quarta-feira, 4 de março de 2020

Aprenda como Preencher a PET para Trabalhar em Espaço Confinado


Uma das obrigações da empresa relacionadas à segurança do trabalho é saber como preencher a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) para espaço confinado de forma correta. 

As regras previstas na Norma Regulamentadora 33, que trata da segurança e saúde em espaços confinados, é fundamental para que a empresa cumpra suas obrigações trabalhistas e evite acidentes de trabalho.

Sendo assim, preparamos este post para explicar como esse documento deve ser preenchido, entre outras informações essenciais sobre o assunto. Continue a leitura!

Quando preencher a PET para espaço confinado?

A empresa deve emitir a PET sempre que for necessário a entrada de empregados nos espaços confinados. Isso porque são áreas que não foram desenvolvidas para a permanência contínua de profissionais, pois dispõe de meios limitados para entrada e saída, ventilação insuficiente, e deficiência ou excesso de oxigênio. Por exemplo:

- Silos;
- Tubulações;
- Reservatórios;
- Tanques;
- Elevadores.

Sem o preenchimento desse documento não é possível que os trabalhadores acessem o local para cumprir as suas atividades. A entrada também é proibida para os empregados que não estão expressamente autorizados. Sendo assim, é uma medida de segurança fundamental, pois garante que só pessoas devidamente capacitadas possam trabalhar nesses ambientes considerados perigosos. 

Outro ponto importante é que a permissão é válida para apenas uma entrada. Isso significa que se o trabalho for interrompido por qualquer motivo é necessário emitir um novo documento. 

Como preencher a PET para espaço confinado?

O momento de preencher a PET pode trazer um pouco de insegurança para os profissionais que não sabem quais são os processos envolvidos. Isso acontece porque não basta incluir as informações no documento: também existem procedimentos que devem ser observados antes e depois da sua emissão.

Para facilitar, preparamos um passo a passo sobre como preencher a PET para espaço confinado e explicar as etapas que a empresa deve observar. 

Ofereça os treinamentos

Antes de preencher o documento, os empregados designados para trabalhos em espaço confinado devem fazer exames médicos específicos para a função, com a emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). Além disso, todos os envolvidos direta ou indiretamente com o trabalho nesses ambientes precisam estar bem informados sobre os seus direitos e deveres, e dos riscos e medidas de controle existentes.

Também é obrigatório formar uma equipe com vigias, supervisores de entrada e trabalhadores autorizados, sendo que o número de colaboradores deve ser definido com base na análise de riscos realizada — vedada a designação de trabalhos individuais.

A NR 33 também proíbe que trabalhadores não capacitados sejam designados para essa função sem o devido treinamento, que deve abordar pontos específicos previstos na norma. 

Inclua os dados

O preenchimento deve ser feito pelo supervisor de entrada, que tem a capacitação para emitir a PET antes do início das atividades, além de executar os testes, conferir os equipamentos e verificar os procedimentos contidos no documento. Ele deverá incluir todas as informações indicadas no formulário, entre elas:

- Dados da empresa;
- Local do espaço;
- Data e hora da emissão e do término;
- Trabalho a ser realizado;
- Trabalhadores autorizados;
- Vigias e equipes de resgate;
- Supervisor de entrada;
- Procedimentos que devem ser feitos antes da entrada;
- Procedimentos que devem ser completados no desempenho do trabalho;
- Procedimentos de emergência e eventual resgate.

É preciso preencher a PET para espaço confinado em três vias, datadas e assinadas. Ademais uma cópia deve ser entregue ao vigia e outra a um dos profissionais autorizados. Após sua emissão, o documento deve ficar exposto no local de trabalho até a conclusão das atividades.

Encerre a PET e arquive o documento

Conforme explicado, quando as operações forem encerradas ou interrompidas por condições não previstas, ou pausas, a PET deve ser encerrada, visto que ela vale apenas para uma entrada no local.

Depois, o documento deve ser arquivado e mantido nos registros da empresa por 5 anos. Se for cancelado após a emissão devido aos perigos adicionais, a permissão deve ser arquivada por um ano.

