terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Cartucho químico de respirador: como comprar e quando trocar?


Uma máscara respiratória serve para separar partículas maléficas à respiração humana do oxigênio que respiramos. Ela serve como um EPI obrigatório para trabalhos em ambientes com alta presença de poeira, vapores químicos, névoas, fumaças e outros gases.

Para realizar esse trabalho, alguns respiradores possuem um cartucho químico, que faz o processo de filtragem das partículas não desejadas do oxigênio em si. Como qualquer filtro, com o tempo de uso, o cartucho químico de respirador perde sua eficiência, devendo ser trocado regularmente.

De quanto em quanto tempo deve ser realizada essa troca e como comprar o cartucho químico de respirador? É sobre isso que falaremos neste post. Continue a leitura e descubra!

O que é e como comprar um cartucho químico de respirador?

O cartucho químico do respirador serve como um filtro. Ele pode filtrar diversos contaminantes, como névoa, poeira, fumo ou pó, e são acoplados nas máscaras para reter esses agentes nocivos ao corpo, impedindo sua inalação.

Os principais cartuchos geralmente são feitos para reter vapores orgânicos e inorgânicos, por serem muito finos. Os filtros são fabricados dentro desses cartuchos, que devem ser removíveis.

Para comprar o cartucho certo para sua máscara, existem dois passos básicos:

- Definir o tipo de risco em que ele será utilizado;
- Definir em qual máscara você usará seu cartucho.

Cada cartucho será indicado para um risco ou alguns riscos específicos. Se o trabalhador vai lidar com soldagem, por exemplo, ele estará sujeito aos perigos do fumo exalado junto a uma névoa metálica, e deverá usar uma máscara com cartucho próprio para esse agente.

Depois de identificar os agentes que deverão ser filtrados, deve-se procurar os cartuchos próprios para a marca e o modelo da máscara. Como a máscara é um EPI e o cartucho químico de respirador é um acessório dela, é normal que o fabricante do cartucho certo seja o mesmo da máscara.

Como funcionam os cartuchos químicos de respirador?
Existe uma boa evolução quando o assunto é tecnologia de cartuchos, que nada mais são do que filtros que retêm agentes contaminantes. O nome “cartucho” é utilizado porque eles são facilmente trocados, como um acessório que você substitui quando quiser.

Antigamente, tanto as máscaras quanto os cartuchos eram muito mais pesados, robustos e incômodos, já que muitos acessórios eram feitos de madeira, aço e outros materiais pesados. Contudo, a tecnologia evoluiu bastante com o advento do plástico e do silicone, trazendo materiais muito mais leves.

Dessa forma, o cartucho se tornou mais maleável sem perder a sua resistência. Além disso, diversos filtros hoje em dia são feitos basicamente com papel mergulhado em substâncias químicas, que entram em ação com contaminantes e neutralizam sua toxicidade.

Como saber a hora de trocar seu cartucho?

Os cartuchos químicos dependem das fibras carregadas eletrostaticamente para capturar partículas dentro dos meios filtrantes. À medida que as partículas se acumulam com o contaminante no filtro, pode ficar mais difícil respirar dentro da máscara.

É por isso que todos os cartuchos possuem vida útil e data de validade. Obrigatoriamente, essa informação deve ser gravada de forma indelével no equipamento de acordo com as normativas de segurança.

Alguns cartuchos também têm outros indicadores para facilitar a identificação do período de troca, como sensores de cor que mudam sua aparência para indicar a necessidade de substituição do acessório. No entanto, é preciso considerar também alguns outros elementos.

Uma vez que os filtros bloquearam com sucesso uma grande quantidade de partículas, eles ainda não deixarão esse material entrar nos pulmões. No entanto, eles começam a permitir que menos ar passe, e a respiração se torna cada vez mais difícil.

Isso pode não ser percebido logo, mas à medida que os filtros entopem, será mais difícil aspirar o oxigênio. Eventualmente isso será notado pelo trabalhador, e caso aconteça antes da data de validade ou da mudança de cor, você deve substituir o filtro imediatamente.

