quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Como melhorar os benefícios da segurança no trabalho


São inúmeros os benefícios da segurança no trabalho, que vão bem além de não ser processado e nem multado. Afinal, garantir a proteção dos colaboradores é algo obrigatório por lei. Desse modo, todas as empresas precisam cumprir as imposições da atual Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que são minuciosamente descritas em suas Normas Regulamentadoras (NRs).

Na prática, a segurança do trabalho cria políticas de ações para reduzir o risco de acidentes e enfermidades ocupacionais. Assim, ela contribui para preservar a integridade física e a saúde mental do time. Como resultado, a empresa colhe um sensível aumento na produtividade, bem como a redução de erros.

Além disso, essas medidas de precaução ajudam a cortar custos de várias maneiras: com a quebra de equipamentos, com a contratação de substitutos aos acidentados, com o afastamento de funcionários, com o próprio socorro às vítimas da ocorrência, entre outros. Isso sem mencionar que o ambiente profissional se torna muito mais amistoso e agradável.

Afinal, ao sentirem-se protegidos e menos tensos, os funcionários têm mais ideias para resolver problemas, mais tolerância uns com os outros e mais disposição para as atividades. Tem interesse em se aprofundar no assunto? Então, veja, neste post, como aproveitar melhor os benefícios da segurança do trabalho. Confira!

Invista em engajamento e capacitação

As empresas são obrigadas a oferecer treinamentos prévios aos trabalhadores para cada atividade perigosa. Geralmente, as NRs determinam a quantidade mínima de horas práticas e teóricas de cada curso de capacitação. O mesmo acontece com a periodicidade para a reciclagem, isto é, quando essas capacitações devem ser renovadas.

Além disso, para acentuarem os benefícios da segurança do trabalho, muitas companhias têm apostado em recompensas para as condutas corretas. Desse modo, estratégias de gamificação podem ser empregadas para envolver mais a equipe nessa causa.

Os prêmios podem ser em dinheiro, em folgas ou até em produtos. Além de atrair  mais apoio, esse método torna o aprendizado mais interessante. Assim, os funcionários não esquecem o que foi ensinado. Afinal, mais do que cumprir a legislação, é fundamental pôr em prática atitudes empreendedoras na segurança do trabalho.

Sinalize os locais perigosos

A devida sinalização de situações de risco é uma alternativa muito eficaz na prevenção de acidentes. Isso acontece porque as placas explicam, com desenhos didáticos e fáceis de assimilar, o que deve ser feito em momentos e áreas específicos.

Essas informações esclarecem aos funcionários os perigos em cada uma das operações e o que fazer em caso de emergências. Também são listadas as atitudes proibidas, que podem comprometer a segurança. Veja, a seguir, alguns dos diversos tipos de sinalização:

Sinalização Emergencial: 
Mostra as saídas, as rotas de fuga e os aparelhos que podem ajudar na sobrevivência em meio a um acidente;

Sinalização de Embargo: 
Aponta o que é proibido fazer em certas áreas em relação a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), maquinários e substâncias;

Sinalização de Obrigatoriedade: 
Declara as ações que devem ser tomadas de forma compulsória, como o uso dos EPIs em certas atividades profissionais;

Sinalização de Incêndio: 
Descreve os trajetos para a saída, a localização de extintores e demais medidas que devem ser adotadas e evitadas para conter as chamas.

Capriche na gestão de riscos

Uma boa dica para potencializar os benefícios da segurança do trabalho é ter uma gestão de risco de ponta. Isso inclui a adoção de tecnologia e revisões constantes em todas as ameaças que envolvem as operações da empresa.

Com a gestão de riscos, cria-se um plano para diminuir o potencial de um perigo em se transformar em uma ocorrência. Quando esse gerenciamento é feito de forma completa, fica bem mais fácil acompanhar as alterações, isto é, monitorar as ameaças de acidentes em tempo real. Assim, a companhia garante que todos os processos estejam sob condições mais controláveis.