Uma dica importante para ajudar nessa tarefa é contar com um sistema que facilite a busca pelos documentos, agilizando os procedimentos de consultas e auditorias. Isso sem falar que, caso seja necessário comprovar o cumprimento das obrigações judicialmente, a apresentação da PET é fundamental. 

O que diz a NR 33 sobre a PET?

De acordo com a NR, a PET deve trazer todos os mecanismos de controle e fiscalização do espaço confinado, com o objetivo de garantir a entrada e o desenvolvimento de um trabalho seguro pelos trabalhadores. Ela também deve abordar os protocolos para casos de emergência e situações de resgate.

Outro cuidado imprescindível é que todos os procedimentos de segurança e a PET sejam avaliados anualmente, com o objetivo de verificar se houve alguma modificação para fazer as adequações necessárias. 

Essa avaliação deve ser feita com o suporte do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Vale ressaltar, ainda, que as revisões devem sempre ocorrer nas seguintes situações: 

- Entrada não autorizada em espaço confinado;
- Identificação de riscos não descritos no documento;
- Ocorrência de acidente, incidente ou condição não prevista na entrada;
- Mudanças na atividade desenvolvida;
- Alterações na configuração do espaço confinado;
- Solicitação do SESMT ou da CIPA;
- Identificação de condições de trabalho mais seguras. 

Assim, os cuidados com a PET são constantes, tanto em relação ao seu preenchimento, uso e arquivamento quanto na revisão do documento para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos nessas atividades.

Como vimos, saber como preencher a PET para espaço confinado é fundamental para garantir a segurança nas atividades da empresa e evitar acidentes com os empregados. Esperamos que essas dicas ajudem na elaboração do documento, para que a empresa atenda aos requisitos legais desse tipo de trabalho. 




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Manutenção de EPI: como escolher onde fazer?


Aqueles que trabalham na área de segurança do trabalho conhecem profundamente a relevância dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O fato é que, para que os colaboradores tenham a sua integridade física protegida, é fundamental realizar uma boa manutenção de EPI, visando a melhoria da produtividade e, é claro, do serviço realizado.

Afinal, você concorda que sem os cuidados com esses dispositivos, o seu objetivo de promover um ambiente seguro e confortável para trabalhar pode ser comprometido? É por isso que contratar uma empresa especializada em manutenção preventiva e corretiva dos EPIs é uma excelente alternativa para evitar os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais, além de garantir a conscientização dos colaboradores.

Mas, então, o que é necessário avaliar para escolher a instituição que fornecerá uma manutenção qualificada para o seu ambiente de trabalho? Se você ainda não sabe, não se preocupe! Separamos neste artigo algumas dicas para você encontrar a melhor empresa. Acompanhe!

Peça indicações para colegas de trabalho

Começamos a nossa lista com uma dica prática e simples: pedir indicações para seus colegas. No ramo da segurança do trabalho, networking e comunicação empresarial são dois pilares que sustentam carreiras de sucesso. Conhecer outros profissionais da área facilita a identificação de empresas qualificadas para manutenção de EPI.

Além disso, ao pedir indicações, você consegue aprimorar o custo-benefício do serviço e encontrar equipamentos que não só oferecem alta qualidade para os seus colaboradores, como também não trazem grandes riscos de investimentos. De quebra, é possível ampliar sua rede de contatos e firmar novas parcerias.

No entanto, não basta somente recolher boas indicações, é necessário avaliar cada uma delas para realizar uma pré-seleção. Assim, fica muito mais fácil seguir os próximos passos! Para isso, analise e compare:

- a qualidade do serviço oferecido pelas empresas;
- o processo de negociação da instituição;
- a facilidade em encontrar informações sobre a organização e seu tempo de existência no mercado;
- a referência utilizada pelo seu colega, observando a qualidade dos materiais de equipamento e das manutenções realizadas no local onde ele atua.

