terça-feira, 20 de agosto de 2019

Conheça os benefícios de cada modelo de botas para trabalho em obras


Em atividades profissionais que apresentam algum tipo de risco à integridade física dos
trabalhadores, o uso dos EPIs é essencial e obrigatório. Os famosos equipamentos de proteção
individual estão presentes, por exemplo, em canteiros de obra de todo o território nacional. Dentre
os mais comuns, as botas para trabalhos em obras certamente merecem destaque especial.

Sabe o motivo?

As botas garantem proteção em diversas situações. A mais comum é para evitar que o trabalhador
sofra perfurações nos pés em razão da presença de pregos, metais retorcidos, pedaços de
madeira e vários outros materiais perfurantes que possam machucar e, dependendo da gravidade,
até mesmo afastar a pessoa do trabalho e agravar sua condição clínica.

Além das perfurações, as botas para trabalho em obras também garantem proteção contra
choques elétricos, torções e impactos em geral, contato com agentes químicos, temperaturas
altas e baixas, ataque de animais peçonhentos, como aranhas e escorpiões, muito comuns
em obras.

Botas para trabalho em obras: principais modelos e seus benefícios

As botas para trabalho em obra são encontradas com mais facilidade em três modelos principais:
botas de PVC injetado, botas de borracha e botas de couro. Cada qual apresenta particularidades
e são indicadas para situações próprias:

- Botas de PVC injetado: EPIs indicados para canteiros de obras com elevado nível de umidade,
com áreas alagadas. Botas 100% impermeáveis e muito resistentes, com solados variados, cano
curto médio ou longo.

- Botas (botinas) de couro: são modelos também disponíveis com canos curtos, médios e longos,
porém apresenta maior nível de conforto em comparação às botas citadas anteriormente.  O nível
de resistência é equiparado. Botas indicadas para canteiros de obras secos, como para trabalhos
em alvenaria e revestimentos.

- Botas de borracha: modelo bem popular e indicado para proteção contra impactos no bico do
pé e ossos laterais (como metatarsos) e quedas de produtos. Botas que podem ser utilizadas
com proteção extra à penetração de materiais pontiagudos, como pregos. A palmilha pode
também conter revestimento de aço e é um EPI ideal para trabalhos em áreas com muita
incidência de aranhas, cobras e escorpiões
O ponto principal na hora de escolher a bota certa é analisar o cenário e sua necessidade. Como
vimos, cada modelo é mais indicado conforme o terreno e tipos de problemas existentes. Portanto,
não deixe de analisar com cuidado o local de trabalho.

ABNT e MTE

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
estabelecem as normas nacionais para utilização de calçados de segurança:

– ABNT NBR ISO 20344:2008 – Equipamentos de Proteção Individual – Métodos de ensaio para
calçados;

– ABNT NBR ISO 20345:2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado de segurança;

– ABNT NBR ISO 20346:2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado de proteção;

– ABNT NBR ISO 20347:2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado ocupacional;

– NR 6 (MTE) – Equipamento de proteção individual – EPI.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

O que são atmosferas explosivas e áreas classificadas?


Áreas classificadas são lugares nos quais existem chances de se formarem atmosferas explosivas. Atmosferas explosivas, por sua vez, surgem em ambientes onde se realizam atividades com substâncias inflamáveis, como poeira, fibra, gases, vapores, entre outros. Quando esses elementos se misturam com o ar, há riscos de explosões.

Em locais com atmosferas explosivas e áreas classificadas, são exigidos diversos procedimentos para a execução de trabalhos. Nesses casos, atividades como construção, instalação de maquinários ou mesmo o uso de equipamentos elétricos devem ser feitas levando em consideração esses riscos.

Diante disso, cabe às organizações tomar providências para evitar esses acidentes, cumprindo com as normas para evitarem multas, interdições e processos na Justiça. Quer saber mais sobre as atmosferas explosivas? Então confira neste post!

Veja o que são as áreas classificadas e seus graus de riscos

O primeiro dado que o gestor da segurança do trabalho deve ter em mente é que há uma correlação entre as áreas classificadas e as atmosferas explosivas. Essa ligação entre as duas definições é a seguinte: onde houver áreas classificadas, também existirão eventuais atmosferas explosivas.

Por exemplo: o lugar onde fica um tanque que armazena álcool pode ser considerado uma área classificada, pois é um espaço potencialmente explosivo.

Quando uma área é classificada, sabe-se que o trabalho terá de ser feito com cuidados especiais para impedir a formação das atmosferas explosivas. Para fazer essa categorização e estabelecer quais serão essas medidas, as empresas providenciam estudos.