Com isso, é viável amenizar ou eliminar os eventuais danos, que podem atingir pessoas, patrimônio bem como a imagem da empresa e até trazer graves prejuízos econômicos. A seguir, confira algumas questões que devem ser levantadas pela gestão de risco:

- Quais os riscos presentes em cada área de trabalho?
- Qual é a probabilidade de esses perigos se tornarem fatos?
- Quais as possíveis consequências de cada tipo de acidente estimado?
- Como esses riscos podem ser reduzidos?
- Como esses perigos podem ser estancados?

Forneça EPIs de qualidade

Os benefícios da segurança do trabalho são multiplicados com o uso correto de EPIs. Esses acessórios têm que ser pertinentes a cada tipo de tarefa perigosa. Desse modo, para o trabalho em altura, são fundamentais os talabartes e os cinturões, entre outros utensílios de proteção.

Além disso, é necessária uma boa qualidade para esse tipo de aparelho, o que inclui conforto para os usuários, eficiência de função, durabilidade, leveza etc. Mais um detalhe importantíssimo: a empresa deve disponibilizar esses artigos e também ensinar os funcionários sobre a forma de utilização. Não se esqueça de incluir no treinamento o modo correto de higienizar e de guardar tais itens.

Conserve as áreas organizadas
A bagunça realmente não combina com uma empresa segura, principalmente na área industrial. Afinal de contas, são muitas tarefas em andamento simultaneamente. Por isso, um martelo fora do lugar pode cair no pé de alguém. Do mesmo modo, uma caixa deixada indevidamente no chão pode causar quedas ou dano a um equipamento, como uma empilhadeira.

Por esse motivo, cada tipo de material deve ter um local adequado para ser deixado. Da mesma forma, os caminhos por onde passam trabalhadores e máquinas devem estar sempre livres.

Mais uma recomendação: os funcionários da limpeza, mesmo que terceirizados, têm de conhecer os perigos em cada um dos espaços de uma empresa. O mesmo vale para a maneira correta de higienizar o ambiente, principalmente aqueles que contêm substâncias tóxicas.

Fiscalize a adesão às normas regulamentadoras

Para cada tipo de atividade com potencial de risco, existem uma ou mais NRs (normas regulamentadoras) a serem cumpridas. As NRs são um grupo de regras que o Ministério do Trabalho institui com o objetivo de promover a segurança.

O trabalho em altura, por exemplo, deve seguir a NR 35. Apesar dessa obrigatoriedade, quem atua em alturas elevadas também deve obedecer à NR 6, que dispõe sobre o modo adequado de uso dos EPIs.

Suponha, por exemplo, que tal atividade também envolva riscos de choques elétricos. Nesse caso, também será fundamental providenciar as exigências da NR 10. Por isso, o gestor da segurança do trabalho deve inspecionar as operações de tempos em tempos para ver se tudo isso está em ordem.

Assegure a manutenção preventiva de maquinários

Todas as máquinas, desde empilhadeiras até caldeiras de alta pressão, devem passar por manutenção preventiva com frequência. Desse modo, as corporações precisam respeitar a orientação dos fabricantes sobre o intervalo entre uma revisão e a próxima.

Como a quantidade de equipamentos em uma indústria é muito elevada, vários gestores têm aderido à tecnologia como solução de controle. Dessa forma, softwares especializados indicam aos líderes quando chega o momento de uma nova inspeção.

Isso garante mais segurança para os operadores dessas máquinas, mas também reduz o risco de quebras e de consertos emergenciais. Ou seja, com tal precaução, é muito mais difícil haver paralisações de produção na fábrica. Por esse motivo, a manutenção regular é um fator de peso para intensificar os benefícios da segurança do trabalho.

Fuja das consequências negativas da falta de investimentos

Se, por um lado, o investimento rigoroso nas medidas preventivas prolifera os benefícios da segurança do trabalho, por outro, a falta de aplicação de recursos nessas estratégias é bastante perigosa.

Para começar, o responsável pela proteção dos trabalhadores pode ser responsabilizado criminalmente por um acidente. Esses profissionais talvez sejam acusados de negligência, imprudência, homicídio culposo, entre outros. Ademais, a empresa pode ser processada e ter de pagar indenizações.