Recolha referências sobre as empresas em potencial

Depois de realizar a sua pré-seleção, está na hora de recolher os feedbacks sobre as empresas que foram aprovadas nesse primeiro processo. Aqui, o importante é ir além das recomendações dos seus colegas e encontrar outros aspectos que comprovam a excelência da organização que realizará a manutenção no seu trabalho.

Para isso, você pode — e deve! — conferir as plataformas de avaliações digitais, como o Reclame Aqui por exemplo, e analisar cada comentário e a forma com a qual a empresa resolveu as eventuais pendências. Afinal, erros podem acontecer, não é mesmo? O importante é conhecer como ela lida com eles caso ocorram com você também.

Essa pequena atitude consegue filtrar ainda mais a qualidade das instituições e oferecer uma lista de empresas que realmente oferecerão um bom serviço para garantir a segurança da sua equipe. Lembre-se de que os EPIs são imprescindíveis em qualquer ambiente de trabalho, combinado?

Descubra quais são os serviços oferecidos pela empresa

Quando falamos em manutenção corretiva e preventiva de EPIs, sempre surge aquela dúvida sobre os serviços que estão presentes dentro dessas duas atividades, não é mesmo? Nós explicamos: no processo corretivo, a empresa precisa identificar quais são os equipamentos que não estão sendo utilizados corretamente ou que apresentam algum defeito ou erro.

Assim, é possível corrigi-los para que todos os colaboradores possam trabalhar normalmente. Por outro lado, a manutenção preventiva tem como principal objetivo desenvolver estratégias que impeçam o surgimento de falhas ou erros em equipamentos. Isso faz com que a vida útil dos materiais seja estendida e que a saúde do trabalhador fique em primeiro lugar.

Dentro de cada uma dessas atividades, a empresa deve realizar uma série de intervenções, como a conscientização dos colaboradores no uso e armazenamento correto dos equipamentos, a identificação de materiais com risco e orientação dos gestores quanto à frequência de manutenção.

Além disso, existem algumas organizações que oferecem serviços especializados, como:

- controle de validade dos equipamentos;
- procedimentos de limpeza de acordo com as normas regulamentadoras;
- técnicas seguras de armazenamento, evitando lugares sujos e com outros elementos que não sejam os equipamentos de segurança;
- checklist de EPIs necessários no dia a dia dos trabalhadores;
- estudo de equipamentos compostos de produtos abrasivos ou corrosivos.

Por isso, é fundamental ficar de olho nas obrigações legais que a empresa deve fornecer, bem como os trabalhos adicionais que podem ser realizados a fim de aprimorar a segurança do local e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Conheça a responsabilidade da organização

Não poderíamos deixar de falar sobre a responsabilidade da organização, não é mesmo? No tópico anterior explicamos que conferir quais são os serviços ofertados é um passo fundamental para fazer uma escolha consciente, no entanto, sem identificar a responsabilidade da empresa, você pode contratar um atendimento de baixa qualidade.

Em outras palavras, existem organizações que apresentam uma série de trabalhos de manutenção para você, desde o controle da validade dos equipamentos até o desenvolvimento e implementação de estratégias preventivas. Mas, elas não têm responsabilidade na aplicação de cada atividade e acabam dificultando ainda mais o seu trabalho. Como consequência, é necessário contratar outra organização ou, ainda, realizar o trabalho de manutenção por conta própria. Além disso, o investimento realizado é perdido e você não obtém melhorias no seu ambiente de atuação.

Então, como analisar a responsabilidade da empresa em potencial? A nossa dica de ouro é consultar suas missões e valores, bem como verificar a transparência das informações divulgadas nos portais digitais, como blogs e redes sociais. Isso garante a autoridade da empresa e, é claro, mais segurança para você.

Reúna todas as pesquisas realizadas

Por fim, chegou a hora de reunir todas as informações levantadas para fazer a sua escolha. Considerando as indicações dos seus colegas, os feedbacks analisados, os serviços ofertados e a responsabilidade da organização, fica muito mais fácil identificar qual é o nível de excelência das empresas pesquisadas.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Kit de Primeiros Socorros: é obrigatório para empresas?


