTI e pronto-socorro: dentro das boas práticas da segurança do trabalho em hospitais, estas áreas são classificadas como aquelas que exigem maior esforço físico. Por isso, devem ser identificadas como tal.

- Setores de esterilização, desinfecção e agentes químicos: devido à presença de material biológico e de produtos químicos sensíveis (como para funções de limpeza e desinfecção), estas áreas devem conter sinalização de perigo químico e outros elementos que evidenciem tal cenário, alertando as pessoas que ali frequentam.

- Unidades de isolamento, UTI, hemodiálise, bancos de sangue, salas cirúrgicas: também devem receber a sinalização adequada, inclusive para alertar pacientes.
2- Siga rigorosamente as normas da ANVISA

O órgão responsável pela regulamentação e fiscalização da segurança do trabalho em hospitais é a ANVISA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E a principal norma que todo hospital deve seguir é a NR 32, chamada de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Clique aqui para conferir em detalhes as suas especificações. Esta NR define as diretrizes básicas para o funcionamento seguro e responsável de um hospital. Trata dos riscos presentes, formas de identificação e ainda dos fatores que podem ser avaliados. Ainda apresenta informações sobre como deve ser realizada a fiscalização dos colaboradores.


3 – Verifique a gestão de resíduos

Em hospitais, a gestão de resíduos é um assunto que merece atenção redobrada. Todo o lixo gerado, por exemplo, recebe a classificação de lixo hospitalar e deve ser armazenado e descartado adequadamente, sem oferecer risco à saúde das pessoas e ao meio ambiente.  Tais resíduos são divididos em 4 categorias: lixo físico, biológico, químico e sem risco. A dica para gerenciar este descarte é realizar um planejamento diferenciado, que vise minimizar a produção e o consequente encaminhamento / transporte seguro. Caso seu hospital não possua a infraestrutura para tal, contrate uma empresa terceirizada e que se enquadre dentro das normas da ANVISA para fazer este trabalho. Lembre-se: o descarte de resíduos hospitalares é um dos elementos cruciais quando pensamos em segurança do trabalho em hospitais e deve ser gerenciado com a devida importância.


4 – De olho nos EPIs!

Estes são equipamentos de proteção individual que todo hospital deve disponibilizar para seus colaboradores:

- Luvas de procedimento: essenciais para evitar contato com fluidos corporais e secreções. Importante: as luvas devem ser trocadas a cada novo procedimento;

- Luvas grossas: ideais para limpeza de materiais e para evitar contato com agentes químicos. Também é um EPI ideal para higienização hospitalar;

- Óculos de proteção: para evitar contato com respingos de produtos químicos e secreções biológicas;

- Máscara descartável: EPI de grande importância para evitar contato com produtos químicos, partículas suspensas e medicações em geral;

- Avental: evita contato da pele com materiais biológicos em geral e respingos.

terça-feira, 18 de junho de 2019

4 Ferramentas na gestão de segurança do trabalho





1 – Diálogo Diário de Segurança, o DDS.

Quando pensamos em ferramentas de segurança do trabalho, pensamos em
DDS. O Diálogo Diário de Segurança tem como objetivo promover a conscientização de todos os colaboradores envolvidos em um determinado trabalho. Sua missão é informar sobre 100% das medidas de segurança que são e/ou passarão a ser aplicadas. Normalmente é apresentado antes da jornada de trabalho, em questão de minutos. São as instruções diárias sobre segurança que devem ser passadas e discutidas por toda a equipe. Além de orientar sobre os riscos de acidentes, o DDS também contribui para redução de custos com assistência médica, gerando grande economia para a empresa.

2 – Registro de prevenção

Também conhecido como “Registro Preventivo” ou “Prevenção Já”, esta ferramenta a formaliza tudo o que acontece dentro da empresa, principalmente em relação aos riscos de acidentes de trabalho. É dentro do registro de prevenção, por exemplo, que é possível verificar se os EPIs estão sendo utilizados corretamente, se algum funcionário não está usando por algum motivo, se os equipamentos estão em perfeito estado de conservação, se é preciso comprar novos capacetes, luvas, máscaras, etc. É uma ferramenta da gestão de segurança do trabalho que obrigatoriamente exige a participação dos colaboradores. Por isso, a empresa deve conscientizar a todos sobre sua importância e exigir a participação das pessoas.

3 – Análise de risco

É um estudo que considera todos os riscos que existem dentro de um ambiente interno ou externo de trabalho. A análise de risco faz parte da gestão de segurança porque identifica e classifica de forma objetiva todas as possibilidades, todos os riscos envolvidos para execução de uma tarefa esporádica ou cotidiana. Através da formalização de um documento oficial é possível viabilizar estratégias e ações que reduzam os riscos de acidentes. Para tal, é essencial que os técnicos envolvidos, aqueles que irão construir a análise de risco, conheçam profundamente todas as etapas produtivas da empresa, como seus equipamentos, ferramentas e produtos utilizados, os níveis de iluminação e ventilação de cada setor, e muito mais.