Alguns cartuchos químicos de respirador também possuem uma fina camada de carvão embutida no seu interior. O carvão está lá para absorver cheiros e odores funcionando como uma esponja — e há um limite para o quanto ele pode aguentar.

Uma vez que os filtros tenham absorvido todos os vapores orgânicos que são capazes, será possível sentir odores estranhos pela máscara respiratória. Depois de começar a cheirar as coisas que você está tentando bloquear, é hora de mudar seu filtro.

Só o trabalhador que utiliza a máscara pode dizer se está se tornando difícil respirar ou se os vapores com mau cheiro estão passando pela máscara. Agora que você está ciente das capacidades e das limitações desses filtros, será mais fácil orientar sua equipe para reconhecer todos sinais de que é hora de fazer uma substituição.

Em suma, os cartuchos químicos devem ser substituídos quando:

- expirar o prazo de validade carimbado na embalagem;
- ultrapassarem o período de 6 meses — mesmo que não sejam usados, já que o - carbono absorverá contaminantes do ambiente geral;
- o contaminante puder ser detectado por cheiro ou sabor;
- de acordo com a sua tabela de mudança de filtro estabelecida na política de segurança.

Como dica extra, para evitar cheirar ou provar o contaminante ao usar a máscara respiratória, você pode seguir os passos abaixo:

- quando você receber um novo par de filtros de cartucho de gás, verifique a data de validade na parte de trás da embalagem;
- escreva a data nos filtros quando removidos pela primeira vez da embalagem, conforme norma obrigatória;
- use os cartuchos do respirador no seu ambiente de trabalho normal;
- se, em qualquer momento, o contaminante puder ser cheirado ou uma irritação for detectada no trabalhador, o cartucho precisa ser substituído;
- tome nota de quanto tempo os filtros duraram comparando a data registrada no filtro e a data de troca;
- confira se a máscara e o cartucho comprados são aprovados pelo Inmetro.
- se as práticas de trabalho permanecerem iguais e os níveis de vapores/gases forem consistentes, substitua seus filtros em uma escala de tempo mais regular.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Saiba o que é feito em uma auditoria em segurança do trabalho.



A auditoria analisa se os procedimentos implantados pela companhia são atendidos pelos profissionais. Ela é um instrumento de gestão para identificar os parâmetros que não atendem à legislação ou que diminuem a eficiência das atividades, causando riscos de acidentes ou doenças ocupacionais.

A avaliação segue os critérios estabelecidos nas Normas Regulamentadoras, as diretrizes da gestão da qualidade e do meio ambiente. O profissional responsável pela atividade cria um processo estruturado para obter todas as informações necessárias, que podem servir de subsídio para a empresa elaborar um plano de ação para corrigir as suas falhas.

É fundamental que as auditorias de segurança do trabalho sejam executadas por profissionais com conhecimento técnico e experiência no mercado, como engenheiros ou técnicos habilitados para a função.

O que é feito em uma auditoria?

Há três modelos de fiscalização: a interna, a de segunda parte e a externa. A primeira é realizada pela própria empresa, por meio do seu profissional de segurança do trabalho. Ele faz uma avaliação sobre o desempenho da equipe e verifica se os profissionais seguem as normas estabelecidas.

A auditoria de segunda parte é desenvolvida por meio da contratação de um prestador de serviço para identificar as não conformidades das normas de segurança. Ao final da avaliação, ele pode criar um relatório com indicações de ajustes. Já a auditoria externa é realizada por empresas terceirizadas com a finalidade de emitir certificação ou por um órgão governamental com o intuito de fiscalizar a companhia.

Em todos os casos, é necessário iniciar as atividades considerando as normas vigentes de segurança do trabalho. Nesse caso, o profissional deve conhecer as regulamentações para determinado ramo da indústria e saber aplicá-las, pois isso já gera muita informação para ser avaliada.

O ideal é criar um programa interno de auditoria para fazer verificações com certa frequência a fim de evitar problemas com acidentes, doenças ou fiscalizações do Ministério do Trabalho.