Ter um kit de primeiros socorros na empresa é fundamental para prevenir problemas quando ocorrer algum acidente capaz de prejudicar a saúde ou a integridade física dos trabalhadores. Ele oferece cuidados imediatos e previne sequelas mais graves, além de poder evitar a morte em alguns casos específicos.

Diante dessa importância, é essencial conhecer as regulamentações que envolvem o assunto para evitar qualquer complicação. Afinal, o kit é obrigatório nas empresas? Quem pode manuseá-lo e como montá-lo? É o que veremos neste post! Continue lendo e conheça as normas de segurança do trabalho sobre o tema.

O kit de primeiros socorros é obrigatório nas empresas?

Conforme a Norma Regulamentadora nº 7 do Ministério do Trabalho e Emprego, em seu item 7.5.1, o kit de primeiros socorros é, sim, obrigatório para todos os estabelecimentos.

Esse kit deve conter todos os materiais necessários para prestar os primeiros socorros, sempre considerando as características das atividades desenvolvidas pela empresa. Afinal, cada estabelecimento expõe seus empregados a diferentes riscos, e o atendimento precisa ser feito de forma eficiente.

Além disso, o equipamento de primeiros socorros precisa ficar guardado em um local adequado, de fácil acesso e do conhecimento de todos os empregados, para que possa ser utilizado quando necessário sem nenhum problema.

A NR 7 fala ainda sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que deve ser obrigatoriamente desenvolvido pela empresa. De caráter preventivo, ele analisa os riscos envolvidos na atividade e diagnostica de forma precoce os agravos à saúde relacionados ao trabalho dos funcionários.

É com base nesse programa, inclusive, que o kit de primeiros socorros deve ser elaborado — e não utilizando um padrão —, pois é preciso considerar diversos aspectos específicos do ambiente de trabalho.

Os funcionários precisam de treinamento para utilizá-lo?

O treinamento para utilizar o kit de primeiros socorros também é obrigatório, mas não a todos os funcionários da empresa. Pelo menos, um integrante de cada setor da empresa precisa ser treinado para utilizar todos os itens do kit, tornando-se apto a oferecer o atendimento da melhor forma possível.

Também é muito importante estimular esse treinamento por meio da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT). Trata-se de um evento organizado pela empresa com palestras e workshops sobre comportamentos apropriados dos funcionários quando eles se depararem com algum acidente envolvendo outras pessoas dentro da companhia.

Isso é essencial para que todos estejam atentos à prevenção de acidentes e saibam o que fazer caso algum sinistro ocorra — afinal, prestar um atendimento correto é fundamental para preservar a integridade física, ou mesmo a vida do trabalhador acidentado.

Por fim, o trabalhador de cada setor que receber o treinamento para utilizar o kit de primeiros socorros deve se comprometer a assumir o papel de prestar o atendimento necessário quando algum problema ocorrer. Ele não pode se negar a isso em nenhum momento, sob pena de sofrer advertência ou outras penalidades em casos mais graves.

Como montar o kit de primeiros socorros?

Como falamos, para montar o kit de primeiros socorros ideal para a empresa é preciso seguir o PCMSO. Então, lembre-se: se o seu empreendimento ainda não providenciou esse programa, é fundamental fazê-lo o quanto antes, já que essa é uma obrigação de todas as companhias, inclusive as de pequeno porte.

Esse programa especificará quais são os procedimentos necessários para empresa, com o objetivo de padronizar essas condutas e minimizar todos os riscos envolvidos no negócio específico, considerando o seu ambiente de trabalho, como um todo.

Também, é fundamental contar com um profissional especialista na área — como um engenheiro ou técnico em segurança do trabalho — para analisar tanto o programa quanto o ambiente de labor e verificar quais itens são necessários para os equipamentos de primeiros socorros.

O profissional escolhido para isso precisa conhecer a legislação e adequá-la a cada local especificamente. Um kit de primeiro socorros de uma indústria têxtil deve ser diferente de um da área metalúrgica, por exemplo, tendo em vista que os empregados estão expostos a riscos diferentes e o atendimento às emergências deve ser efetivo em cada local.

Quais são os itens necessários no kit?