Mais uma forma de penalidade são as multas e as interdições, que trazem prejuízos financeiros incalculáveis. Isso sem mencionar os danos à imagem corporativa, uma vez que uma organização com problemas sérios de segurança é muito malvista pela sociedade, o que inclui os clientes.

Os benefícios da segurança do trabalho, portanto, são multiplicados conforme a empresa aumenta seus investimentos nessa área. Assim, é possível colher ganhos, como o aumento da produtividade, com equipes estáveis física e emocionalmente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Os tipos de riscos no trabalho mais comuns e que ameaçam a segurança do profissional


Quando pensamos e lidamos com segurança de homens e mulheres que desempenham uma atividade profissional, devemos observar com atenção quais são os tipos de riscos no trabalho mais comuns. Estes, também conhecidos como agentes de risco ou mesmo riscos ocupacionais, estão presentes em várias atividades e são classificados conforme sua origem ou situações. Além disso, são identificados por cores para facilitar seu entendimento universal. 

Conheça os 5 tipos de riscos no trabalho mais comuns e suas características

Riscos Físicos: Cor Verde

Este é um tipo de risco no trabalho comum, pois faz parte do dia a dia de muitas empresas e indústrias em todo o mundo. Podemos citar como exemplos:

- Ruídos.
- Vibrações.
- Pressões anormais.
- Temperaturas extremas.
- Radiações ionizantes.
- Radiações não ionizantes.

Para o trabalhador, tais riscos podem gerar cansaço extremo, dores de cabeça, irritação, problemas de audição e no aparelho digestivo, aumento da pressão arterial, perigo de infarto e taquicardia.

Riscos Químicos: Cor Vermelha

Riscos caracterizados quando há exposição a substâncias, produtos ou compostos que possam penetrar e ser absorvidos pelo organismo, isso através de via respiratória, por contato com a pele ou mesmo por ingestão. Exemplos:

- Poeiras comuns e minerais (sílica, carvão, asbesto).
- Fumos.
- Névoas.
- Neblinas.
- Gases.
- Vapores.

Os riscos citados podem causar asbestose (contaminação por amianto), silicose (contaminação por quartzo) e pneumoconiose (contaminação minérios de carvão).

Riscos Biológicos: Cor Marrom

Nesta classificação estão os riscos provocados por micro-organismos que possam infectar o trabalhador, seja por ingestão, contato com a pele ou por via respiratória. Exemplos:

- Bactérias.
- Fungos.
- Bacilos.
- Parasitas.
- Protozoários.
- Vírus.

São riscos biológicos que podem provocar doenças infectocontagiosas graves, como cólera, hepatite, amebíase, tétano e HIV.

Riscos Ergonômicos: Cor Amarela

Também são tipos de riscos comuns no trabalho em vários setores comerciais e industriais. Exemplos:

- Esforço físico intenso.
- Levantamento de peso.
- Transporte manual de peso.
- Postura inadequada.
- Controle rígido de produtividade.
- Imposição de ritmos excessivos.
- Jornadas de trabalho prolongadas.
- Monotonia.
- Repetitividade.

Para a saúde do trabalhador, este tipo de risco pode causar cansaço, fraqueza, dores musculares, hipertensão arterial, úlcera, diabetes, problemas na coluna vertebral e doenças nervosas.

Riscos de Acidentes / Riscos Mecânicos: Cor Azul

Podem ocorrer no dia a dia do trabalhador quando há:

- Arranjo físico inadequado.
- Uso sem proteção de equipamentos e máquinas.
- Uso de ferramentas defeituosas e inadequadas.
- Iluminação inadequada.
- Probabilidade de explosão e incêndio.
- Armazenamento inadequado de itens.
- Animais peçonhentos.

São riscos que podem provocar acidentes, que por sua vez podem prejudicar a saúde e a integridade física do trabalhador, como choques, queimaduras, curto-circuito e até mesmo acidentes fatais.

Quais fatores determinam os tipos de riscos no trabalho?

