terça-feira, 15 de outubro de 2019

Segurança do Trabalho e o Meio Ambiente



Segurança do trabalho e meio ambiente são temas profundamente
interligados. Tanto isso é verdade que o tripé da segurança do
trabalho é formado por três itens: segurança, saúde e meio ambiente.
Quando se fala no último termo, é muito comum vir à mente uma
noção de ecologia. No entanto, essa expressão é muito mais global
nas normas regulamentadoras (NRs) brasileiras.

Nesse contexto, as NRs tratam como meio ambiente tanto as áreas
onde os colaboradores atuam quanto os seus arredores. Por isso,
segurança do trabalho e meio ambiente afetam a saúde e o bem-estar
de funcionários e da sociedade.

Um bom exemplo dessa relação intrínseca foi a tragédia de Mariana,
em Minas Gerais, em 2015. Depois do rompimento da barragem do
Fundão, o Rio Doce foi contaminado.

Da mesma forma, neste ano, o desastre em Brumadinho, no mesmo
estado, causou enormes impactos ao rio Paraopeba. Isso sem
mencionar as centenas de mortes. Além desses tipos de ocorrências,
é possível que haja várias outras. Esse é o caso das explosões e dos
vazamentos de gases tóxicos. 

Cumprimento das normas.

Como já dissemos, as NRs trazem regulamentações sobre o que
providenciar em um meio ambiente, seja externo, seja interno, para
manter em um nível máximo possível de segurança o andamento de
atividades perigosas.

Por isso, as áreas onde há risco de acidentes de trabalho devem
receber providências específicas, de acordo com o tipo de produção.
Por exemplo: as empresas que atuam com caldeiras devem manter
esses equipamentos a três metros de distância de qualquer via pública.
É o que determina a NR-13.

Da mesma forma, em um meio ambiente no qual haja uma máquina
injetora de plástico, devem ser instaladas grades de proteção. É o que
dispõe a NR-12, que regula o funcionamento de equipamentos e máquinas.
Afinal, eles também interferem em segurança do trabalho e meio ambiente.
Com essa providência, evita-se que o operador sofra queimaduras ou
esmagamentos pelo contato involuntário com a máquina.

Além dessas determinações específicas de como agir diante de uma
ameaça, as NRs direcionam para a priorização do isolamento das áreas
arriscadas. Isso significa que a empresa deve, primeiro, tentar encontrar
uma maneira de não expor o trabalhador a determinada situação de
instabilidade.

Quando isso não é viável, as organizações ficam obrigadas a oferecer os
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), bem como os Equipamentos
de Proteção Coletiva (EPCs), entre outras providências. 

Boas condições de trabalho

Outros pontos importantes nos quais segurança do trabalho e meio
ambiente se encontram são as condições adequadas para o exercício
profissional. Isso acontece por um motivo muito simples: é no meio
ambiente que estão os perigos!

Tais riscos comprometem a integridade física dos colaboradores e, em
diversos casos, atingem até mesmo seu estado emocional. Imagine subir
20 andares do lado de fora de um prédio sem ter passado por um
treinamento? Qualquer pessoa ficaria tensa nessa circunstância, concorda?

E o que pode haver de errado nessas áreas? Inúmeros problemas:
ausência de protetores nas máquinas, sistema elétrico precário ou
danificado, passagens em alturas elevadas, má iluminação, piso deteriorado,
entre outros. Por tudo isso, não se pode negar que o espaço onde o
trabalho acontece afeta diretamente a saúde e o bem-estar dos funcionários.

Proteção ao meio ambiente

De uma forma ou de outra, um acidente de trabalho sempre englobará
alguns destes quesitos: interferência humana, relações entre pessoas,
utilização de máquinas e configuração do modo de trabalho. Todos esses
componentes formam o meio ambiente.

Nesse cenário, a segurança do trabalho tem como objetivo criar planos e
estratégias para deixar esse conjunto protegido. Nunca é demais lembrar
que isso vale para a vizinhança de uma fábrica na qual haja o andamento
de tarefas de risco.

Uma das formas de se preservar os recursos humanos é identificando,
amenizando e, se possível, eliminando os agentes causadores de ameaças.
Por exemplo: o movimento repetitivo pode causar doenças ocupacionais.
Sendo assim, a companhia deve criar formas para evitar que isso aconteça.

Uma medida poderia ser implementar rodízios nessa função para não
sobrecarregar nenhum trabalhador. Veja, a seguir, alguns tipos de perigos
que costumam aparecer no meio ambiente:

- risco químico: névoa, vapores, gases e poeira;
- risco biológico: bactérias, vírus, parasitas e fungos;
- riscos físicos: temperaturas extremas (frias e quentes), excesso de barulho
e pressões anormais;
- riscos ergonômicos: cadeiras desconfortáveis, atuação noturna, jornadas
muito extensas e tarefas repetitivas.

Biossegurança

A biossegurança merece um tópico à parte porque tem justamente o propósito
de proteger os humanos e o meio ambiente, no sentido mais geral de seu
conceito. Por isso, a biossegurança envolve a utilização de EPIs mediante
perigos biológicos. Essa vertente também dispõe sobre os métodos mais
eficazes de higienização e esterilização.