4 – CIPA

Não podemos nos esquecer da CIPA, a Comissão Interna de Acidentes, uma ferramenta colaborativa que conta com a participação dos funcionários da própria empresa. Homens e mulheres formam o time da CIPA e atuam com medidas preventivas para evitar acidentes de trabalho e, também, dependendo do nível do acidente, para efetuar os primeiros socorros aos colegas. Tal comissão é regulamentada pela CLT e pode ser constituída por votação, sendo formalizada e enviada ao Ministério do Trabalho.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Os principais riscos de exposição ao Gás Sulfídrico (H2S)




Os apelidos concedidos ao gás sulfídrico já são sinalizadores de uma de suas mais terríveis características: o mau cheiro. No ambiente de fábricas e propriedades rurais, ele é mais conhecido como “gás de ovo podre” ou “gás de pântano”.

No entanto, o verdadeiro nome do gás é sulfeto de hidrogênio (H2S). Altamente tóxico, ele é inflamável e pode gerar vários problemas de saúde e, em casos mais graves, chega a ocasionar a morte de um trabalhador, seja em razão de uma explosão ou em consequência de uma doença.

Diante da alta periculosidade e dos riscos da exposição ao gás sulfídrico, mostraremos, neste post, como você deve prevenir-se de problemas por meio de atitudes conscientes.

Descubra o que é o gás sulfídrico     

O gás sulfídrico é tóxico, altamente denso e, em 8 ppm (parte por milhão), já chega a ser prejudicial à saúde humana. Em 10.000 ppm, é letal, ou seja, os riscos químicos levam à morte. Em solução aquosa, ele é conhecido como ácido sulfídrico, sendo um grande inimigo dos trabalhadores que estão constantemente próximos a ele sem os devidos cuidados.

A substância é utilizada principalmente na produção de enxofre e de ácido sulfúrico e traz riscos para quem respira ou tem o contato da pele com o gás. Em pequenas exposições, o trabalhador pode sofrer irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga.  

Por isso, além de utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs), os funcionários de uma empresa que trabalha com o H2S precisam tomar outras atitudes preventivas para evitar doenças ocupacionais ou, até mesmo, um afastamento por um período indeterminado. Inclusive, o gás sulfídrico pode fazer com que o trabalhador se aposente por invalidez, de acordo com a gravidade da situação, fora o risco de morte já mencionado.

Quais locais é comum a presença do H2S
O gás sulfídrico está muito presente nas indústrias petrolíferas e também nas propriedades rurais, em razão do acúmulo do estrume, principalmente onde há tanques para estocagem do esterco.  

Como faz parte do ambiente natural, o H2S também se encontra em fontes termais, plantas de gás natural, gases vulcânicos, empresas que produzem celulose e também nas estações de tratamento de esgoto.

Vale destacar que o gás pode ser produzido por resíduos humanos e de animais, por conta da degradação bacteriana da matéria orgânica.

Podendo ser liberado no ar, na água e no solo, o gás sulfídrico se espalha rapidamente, permanecendo em estações de 1 a 42 dias, ou seja, os riscos de acidentes são altíssimos, como veremos agora.

Conheça os riscos de acidentes ocasionados pelo gás sulfídrico

Apesar do sulfeto de hidrogênio estar presente no meio ambiente, os principais riscos de acidentes acontecem em situações de confinamento, pois as condições prejudicam a dissipação do gás.

Assim, colaboradores de uma indústria que não estejam conscientes do risco, por exemplo, podem ter problemas gravíssimos na saúde após terem contato com o gás sulfídrico, como em um trabalho dentro de um espaço confinado.

Ambientes não ventilados também apresentam riscos elevados, em razão da maior probabilidade do gás permanecer nesta atmosfera. Veja detalhadamente os principais riscos de exposição ao H2S.

Atitude do trabalhador

Quem não está devidamente informado sobre os fatores de risco pode ser uma presa do gás sulfídrico. Por isso, trabalhadores sem consciência estão mais propensos a acidentes.

Espaço confinado

Colaboradores que precisam entrar em tanques ou estações de esgoto podem ser surpreendidos pelo H2S. Isso porque o gás existe naturalmente no interior destes locais.

Fontes de ignição

Aqui mora um risco iminente de explosão ou incêndios. Afinal, cigarros, fósforos acesos, tubos e outras fontes de calor podem ocasionar uma explosão ao encontrar o H2S no ar, ou seja, muitos acidentes tiveram as fontes de ignição como a principal causa.

Lentes de contato   

Um trabalhador que usa lente de contato faz aumentar as chances de contaminação por conta da maior facilidade de absorção do gás pelos olhos.

Aprenda quais doenças podem ser causadas pelo gás

A exposição em grande escala prejudica inúmeras partes da saúde de um trabalhador. Primeiramente, podem acontecer irritações nos olhos, no nariz ou na garganta.

Os problemas atingem ainda o sistema respiratório, causando perdas de memória, dores de cabeça e até comprometimento da função motora, pelo fato de o gás atingir o sistema nervoso central. Além disso, a exposição na forma liquefeito gera queimaduras por congelamento.  