Os tipos de riscos no trabalho são caracterizados por situações ou mesmo agentes que possam ocasionar danos ou comprometer direta ou indiretamente a saúde e o bem-estar do trabalhador. É considerado um fator de risco quando há danos para:

- À saúde do trabalhador dentro do ambiente profissional (dentro das dependências da empresa), seja por razão da natureza da atividade, intensidade da mesma, sua concentração ou tempo de exposição.
- Em relação à qualidade do trabalho que é executado.
- Aos cuidados com animais.
- Ao próprio ambiente.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Mosquetão: um guia para o seu uso correto na segurança do trabalhador


Na realização de trabalho em altura, a utilização de equipamentos de proteção individual – EPI – é de extrema importância para assegurar a integridade física do trabalhador. No Brasil a norma regulamentadora NR 35 dispõe regras para a realização do trabalho em altura, a fim de evitar acidentes. 

O mosquetão, juntamente com outros equipamentos de segurança, tem o objetivo de proteger o trabalhador que realiza trabalho em altura, o que pode causar diversos danos à saúde, inclusive a morte.

Se você deseja saber um pouco mais sobre a utilização deste equipamento, os tipos disponíveis, bem como o por que de disponibilizá-lo a seus funcionários, continue lendo esse post, pois nele esclarecemos todas as suas dúvidas.

O que é mosquetão

O mosquetão é um anel, composto de alumínio, inox ou na maioria das vezes em aço, que possui uma parte móvel chamada gatilho, que faz o movimento de abrir e fechar, permitindo que a passagem dele através de uma corda, olhal  ou estrutura e fechamento seguro.

Além de ser usado nos trabalhos em altura, é utilizada em alguns esportes, tais como alpinismo e escalada. O mosquetão é composto de diversas partes, sendo elas topo, espinha, base, nariz, trava, dobradiça.

É importante que antes de adquirir o mosquetão se verifique a sua resistência mecânica, garantindo assim a segurança do trabalhador. Usar um mosquetão que resiste a uma determinada carga, em uma carga superior, pode não atender a demanda esperada, colocando em risco a saúde do trabalhador e ocasionar um acidente que pode levar até a morte do usuário.

A função do mosquetão portanto, é fazer esse elo, do cinto de segurança usado pelo trabalhador, a um ponto de ancoragem, fazendo com que o mesmo fique seguro ao realizar determinado trabalho em altura

Quais os tipos de mosquetões

Existem alguns tipos de mosquetão, e cada um deles indicado para um tipo de atividade. 

Veremos a seguir quais são eles e suas principais funções.

- Mosquetão sem trava;

Esse tipo de mosquetão e utilizado em esportes. A ausência de trava, serve justamente para permitir uma maior mobilidade ao esportista, que muitas vezes precisam abrir e fechar o mosquetão de forma rápida para que se movimenta com agilidade. É válido lembrar que a abertura do mosquetão só deve ser feita quando não apresentar nenhum risco ao usuário.

- Mosquetão com trava de rosca

Nesse tipo de mosquetão, existe uma rosca interna sobre o gatilho. Essa rosca é acionada manualmente de forma que não abre sozinha. Esse modelo é utilizado para trabalho em altura, visto que sua abertura não é tão facilitada, protegendo o mesmo de uma abertura acidental.

- Mosquetão com travamento automático

Assim como o mosquetão de trava rosca, esse modelo também é muito propício para trabalhos em altura. Isso porque ele tem uma trava automática que fecha por si só após um quarto de volta. Apesar de ser um produto um pouco mais caro, traz uma enorme segurança, o que vale o investimento.

- Mosquetão de travamento semi automático

Seu funcionamento é muito semelhante ao automático, mas seu mecanismo para fechar é através de uma mola, e para que seja aberto é necessário girá-lo sobre seu eixo.

Como escolher o mosquetão mais adequado a sua atividade

Para fazer a escolha adequada do tipo de mosquetão, fique atento à qual tipo de risco a pessoa estará exposta, e qual a sua necessidade. Outro ponto a ser levado em consideração é o peso do material, se for utilizado para escaladas por exemplo, um mosquetão mais leve será mais interessante. Verifique também qual o peso o mosquetão precisa suportar, para que o mesmo não se quebre no decorrer da atividade podendo ocasionar um acidente que pode levar até a morte do usuário.