Sendo assim, o profissional precisa utilizar alguns documentos-base para desenvolver a auditoria, seja ela interna, seja ela externa. Entre eles, estão: o PPRA, o PCMSO e o PPP. Também é fundamental ir além e analisar se o planejamento de resgate e emergência, por exemplo, existe, de fato, além de verificar se é praticado com rapidez e excelência. Vale lembrar que a auditoria pode oferecer muitos benefícios para as organizações, como:

- Diminuição dos acidentes e doenças ocupacionais;
- Priorização de ações de segurança;
- Aumento da produtividade dos processos internos;
- Redução dos custos operacionais;
- Documentação adequada e minimização das penalidades pelos órgãos fiscalizadores;
- Avaliação de desempenho da equipe.

Quais são os aspectos avaliados na auditoria de SST?

Em termos mais práticos, a avaliação cria um olhar crítico sobre os detalhes da operação, seus profissionais e o ambiente de trabalho. Veja:

Função
O profissional verifica os riscos das atividades exercidas pelos funcionários e analisa se as medidas preventivas são cumpridas.

Ambiente
A auditoria fiscaliza se a infraestrutura do local está adequada em relação às instalações elétricas e sanitárias para aquela atividade, por exemplo. Também é essencial analisar os níveis de ruídos, a temperatura e a iluminação do espaço, assim como a ergonomia dos móveis para o desempenho da atividade.

Caso haja alguma inadequação, o auditor deve sinalizar em seu relatório para a empresa realizar os devidos ajustes e promover mais qualidade para o trabalho da equipe.

Equipamentos e ferramentas
As máquinas devem passar por uma inspeção para verificar possíveis falhas, assim como identificar se a manutenção foi realizada no período adequado. Ainda é importante inspecionar os equipamentos de proteção individual e coletiva para identificar se existe alguma ruptura ou se algum item está vencido. Caso seja necessário, o profissional deve apontar a necessidade de troca dos materiais.

Colaborador
O auditor deve investigar qual é o nível de conhecimento do funcionário sobre os riscos de sua atividade, bem como a atenção que ele dá aos equipamentos de proteção individual. Também é importante analisar se os colaboradores receberam um treinamento adequado para o exercício de suas funções.

Periodicidade
Não existe um tempo mínimo para realizar a auditoria, contudo, o ideal é que ela seja desenvolvida com alguma frequência (a cada ano, 6 meses ou outro período). A ISO 9001, programa de gestão de qualidade utilizado internacionalmente, tem um cronograma trienal de certificação e a manutenção anual do certificado por meio de uma auditoria. Tudo vai depender de qual quesito é avaliado e da necessidade da empresa.

Quais são os riscos de não executar uma auditoria?

Além de compreender o que é feito em uma auditoria, é essencial ter consciência dos riscos de não efetuá-la. A avaliação interna não demanda uma sanção para os erros, pois seu objetivo principal é identificar as falhas e criar processos para corrigi-las. Em contrapartida, a avaliação externa pode gerar prejuízos financeiros.

A auditoria externa, por meio de uma empresa terceirizada, gera um custo para a companhia, assim como cria orientações sobre as mudanças que devem ser aplicadas.

A governamental, por sua vez, pode gerar multas a cada descumprimento dos fatores obrigatórios. Valores esses que podem ser expressivos. Por isso, se a organização estabelece uma equipe interna para fazer auditorias com certa frequência consegue minimizar os impactos das auditorias externas.

Enfim, ao compreender o que é feito em uma auditoria e quais são seus objetivos, é possível adequar as ações da organização e criar padrões internos de verificação. Essa é a maneira mais prática de evitar auditorias governamentais e possíveis prejuízos causados por multas em relação a erros simples que poderiam ser corrigidos antes.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Óculos de segurança com grau.


Por mais que as normas sejam claras, ainda existe muita especulação acerca dos óculos de segurança com grau como Equipamentos de Proteção Individual (EPI). São obrigatórios ou não? A resposta para essa pergunta tem muito mais a ver com a saúde e segurança do trabalhador do que com qualquer outro ponto.

A verdade é que nenhuma atividade que coloque em risco a saúde do seu colaborador deve ser executada sem o EPI adequado. Da mesma forma que EPIs como capacetes, botas e protetores de ouvido são importantes, os óculos de segurança com grau também são essenciais.