Apesar de variar de acordo com o ramo de atuação da empresa, alguns itens são fundamentais para o socorro rápido de um trabalhador acidentado, visando minimizar as sequelas do ocorrido e reduzir riscos à integridade física até que o atendimento hospitalar de profissionais da medicina aconteça.

Primeiramente, é preciso ter alguns instrumentos básicos, como:

- Tesoura;
- Luvas cirúrgicas;
- Tala para imobilização;
- Máscara;
- Pinça;
- Termômetro;
- Colar para imobilização cervical.

Além disso, é importante contar com materiais específicos para fazer curativos gerais com eficiência. São eles:

- Curativos adesivos para corte, arranhão ou machucado (conhecidos como band-aid);
- Líquido antisséptico;
- Álcool 70%;
- Gaze;
- Água oxigenada;
- Soro fisiológico;
- Sabão bactericida;
- Ataduras;
- Água boricada;
- Esparadrapo.

Esses são os itens e instrumentos básicos para um bom primeiro atendimento do trabalhador acidentado. Não se esqueça, no entanto, que outros materiais ainda podem ser necessários, de acordo com o ramo da atividade e os riscos a que os seus trabalhadores estão expostos no dia a dia de trabalho.

O que não pode estar no kit

Essa é uma informação que poucos empresários conhecem, mas que é crucial para seguir a legislação e evitar multas ou problemas com os empregados: alguns itens são proibidos pela lei no kit dos primeiros socorros.

De forma geral, não é possível incluir medicamentos no kit. É comum encontrar analgésicos e anti-inflamatórios nos locais de primeiros socorros, mas mesmo esses remédios básicos não podem ser incluídos aqui.

Quem regula isso é o Decreto n.º 20.931, que fiscaliza o exercício da medicina, da odontologia e das profissões de farmacêutico e enfermeiro. A exceção aos medicamentos proibidos são aqueles autorizados pelos profissionais responsáveis que acompanham a empresa, como o médico do trabalho.

Como podemos ver, conhecer o que o kit de primeiros socorros deve conter e o que a legislação diz sobre ele é muito importante para adequar a sua empresa à lei e garantir a segurança dos empregados, promovendo o seu bem-estar físico em caso de acidentes dentro do local de trabalho. Lembre-se, por fim, de que é fundamental implantar todos os programas e seguir as Normas Regulamentadoras para cumprir as requisições legais!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Saiba quais os Principais Indicadores de Segurança do Trabalho


Problemas? Confira indicadores de segurança do trabalho que devem ser regularizados

1 – Dê olho nas multas

Quando os principais aspectos da segurança do trabalho não estão adequados e o Ministério do Trabalho realiza inspeções, as multas chegam! Toda e qualquer empresa está sujeita a isso e deve se atentar às leis de segurança do trabalho, justamente para evitar as multas que podem ser pesadas. Nesse cenário, contabilizar os gastos com pagamento de tais multas é um bom indicador de segurança do trabalho, para saber como está sendo tratado esse aspecto dentro da empresa.

2 – Inspeções rotineiras

Outro indicador de segurança do trabalho é uma boa inspeção. Ou melhor, inspeções de segurança em máquinas, instalações, veículos, ferramentas, EPIs e outros elementos que devem estar adequados às exigências legais. Uma boa dica para que isso se torne uma rotina saudável e duradoura, é criar um planejamento de inspeções de segurança com profissionais indicados e qualificados, ter um check-list em mãos do que está sendo verificado e um calendário fixo de inspeções.

3 – Não conformidades na empresa

O número de não conformidades encontradas em inspeções de segurança também é um forte indicador.  Verifique e faça um acompanhamento de todas as não conformidades encontradas em cada uma das inspeções. Dessa maneira, a cada nova avaliação, é possível determinar se as não conformidades estão aumentando ou diminuindo. Evidentemente, não custa nada reforçar, em situações de extremo perigo aos colaboradores, as não conformidades devem ser reportadas imediatamente para que todas as medidas corretivas sejam aplicadas.