Além disso, mesmo o mosquetão automático, é necessário sempre a conferencia da sua trava, para evitar acidentes.

Cuidados para manutenção

Assim como todos os EPIs, os mosquetões precisam ter uma manutenção periódica para que sua funcionalidade não seja comprometida. Além disso, com a manutenção feita adequadamente, a durabilidade do equipamento tende a aumentar.

Sempre depois de utilizado, o mosquetão precisa ser higienizado de maneira correta, geralmente lavado com água e sabão e seco com pano, para que o mesmo nao fique molhado e possa vir a ocorrer oxidação.

As dobradiças devem ser verificadas periodicamente para verificar se estão em perfeito estado para uso, em determinadas circunstâncias, é bom lubrificar as mesmas com óleo.

É interessante que se faça manutenções preventivas periódicas em todos os equipamentos, verificando se eles se encontram em perfeito estado para uso. Essa manutenção deve acontecer pelo menos de 6 em 6 meses, porém, é ideal que se faça pelo menos uma breve verificação todos os dias antes de seu  uso.

Fique atento também a validade do equipamento, pois equipamentos fora do prazo de validade, podem ter sua eficácia diminuída.

Quem deve fornecer o mosquetão aos trabalhadores

A empresa é obrigada por lei a oferecer todos os equipamentos de segurança ao trabalhador de forma gratuita, assim como o trabalhador tem o dever de zelar pelo cuidado do equipamento.

A empresa deve ficar atenta ao fornecedor do qual está comprando o equipamento e também fornecer treinamento para os trabalhadores, para que utilizem o equipamento de maneira adequada, além de orientá-los quanto a importância de seu uso e a maneira correta de manuseá-lo.

Vimos que é muito importante conhecer bem mosquetão que se vai utilizar, visto que existem diversos modelos e materiais, para que se evite sempre danos a vida e à saúde do trabalhador. É importante que se saiba a procedência do material que está comprando através do seu CA.

Se você se preocupa em oferecer EPIs de qualidade a seus funcionários, e ainda, se precisa de uma empresa que de treinamento a seus funcionários no que diz respeito a segurança do trabalho, entre em contato com a Conect, uma empresa séria, que tem o que há de mais moderno em equipamentos de segurança no mercado. Além disso todos seus produtos são certificados pela ISO 9001, garantindo seu padrão de qualidade.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Entenda como fazer o armazenamento de produtos químicos


Muito utilizados em laboratórios e indústrias, os produtos químicos são materiais que podem trazer sérios riscos à saúde e ao meio ambiente. É muito importante que as empresas que fazem uso desse tipo de produto se atentem à sua forma de armazenamento, transporte e manuseio. Visto que esses materiais podem causar liberação de gases tóxicos e inflamáveis, lesões e queimaduras na pele, e até mesmo explosões.

Para que se tenha o devido armazenamento de produtos químicos, é necessário que se conheça a família dos itens, a fim de armazená-los em lugares apropriados para que não ocorra nenhum incidente. Se você tem dúvidas sobre qual a melhor forma de armazenamento, continue lendo este post, pois nele você encontrará diversas dicas para lidar com os produtos químicos. Confira!

Entenda como os produtos químicos são classificados

Os produtos químicos são divididos em 4 principais tipos, são eles: 

- Tóxicos: são aqueles que podem causar envenenamento por inalação, absorção ou ingestão;

- Explosivos: são substâncias que quando passam pelo processo de queima liberam grande quantidade de gases inflamáveis, que causam combustão com facilidade;

- Corrosivos: conseguem destruir tecidos vivos;

- Radioativos: substâncias nas quais seus átomos têm a capacidade de liberação espontânea de radiação de seus núcleos.

Cada um desses tipos de produtos tem a sua própria maneira de serem armazenados e a Norma Regulamentadora (NR) 20 estabelece requisitos para a sua gestão, a fim de garantir segurança e evitar acidentes.

Conte com um almoxarifado adequado

Os produtos químicos não devem ser armazenados em lugares que não tenham uma boa infraestrutura para os estocar. Os almoxarifados destinados a esse tipo de material devem ser devidamente projetados para receber esses materiais e conter algumas exigências previstas em norma para evitar acidentes.