Especialistas afirmam ainda que existem outros sintomas que causam insuficiência cardíaca, falha renal, vômitos, coceira e vermelhidão na pele, sem falar nas sequelas que podem ser irreversíveis, como distúrbios psicológicos.

São doenças que começam pela exposição sem os devidos cuidados tanto no quesito de engenharia quanto do uso de EPIs, sendo pelo contato da pele, do olho ou por meio da inalação, como explicaremos na sequência.

Inalação

Trata-se da principal via de exposição do H2S. Ao entrar em contato com a substância, os pulmões absorvem rapidamente o gás. Como o sulfeto de hidrogênio é bem mais pesado do que o ar, ele pode acumular-se em áreas confinadas ou mal ventiladas.

Apesar de o forte cheiro ser um indicador da presença do gás, essa atitude não é aconselhável, pois pode acontecer a fadiga olfativa, diminuindo a constatação. Ou seja, prive sempre pelos métodos indicados pela área de segurança do trabalho. É o que explicaremos logo mais.

Contato com a pele

Trabalhadores que sofrem contato com o gás sulfídrico têm grandes chances de sofrer problemas de pele, como dermatite e ardência nos olhos. O problema acontece mesmo em níveis baixos, sendo mais um risco que necessita de cuidados especiais. Pelo fato de ser um gás que sobrevive à temperatura ambiente, a ingestão é uma situação praticamente impossível.  

Saiba como se prevenir do contato com o gás sulfídrico

A primeira dica para as empresas evitarem o contato dos colaboradores com o gás sulfídrico é por meio da conscientização. Nesse sentido, cursos e palestras são fundamentais para manter os funcionários bem-informados sobre as práticas adequadas.

Depois, as instituições precisam sempre fiscalizar o uso dos EPIs, como botas, luvas, óculos, macacões, entre outros. São equipamentos que evitam o contato do gás com a pele ou os olhos, reduzindo as incidências de acidentes e até mesmo explosões.

Outra orientação é contar com a parceria do setor de engenharia para implantar ações de controle e processos que contribuam com a redução do contato com o H2S.  Além disso os detectores multigases com sensores eletroquímicos que detectam a presença do gás sulfídrico ajudam imensamente a evitar o contato.

Seguindo as nossas dicas, certamente a sua empresa poderá evitar muitos problemas e, até mesmo, observar a redução dos gastos em razão das ações preventivas que certamente evitarão afastamentos médicos ou acidentes dentro da unidade.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Quais são as normas de segurança do trabalho?





No Brasil, os procedimentos e medidas de segurança que devem ser observados por uma empresa estão previstos e delineados nas Normas Regulamentadoras, do extinto Ministério do Trabalho e Emprego. Confira a seguir algumas normas que você tem que conhecer:

NR 01: estabelece o campo de aplicação de todas as normas preventivas de segurança e saúde no trabalho urbano, bem como os direitos e obrigações do governo, dos empregadores e empregados;

NR 02: dispõe sobre a obrigatoriedade da inspeção prévia dos estabelecimentos de trabalho antes de a empresa iniciar suas atividades;

NR 05: estabelece a constituição e atribuições da Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes;

NR 06: dispõe sobre o fornecimento e uso dos EPIs;

NR 07: estabelece a obrigatoriedade de elaboração, implementação e funcionamento do Programa Controle Médico de Saúde Ocupacional;

NR 08: estabelece os requisitos que devem ser observados nos estabelecimentos para garantir a segurança e bem-estar dos colaboradores;

NR 09: dispõe sobre o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;

NR 10: fixa medidas de segurança para as atividades em instalações elétricas;

NR 11: estabelece os procedimentos mínimos de segurança para as atividades de transporte (inclusive em elevadores e guindastes), armazenagem e manuseio de materiais;

NR 12, NR 13 e NR 14: fixa medidas de segurança para realização de trabalhos com máquinas, caldeiras e vasos de pressão e fornos, respectivamente;

NR 15 e NR 16: dispõe sobre as atividades insalubres e perigosas;

NR 17: fixa parâmetros para adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos colaboradores;

NR 18: dispõe sobre as condições do ambiente de trabalho na indústria da construção;

NR 19, NR 20 e NR 23: respectivamente, estabelecem medidas de segurança para os trabalhos com explosivos e líquidos combustíveis inflamáveis, bem como os procedimentos de prevenção de incêndios;

NR 21: regulamenta o trabalho a céu aberto;

NR 22: estabelece os procedimentos para garantir a segurança e a saúde ocupacional na mineração;

NR 24: dispõe sobre as condições sanitárias e de conforto no ambiente de trabalho;

NR 26: fixa parâmetros para sinalização de segurança;

NR 33: regulamenta o trabalho em espaços confinados;

NR 35: determina medidas de segurança para realização de trabalhos em alturas.

NR 36: estabelece os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano.

NR 37: regulamenta os procedimentos e requisitos mínimos para a Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo.

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