Quais são os principais perigos  que os olhos estão sujeitos?

Mesmo quando os indivíduos não estão desenvolvendo atividades do trabalho, acidentes oculares acontecem. Eles podem acontecer em qualquer lugar. Então, diante do risco eminente, abrir mão da proteção não pode ser uma possibilidade, nem por um segundo.

Dentre os principais agressores que desafiam a proteção dos olhos estão:

as partículas projetadas por esmeril;
o policorte;
a serra circular;
as máquinas de solda.

Além disso, vale dizer que a Síndrome da Visão no Computador (CVS) é cada vez mais comum entre as pessoas. É o famoso cansaço visual que traz dor de cabeça, visão embaçada, ardência e sensação de areia nos olhos.

O risco de acidente dos olhos existe em todas as profissões, entretanto, há recorrência em algumas áreas, como:

metalurgia;
mineração;
têxtil;
transportes;
artes gráficas;
construção civil;
mecânica;
marcenaria;
indústria química.

Quais são as principais lesões oculares?

As principais lesões são divididas em três categorias. São elas:

Penetrantes: perfuração do globo ocular, geralmente provocada por objetos pontiagudos;
Fratura: quando a órbita ocular é fraturada e é registrado aumento da pressão ocular;
Contusos: quando o globo ocular é pressionado para dentro da cavidade, normalmente em batidas ou socos, lesionando as estruturas internas do olho.

A empresa pode se abster de oferecer os óculos de segurança com grau?

De maneira nenhuma. Toda empresa é obrigada a fornecer aos empregados, de modo gratuito, o EPI adequado ao risco. Esse equipamento deve estar em perfeito estado de funcionamento, conservação e funcionamento.

Mas o que a Norma Regulamentadora estabelece?

A Norma Regulamentadora (NR) que determina os requisitos de proteção para os olhos é a de número 6. Segundo ela, os óculos de segurança precisam oferecer proteção para os olhos contra:

impacto de partículas volantes;
radiação ultravioleta;
luminosidade intensa;
radiação infravermelha.

A adoção dos óculos de segurança com grau traz vantagens para a empresa?

Sim, pois sempre que uma empresa estiver cumprindo os requisitos da Norma, já há vantagens consequentes, como a proteção do próprio colaborador. Vale ressaltar que os ganhos não param por aí. Quando a empresa oferece os óculos de segurança graduados, o trabalhador desenvolve suas tarefas de forma precisa e com mais conforto. Assim, a empresa ganha em produtividade.

Quando o material é de qualidade (e, principalmente, sob medida), o uso desse EPI se torna espontâneo e de rápida adaptação. É importante mencionar isso porque, como sabemos, existe uma certa rejeição por parte dos trabalhadores quanto ao uso de equipamentos protetivos durante o trabalho, sobretudo no caso dos óculos.

Esse afastamento pode acontecer por diversas razões, como desconforto, problemas de ajuste, estética não favorável e incômodo. Por isso, o ideal é que as lentes sejam graduadas de acordo com a receita de um especialista. O oftalmologista precisa ser consultado para a prescrição do grau correto.

Quais informações técnicas são necessárias conhecer?

Antes de adquirir os óculos de segurança com grau, é preciso fazer algumas verificações. Reunimos adiante as principais informações que cercam o processo de compra desse tipo de item. Continue lendo.

Receituário médico
Todo trabalhador que for utilizar esse EPI deverá passar por consulta prévia com um médico oftalmologista. Nessa etapa, o profissional verificará qual é o seu erro de refração (hipermetropia, presbiopia, miopia ou astigmatismo) e o grau apropriado para a correção do problema.

Validade da receita
O comprador deverá estar atento quanto à validade da receita. Desde que não tenha ocorrido alterações na visão, é preciso que ela tenha menos de 6 meses de emissão. Nem sempre o usuário dos óculos consegue notar se houve alteração, de fato. Por isso, trabalhe sempre com receitas atuais.