Eles precisam ter um bom sistema de refrigeração, isso devido ao ponto de fulgor de algumas substâncias. Precisam ter um sistema de ventilação eficiente que conte com exaustores, para evitar o acúmulo de quaisquer gases tóxicos que possam ser produzidos. Também, devem conter extintores de incêndio, conforme previsto em norma nas suas disposições. Além disso, o ambiente deve ser todo sinalizado para deixar explícitas, de maneira de fácil compreensão, os riscos presentes no local.

É importante, ainda, que a rede elétrica desses almoxarifados sejam a prova de explosão e que todos os produtos tenham uma etiqueta de identificação. Não é aconselhável que esses produtos sejam colocados no chão, o ideal é colocá-los em prateleiras, de preferências largas, para que possam ter ventilação.

Os almoxarifados, não devem ser organizados em ordem alfabética, mas sim por grupos compatíveis, visando evitar a reação química de um produto com o outro. É importante também que se tenham barreiras físicas de um para o outro.

Nos laboratórios

Em caso de produtos químicos para laboratórios, a armazenagem dos mesmos não devem ser feita nas próprias bancadas de trabalho. Eles precisam de um lugar específico e em pouca quantidade, sendo permitido somente o que for ser consumido em um determinado período.

Mantenha a atenção ao manusear os produtos

O manuseio de produtos químicos deve ser feito com bastante cuidado, para garantir a segurança e integridade física do trabalhador. É muito importante ler o rótulo do produto antes de utilizá-lo, para que não haja confusão entre um material e outro.

É importante também que, para o manuseio, o operador tenha treinamento para saber de fato com o que está lidando. Outro ponto a ser ressaltado é que as embalagens não devem ser reutilizadas para outros produtos e que seu descarte seja feito em locais apropriados, separados do lixo comum.

Use sempre equipamentos de segurança

A utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) para o manuseio de produtos químicos também é de extrema importância. Esses produtos podem causar diversos tipos de danos ao trabalhador. Isso porque o contato direto com eles pode causar lesões de pele, queimaduras, intoxicação, problemas respiratórios e até a morte.

Uma série de EPIs devem ser utilizados ao se manusear esses materiais:

- Óculos; 
- Capuz;
- Protetores faciais, que protegem o rosto e a cabeça de algum respingo;
- Luvas que mantenham o tato, para que se consiga manipular bem e, ao mesmo tempo, evitar o contato com a pele;
- Botas emborrachadas;
- Máscaras respiratórias, pois muitos desses produtos têm uma volatilidade muito alta e não podem ser inalados;
- Vestimenta completa, que cubra bem os braços e pernas, além de um avental.

É proibido trabalhar com esses produtos sem a devida utilização dos EPIs, por esse motivo, é muito importante que a empresa tenha um profissional habilitado em segurança do trabalho, para poder orientar e fiscalizar os trabalhadores.

Tenha os devidos cuidados no transporte

O transporte de produtos químicos deve ser feito com muita cautela e contar com profissionais certificados e treinados para realizá-la. É uma operação que envolve muitos riscos, tanto para as pessoas que estão transportando a carga como para quem está nas vias de circulação. Visto que em caso de acidentes as proporções podem ser muito grandes.

Deve-se ter cuidado também com o meio ambiente quando se trata do manuseio e transporte desse tipo de carga. Portanto, para fazê-lo, a empresa precisa ter uma série de documentos. Esses produtos podem causar danos severos à natureza se não tomadas as devidas precauções.

Primeiramente, o motorista deve passar por um treinamento e ter uma certificação de que está apto para transportar aquele material. Também, deve-se ter consigo documentos, como nota fiscal, licenças ambientais, certificados de inspeção. Ainda, a carga deve estar armazenada adequadamente conforme as normas da ANVISA. Além disso, o trajeto da viagem deve ser planejado e ser respeitado o tempo de descanso obrigatório por lei para o motorista, visando a redução do risco de acidentes.

Essas são algumas medidas que devem ser tomadas no armazenamento de produtos químicos, bem como no seu manuseio e transporte. É importante que os profissionais responsáveis pela segurança do trabalho da empresa estejam sempre atualizados com as normas vigentes e promovam um adequado treinamento para os funcionários.