4 – Exames de saúde dos colaboradores

É comum que muitos gestores pensem em segurança somente em relação aos riscos de acidentes físicos, como torções, pancadas, queda de objetos, queimaduras, etc. Porém, um indicado de segurança do trabalho que também deve ser considerado é aquele que analisa o número de exames de saúde solicitado pelos médicos do trabalho. Tais exames podem conter diversos casos de lesão por esforço repetitivo, o LER, problemas de estresse e vários outros. Para tal, você pode solicitar ao(s) médico(s) de trabalho da empresa o envio de relatórios semanais ou mensais com esse tema.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Entenda a Importância de usar Materiais Cirúrgicos Descartáveis


Soluções que protegem médicos, enfermeiros e pacientes de contaminações. Os materiais cirúrgicos descartáveis são livres de microrganismos que, normalmente, são os principais responsáveis pela proliferação de bactérias. Dentro de um ambiente hospitalar, como uma sala de UTI ou de operações, por exemplo, esse é um risco real e que deve ser combatido.

Logo, ao descartar um material cirúrgico após realizar uma operação, por exemplo, o risco é praticamente nulo de qualquer contaminação. Isso acontece por uma razão bem simples: tal material não será reutilizado. Importante ressaltar nesse ponto que estamos lidando com itens como máscaras e luvas que não podem voltar à vida útil, mesmo se passarem por processo rigorosos de higienização e esterilização.

Principais materiais cirúrgicos descartáveis

- Luvas cirúrgicas descartáveis;
- Máscaras descartáveis;
- Agulhas;
- Toucas;
- Seringas;
- Esparadrapos;

Agora que você já sabe quais são os principais materiais cirúrgicos descartáveis, é importante que também saiba de um detalhe muito importante: descartável não é sinônimo de péssima qualidade. Muita gente erroneamente pensa dessa maneira. Os materiais cirúrgicos descartáveis precisam atender a diversos padrões técnicos de segurança e justamente por isso, não podem apresentar um baixo nível de qualidade.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Luvas para Trabalho Pesado


Como escolher as luvas para trabalho pesado ideias?

A primeira coisa a se de fazer é saber que cada luva para trabalho pesado é fabricada com materiais diversificados e para finalidades também variadas. Listamos abaixo alguns exemplos que deixam claro as diferenças:

Luvas de couro ou tecido
São luvas fabricadas com vaqueta / raspa ou algodão / lona que garantem proteção mecânica e resistência térmica. É um modelo comum no dia a dia de trabalhadores que lidam com operação de máquinas e atividades que envolvam corte, lixamento, manuseio de chapas metálicas, transporte em geral, coleta de lixo, etc.

Luvas de malha de aço: 
Ideais para proteção contra agentes cortantes, tais luvas para trabalho pesado devem obrigatoriamente ser inoxidáveis, ou seja, não podem apresentar riscos de corrosão. Para tal, devem contar com aço de boa qualidade e que garanta, ao mesmo tempo, leveza. Seus elos devem ser soldados e trançados. São luvas comuns em frigoríficos, por exemplo.

Luvas de polietileno e para-aramida: 
Utilizadas em atividades que envolvam manuseio de chapas cortantes e lâminas, onde há riscos de abrasão, corte e dilaceração, estas luvas apresentam ótima resistência mecânica. Podem conter fios de aço inoxidável, elástico e outros tipos de fibras que garantam resistência e flexibilidade.

Luvas de couro tratado, fibras aramidas, tecidos mistos e cerâmicos: 
Também podemos citar como luvas para trabalhos pesados estes modelos que apresentam ótima resistência contra temperaturas extremas. Por isso, trata-se de um tipo de luva muito comum em áreas com fornos, em fundições, em injetoras de plástico, soldagem, etc.

Luvas de couro ou fibras de material interno em polímero: 
São luvas utilizadas no dia a dia de quem trabalha com motosserras e marteletes, por exemplo, já que possuem polímero especial na parte interna (palma da luva) para isolar a mão de vibrações, garantindo assim proteção e ao mesmo tempo conforto. A parte externa é confeccionada com fibras ou vaqueta.