Dessa forma, também estão incluídas na biossegurança as providências para
arrefecer as consequências nocivas da indústria à natureza. Nesse cenário, é
uma ação dessa área o descarte sustentável de resíduos químicos. Ademais,
todo um planejamento tem que ser feito para impedir a contaminação de
cursos d’água, o que inclui os recursos hídricos situados fora das instalações
da companhia, mas próximos a ela.

Campanhas de prevenção a acidentes

Quando o assunto é segurança do trabalho e meio ambiente, não se pode
deixar de fora a expressão desenvolvimento sustentável. Com certeza, você
já ouviu falar sobre esse conceito, mas sabe ao certo o que ele significa?

O desenvolvimento sustentável se consolida quando a demanda da atual
geração é atendida sem prejudicar o suprimento dos descendentes dessa
mesma massa. Nesse sentido, é fundamental que a empresa engaje os
colaboradores na responsabilidade em contribuir para um progresso que
seja o menos danoso possível.

Daí a relevância em conscientizar o time sobre a prevenção de acidentes
que possam afetar tanto o local de trabalho quanto toda uma comunidade.
Entretanto, não adianta só promover ações de divulgação, palestras e
treinamentos. Mais do que tudo isso, é preciso dar o exemplo.

Do contrário, nenhuma iniciativa de persuasão será bem-sucedida. Afinal,
como convencer um funcionário que atua em condições insalubres, sem a
devida proteção, sobre o papel das medidas de precaução?

Como você já deve ter percebido, segurança do trabalho e meio ambiente
são temas inseparáveis. Afinal, os perigos estão espalhados por todos os
lugares. Ao assegurar que o time compreenda o vínculo entre essas duas
concepções, a empresa terá um elevado aumento na produtividade e uma
proporcional redução nos imprevistos, já que os olhares sobre os fatores de
risco se multiplicação por toda a parte.








terça-feira, 8 de outubro de 2019

Tensão de contato e a importância do uso do detector.



Praticamente é impossível encontrar alguma pessoa que não tenha
sofrido algum acidente, mesmo pequeno, por contato com eletricidade,
o famoso choque. Isso acontece porque pode haver o contato direto
ou indireto do indivíduo com áreas energizadas, que estão recebendo
ou já receberam descargas elétricas. 

Tipos de Tensão de contato.

A tensão de contato somente é possível quando há acesso há áreas /
pontos em um circuito elétrico energizado. Uma ou mais falhas que não
deveriam existir dentro de um sistema de isolamento eficiente. Com isso,
há dois tipos contatos, como vimos no início do texto, a direta e a indireta.

O contato direto, como o próprio nome indica, ocorre quando a pessoa
tem contato com pontos energizados de um circuito. O exemplo mais
claro disso é quando há contato com fios desencapados. Percebe-se
que o ponto (onde está desencapado) não possui isolamento adequado
e as descargas elétricas continuam passando. Logo, quando há a
aproximação e o toque, ocorre o choque.

Já o contato direto é um pouco diferente. Ele ocorre quando alguém tem
contato com alguma parte elétrica de uma instalação que não está
energizada naquele exato momento, mas em razão de falhas no isolamento
e por força da descarga elétrica, ainda preserva algum perigo (ainda há
eletricidade) ou poderá voltar a ter. Em situações assim, é essencial contar
com sinalização adequada para informar a todas as pessoas que
frequentam tais ambientes.

Tensão de contato: por que usar o detector?

Para evitar problemas, o detector de tensão de contato é um dos
equipamentos mais eficientes que existem no mercado. Já ouviu falar? A
gente explica: é basicamente uma tecnologia que tem a capacidade de
detectar com precisão se há ou não tensão alternada em sistemas elétricos.
Simples assim.

Seu funcionamento também é bem fácil de entender. É preciso aproximar
o detector de determinados pontos e nesse momento, o sistema irá
identificar ou não campos energizados. Sinais visuais ou auditivos são
exibidos para indicar a real situação, prevenindo assim acidentes com
certa facilidade. Existem hoje no mercado detectores de tensão por contato
ou por aproximação:

- Detector de tensão por contato. 
- Detector de tensão por aproximação. 

Os detectores de tensão por contato ou aproximação são fáceis de utilizar.
Todavia, as pessoas responsáveis devem realizar treinamento específico
para que conheçam todos os detalhes, como em relação à forma correta de
leitura de tensão. O detector pode ser utilizado em pontos de baixa, média
e alta tensão, como para realizar medições em redes de distribuição, linhas
de transmissão, redes subterrâneas, subestações elétricas industriais e
instalações de vários tipos.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Calçado de segurança para cozinha.



Quando pensamos em segurança do trabalhador ou ambientes
profissionais com riscos à integridade física das pessoas,
normalmente pensamos em canteiros de obra da construção
civil ou mesmo em trabalhos em altura em fachadas de prédios,
estações de energia, etc. Todavia, o risco pode existir em locais
não tão associados assim ao perigo e o uso de EPIs em
ambientes assim é sempre importante. É o caso, por exemplo,
do calçado de segurança para cozinha.