Se essas dicas tiverem ajudado a esclarecer suas dúvidas, compartilhe este post nas suas redes sociais, para que mais pessoas entendam e vejam a necessidade de tomar todos esses cuidados com os produtos químicos.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Saiba quais os diferenciais da máscara de proteção contra poeira


Quando pensamos em riscos aos trabalhadores no dia a dia, normalmente nos lembramos de quedas de objetos ou de alturas, cortes e perfurações, ou até mesmo choques. Porém, há riscos também no ar, principalmente se considerarmos trabalhos que geram poluentes no ambiente, como em metalúrgicas, marmorarias, serralherias e até mesmo no trabalho no campo. Justamente por isso, é fundamental conhecer os diferenciais da máscara de proteção contra poeira e outras substâncias.

Máscara de proteção contra poeira: veja quais são os pontos de atenção

Proteção! As máscaras evitam a inalação, voluntária ou involuntária, de poeira e outras substâncias nocivas que estão no ar. Como resultado, as chances de surgimento ou agravamento de doenças respiratórias são reduzidas. As principais substâncias prejudiciais à saúde e que estão presentes no ar:

Poeira: o tipo de poeira mais comum é a gerada por terra e até mesmo pequenas partículas de areia, principalmente quando o tempo está muito seco e árido.

Gases: dependendo do ramo de atuação da empresa, o ambiente pode contar com diversos gases tóxicos extremamente nocivos à saúde humana.

Aerodispersóides: combinação de substâncias líquidas ou sólidas que estão presentes no ar.

Classificação das máscaras de proteção

Dentro do universo dos equipamentos de proteção individual, a máscara de proteção contra poeira e demais substâncias é classificada como uma peça facial filtrante (PFF), com os respiradores correspondentes identificados como P1, P2 e P3. Esta indicação é determinada pelo modelo de filtro mecânico utilizado em cada máscara e também considerando a capacidade de retenção de agentes contaminantes específicos. Confira:

PFF-1: máscara de proteção contra poeira e névoas. Semifacial. A capacidade de retenção de partículas é baixa.

PFF-2: máscara de proteção contra poeira, névoas e fumos. Semifacial. A capacidade de retenção de partículas é média.

PFF-3: máscara de proteção contra partículas tóxicas finas e também radionuclídeos. A capacidade de retenção de partículas é alta.


quarta-feira, 4 de março de 2020

Aprenda como Preencher a PET para Trabalhar em Espaço Confinado


Uma das obrigações da empresa relacionadas à segurança do trabalho é saber como preencher a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) para espaço confinado de forma correta. 

As regras previstas na Norma Regulamentadora 33, que trata da segurança e saúde em espaços confinados, é fundamental para que a empresa cumpra suas obrigações trabalhistas e evite acidentes de trabalho.

Sendo assim, preparamos este post para explicar como esse documento deve ser preenchido, entre outras informações essenciais sobre o assunto. Continue a leitura!

Quando preencher a PET para espaço confinado?

A empresa deve emitir a PET sempre que for necessário a entrada de empregados nos espaços confinados. Isso porque são áreas que não foram desenvolvidas para a permanência contínua de profissionais, pois dispõe de meios limitados para entrada e saída, ventilação insuficiente, e deficiência ou excesso de oxigênio. Por exemplo:

- Silos;
- Tubulações;
- Reservatórios;
- Tanques;
- Elevadores.

Sem o preenchimento desse documento não é possível que os trabalhadores acessem o local para cumprir as suas atividades. A entrada também é proibida para os empregados que não estão expressamente autorizados. Sendo assim, é uma medida de segurança fundamental, pois garante que só pessoas devidamente capacitadas possam trabalhar nesses ambientes considerados perigosos. 

Outro ponto importante é que a permissão é válida para apenas uma entrada. Isso significa que se o trabalho for interrompido por qualquer motivo é necessário emitir um novo documento. 

Como preencher a PET para espaço confinado?