Conhecimento do risco
Antes de efetuar a compra, é necessário saber exatamente qual é o tipo de proteção exigido, conforme a Norma Técnica ANSI.Z.87.1/2003. Como já vimos neste artigo, os riscos presentes no ambiente de trabalho são variados.

Cada empresa vivencia uma realidade diferente. O problema pode ser ligado a partículas volantes, radiação ultravioleta, luminosidade intensa, radiação infravermelha, entre outros. Dessa forma, é recomendável investir em uma boa análise.

Certificado de Aprovação (CA)
O Certificado de Aprovação é uma exigência desse modelo de óculos. Ele corresponde à armação e ao conjunto lentes. Caso seja preciso um acessório para fixar as lentes à armação, ele também deve ter um CA.

Tratamento contra embaçamento
Segundo a Portaria nº. 121, de 30.09.2009, anexo I, item 2.2, da Secretaria de Inspeção do Trabalho/Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, os EPIs “destinados à proteção da face, olhos e vias respiratórias devem restringir o mínimo possível o campo visual e a visão do usuário e serem dotados de dispositivos para evitar o embaçamento”.

A compra desse EPI requer o máximo de atenção do comprador pois, caso os óculos sejam feitos em medidas erradas, resulta em um verdadeiro desperdício. Como qualquer outro equipamento de proteção, é imprescindível que ele siga as normas de segurança, atendendo às especificidades de cada usuário e tenha manutenções periódicas, a fim de garantir a segurança do EPI.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O que é equipamento de proteção respiratória (EPR) e em quais áreas é usado.


O fornecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é uma obrigação
por parte das empresas, enquanto cabe aos trabalhadores a tarefa de usá-los
adequadamente, de modo a garantir que as atividades profissionais sejam realizadas
da maneira mais segura possível. De acordo com a legislação trabalhista, os EPIs são
exigidos em todos os ambientes profissionais que ofereçam qualquer tipo de risco à
saúde e à integridade física dos trabalhadores, independentemente de sua área de
atuação.

Existem diferentes tipos de EPI, cada qual com características específicas que fazem
com que o dispositivo seja indicado para uma determinada função. Os chamados
Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR), por exemplo, são dispositivos de proteção
que têm o objetivo de evitar que os trabalhadores sejam contaminados por meio de
suas vias respiratórias, evitando a inalação de agentes presentes no ar.

Qual a importância dos EPR?

A proteção respiratória é essencial para evitar uma série de doenças ocupacionais
associadas à inalação de partículas nocivas ao corpo humano, tais como poeira,
vapores orgânicos, fumaça, gases tóxicos e agentes contaminantes. A utilização de
EPRs dentro de uma organização é regulada pelo Programa de Proteção Respiratória,
que reúne um conjunto de medidas que visam controlar a incidência de doenças
respiratórias.

EPRs: em quais áreas são usados?

O uso de Equipamentos de Proteção Respiratória é obrigatório em todos os locais
de trabalho que contam com a presença de agentes contaminantes que podem ser
absorvidos por meio da respiração. É o caso, por exemplo, de indústrias que lidam
com fumos metálicos, poeiras minerais, agrotóxicos e tintas.

Esses dispositivos também são indicados para ambientes de trabalho onde há
oxigenação prejudicada. Os bombeiros são profissionais que frequentemente
precisam entrar em locais com pouco oxigênio e presença de gases tóxicos, sendo
essencial a utilização de EPRs para evitar prejuízos à sua saúde e bem-estar.

Trabalhadores de laboratórios e farmácias de manipulação são outros que também
devem sempre contar com os Equipamentos de Proteção Respiratória, evitando a
contaminação com as substâncias às quais são expostos no dia a dia.

Os principais Equipamentos de Proteção Respiratória existentes são:

Máscara de proteção descartável:
indicada para proteção contra inalação de partículas e de baixas concentrações de
gases e vapores orgânicos;

Máscara de proteção semifacial com filtro:
confere proteção contra gases tóxicos, partículas de poeira, pintura e ácido;

Máscara de proteção facial inteira:
protege não apenas o sistema respiratório, mas os olhos. É recomendado para
ambientes profissionais com elevada concentração de contaminantes.



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