Seja para quem é chef de cozinha ou ajudante no começo da
carreira, o uso do calçado de segurança é essencial para evitar
diversos acidentes dentro de um ambiente profissional. E isso
acontecer porque este é um EPI com características bem
específicos para utilização em uma cozinha.

Calçado de segurança para cozinha.

Não é segredo para ninguém que este é um tipo de calçado
diferente dos modelos que normalmente utilizamos no dia a dia.
É tem que ser assim mesmo, pois uma cozinha profissional
apresente riscos graves e que podem ser evitados com o uso
do equipamento de proteção individual correto. As principais
características de um calçado de segurança para cozinha são:

Solado antiderrapante: pense bem na quantidade de
substâncias líquidas que podem provocar escorregões em
um chão de cozinha, como água, óleo, molhos, etc. O
calçado de segurança com solado antiderrapante permite
que a pessoa circule pela cozinha com firmeza e agilidade,
sem se preocupar se irá ou não escorregar.

Superfície fechada: é um EPI totalmente fechado e
impermeável, evitando assim o contato da pele com líquidos
e outras substâncias que podem machucar e incomodar.

Superfície resistente: um detalhe importante do calçado
de segurança para cozinha é que este é um EPI muito
resistente, inclusive contra cortes e perfurações. Quando
pensamos numa cozinha com facas, cutelos, tesouras e
outros itens pontiagudos e afiados, isso fica ainda mais
evidente, não é mesmo?

Confortável: mesmo sendo um item fabricado com foco
na proteção da pessoa, isso não quer dizer que não seja
um calçado confortável. E precisa ser assim, afinal de
contas serão horas e horas de uso e o conforto é essencial
para evitar desgaste e até mesmo lesões nos pés.

Fácil higienização: são calçados fáceis de limpar, o que
é essencial dentro de um ambiente que exige alto padrão
de higienização para evitar contaminação dos alimentos.
Aliás, é recomendável a limpeza diária dos calçados, assim
como sua correta conservação em locais distantes de
produtos perecíveis.

Vale a pena mencionar que alguns modelos de calçados
de segurança para cozinha também podem conter bico
protetor, ideal para quem lida com materiais pesados e
congelados, e ainda camadas isolantes de temperatura,
para quem lida com congeladores e ambientes muito frios.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Principais equipamentos e materiais isolantes para eletricista




Antes de conferir quais são os principais equipamentos e materiais
isolantes, é fundamental que saibamos o principal objetivo do
isolamento elétrico. O foco central está na separação entre condutores
elétricos e interromper a passagem da corrente elétrica de um ponto
para outro, protegendo assim as pessoas que trabalham em atividades
com estes riscos, como na execução de manutenções de fios e cabos,
de peças eletricamente energizadas e muito mais.

Define-se como material isolante aquele que possui resistência superior
ao fluxo da corrente elétrica (ou mesmo igual). Dentro do universo dos
equipamentos de proteção individual, os materiais mais utilizados para
esse fim são: PVC, laminado rígido, vidro, amianto, verniz, papel,
borracha, teflon e resina.

Agora sim, veja na sequência quais são os itens isolantes mais
importantes:

- Luvas isolantes
- Fitas isolantes profissionais
- Capa protetora com revestimento de borracha
- Capacete com forro de borracha
- Calçados com solado de borracha
- Chave de fenda isolada
- Chave estrela isolada
- Chave inglesa isolada
- Faca lâmina curva isolada

As ferramentas possuem um polímero específico de borracha que
garante isolamento elétrico e térmico, assegurando assim a utilização
segura no dia a dia. Além da questão do isolamento, existem vários
outros EPIs para eletricista que são indispensáveis, de uso obrigatório.

VDE e IEC 60.900

A sigla é comum para eletricista e dentro do universo dos equipamentos
de proteção individual, mas não para o grande público. Já ouviu falar?
A gente explica: VDE quer dizer Verband der Elektrotechnik Elektronik
Informationstechnik. Traduzindo do alemão para o português: Associação
de Engenharia Elétrica Eletrônica Tecnologia da Informação. Esta é uma
instituição alemã de certificação que comprova a capacidade de
isolamento de ferramentas e instrumentos comuns em trabalhos elétricos.
Logo, se a ferramenta utilizada possuir tal certificação, você não precisa
se preocupar.

Além da certificação VDE, também vale a pena verificar se os equipamentos
e materiais isolantes para eletricista possuem a IEC 60.900, que estabelece
as normas de fabricação de ferramentas utilizadas.

Qualidade dos equipamentos e materiais isolantes para eletricista

Como vimos, os equipamentos e materiais isolantes para eletricista precisam
atender a diversas exigências nacionais e internacionais de qualidade. E
nem poderia ser diferente. O trabalho de eletricista é de alto risco e qualquer
falha nos materiais e equipamentos pode provocar acidentes graves.

Justamente por isso é fundamental contar com quem realmente entende do
assunto e tem vasta experiência no universo dos equipamentos de proteção
individual.