O momento de preencher a PET pode trazer um pouco de insegurança para os profissionais que não sabem quais são os processos envolvidos. Isso acontece porque não basta incluir as informações no documento: também existem procedimentos que devem ser observados antes e depois da sua emissão.

Para facilitar, preparamos um passo a passo sobre como preencher a PET para espaço confinado e explicar as etapas que a empresa deve observar. 

Ofereça os treinamentos

Antes de preencher o documento, os empregados designados para trabalhos em espaço confinado devem fazer exames médicos específicos para a função, com a emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). Além disso, todos os envolvidos direta ou indiretamente com o trabalho nesses ambientes precisam estar bem informados sobre os seus direitos e deveres, e dos riscos e medidas de controle existentes.

Também é obrigatório formar uma equipe com vigias, supervisores de entrada e trabalhadores autorizados, sendo que o número de colaboradores deve ser definido com base na análise de riscos realizada — vedada a designação de trabalhos individuais.

A NR 33 também proíbe que trabalhadores não capacitados sejam designados para essa função sem o devido treinamento, que deve abordar pontos específicos previstos na norma. 

Inclua os dados

O preenchimento deve ser feito pelo supervisor de entrada, que tem a capacitação para emitir a PET antes do início das atividades, além de executar os testes, conferir os equipamentos e verificar os procedimentos contidos no documento. Ele deverá incluir todas as informações indicadas no formulário, entre elas:

- Dados da empresa;
- Local do espaço;
- Data e hora da emissão e do término;
- Trabalho a ser realizado;
- Trabalhadores autorizados;
- Vigias e equipes de resgate;
- Supervisor de entrada;
- Procedimentos que devem ser feitos antes da entrada;
- Procedimentos que devem ser completados no desempenho do trabalho;
- Procedimentos de emergência e eventual resgate.

É preciso preencher a PET para espaço confinado em três vias, datadas e assinadas. Ademais uma cópia deve ser entregue ao vigia e outra a um dos profissionais autorizados. Após sua emissão, o documento deve ficar exposto no local de trabalho até a conclusão das atividades.

Encerre a PET e arquive o documento

Conforme explicado, quando as operações forem encerradas ou interrompidas por condições não previstas, ou pausas, a PET deve ser encerrada, visto que ela vale apenas para uma entrada no local.

Depois, o documento deve ser arquivado e mantido nos registros da empresa por 5 anos. Se for cancelado após a emissão devido aos perigos adicionais, a permissão deve ser arquivada por um ano.

Uma dica importante para ajudar nessa tarefa é contar com um sistema que facilite a busca pelos documentos, agilizando os procedimentos de consultas e auditorias. Isso sem falar que, caso seja necessário comprovar o cumprimento das obrigações judicialmente, a apresentação da PET é fundamental. 

O que diz a NR 33 sobre a PET?

De acordo com a NR, a PET deve trazer todos os mecanismos de controle e fiscalização do espaço confinado, com o objetivo de garantir a entrada e o desenvolvimento de um trabalho seguro pelos trabalhadores. Ela também deve abordar os protocolos para casos de emergência e situações de resgate.

Outro cuidado imprescindível é que todos os procedimentos de segurança e a PET sejam avaliados anualmente, com o objetivo de verificar se houve alguma modificação para fazer as adequações necessárias. 

Essa avaliação deve ser feita com o suporte do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Vale ressaltar, ainda, que as revisões devem sempre ocorrer nas seguintes situações: 

- Entrada não autorizada em espaço confinado;
- Identificação de riscos não descritos no documento;
- Ocorrência de acidente, incidente ou condição não prevista na entrada;
- Mudanças na atividade desenvolvida;
- Alterações na configuração do espaço confinado;
- Solicitação do SESMT ou da CIPA;
- Identificação de condições de trabalho mais seguras. 

Assim, os cuidados com a PET são constantes, tanto em relação ao seu preenchimento, uso e arquivamento quanto na revisão do documento para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos nessas atividades.

Como vimos, saber como preencher a PET para espaço confinado é fundamental para garantir a segurança nas atividades da empresa e evitar acidentes com os empregados. Esperamos que essas dicas ajudem na elaboração do documento, para que a empresa atenda aos requisitos legais desse tipo de trabalho.