Assim, são realizadas análises completas sobre os níveis de perigo na área, conforme as inúmeras ameaças presentes nesse recinto.

Desse modo, cada fonte de ameaça receberá uma classificação diferente, de acordo com o grau do perigo que ela gera. Veja, a seguir, quais são os níveis das fontes de risco:

grau de risco contínuo: são fontes que produzem ameaças de forma constante e por intervalos de tempo prolongados;

grau de risco primário: trata-se de fontes de perigo que criam ameaças sazonais, isto é, periódicas, quando as circunstâncias de trabalho são consideradas normais;

grau de risco secundário: são cenários nos quais as fontes de risco causam ameaças em contextos anômalos de trabalho, ou seja, em situações atípicas. Nesse caso, os perigos são gerados por tempo curto.

Saiba quais são as zonas da área classificada

Em áreas classificadas — nas quais existe o risco de criação de atmosferas explosivas — também são feitas subdivisões por zonas. Essas zonas são definidas em conformidade com a duração, a natureza e a frequência desse perigo.

Por esse motivo, para cada tipo de zona, as normas reguladoras exigem determinadas medidas de precaução. O objetivo é garantir a maior segurança dos trabalhadores que ficam vulneráveis a essas ameaças durante a rotina profissional.

São exemplos de ramos que podem contar com áreas classificadas — e também com as zonas de risco — a mineração, a indústria petrolífera e as fábricas farmacêuticas. Confira, a seguir, exemplos de categorização por zonas!

Zoneamento das áreas classificadas por gases e vapores

zona zero: onde acontece a mistura de inflamáveis de forma perene ou mesmo por períodos extensos;

zona 1: lugares nos quais, ocasionalmente, pode haver a formação de atmosferas explosivas em contextos normais de atividades (regularmente, essa zona recebe a influência de fontes de riscos primários);

zona 2: trata-se de um espaço onde a ameaça de surgir atmosferas explosivas aparece somente em conjunturas de trabalho anormais. Na maior parte dos casos, são riscos causados por fontes secundárias e em intervalos curtos de tempo.

Zoneamentos das áreas classificadas por poeiras e fibras

zona 20: essa classificação se refere às empresas nas quais as atmosferas explosivas se formam constantemente ou por muito tempo por meio de nuvens de poeira;

zona 21: lugares em que aparece nuvem de pó de modo eventual;

zona 22: espaços nos quais a nuvem de poeira surge apenas em situações anormais de atividades. Na maior parte dos casos, esse cenário ocorre por prazos curtos.

Entenda como evitar acidentes em atmosferas explosivas

O primeiro passo para a prevenção de problemas com atmosferas explosivas é a classificação dos espaços industriais, como já explicamos. Vale ressaltar que essa rotulagem é uma responsabilidade das empresas, que podem realizá-la diretamente ou de modo terceirizado.

Dessa forma, com base nessa catalogação, são estabelecidos projetos para fazer o devido gerenciamento das ameaças e evitar a ocorrência de explosões e incêndios.

Para cumprir o que determina a legislação, são necessárias várias providências: equipamentos adequados, capacitação profissional e vistorias.

As normas regulamentadoras NR-10 e NR-33, do Ministério do Trabalho, confirmam que as tarefas em áreas classificadas requerem qualificação e autorização, por meio de certificados, para a atuação dos funcionários. Essas normas visam a segurança no ambiente profissional.

A seguir, observe os três principais eixos para se obter áreas classificadas protegidas!

Equipamentos

O trabalho em áreas classificadas com potencial formação de atmosferas explosivas deve seguir uma série de imposições em relação aos equipamentos de proteção. Parte desses utensílios preventivos é coletiva, mas também são essenciais os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

Um bom exemplo de ferramenta protetora que abrange a todos são os detectores de gases. De acordo com a NBR 16.577, esses maquinários devem identificar, pelo menos, quatro tipos diferentes de gases perigosos.

Também são cruciais para a segurança os insufladores de ar. Em espaços confinados com risco de explosividade, tais dispositivos realizam a troca de ar, deixando o ambiente mais seguro. Desse modo, a circulação natural — geralmente insuficiente nesses espaços — é substituída pela ventilação mecânica.

Nunca é demais recordar, porém, que os insufladores elétricos de ar devem estar aptos para uso de acordo com a classificação de cada local onde forem instalados. Essa determinação está descrita na Portaria de número 179 do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Veja mais exemplos de equipamentos de proteção coletiva:

- Acessórios para resgate e kit para socorro pré-hospitalar;
- Rádios de comunicação e lanternas à prova de explosões;
- Sistema de ancoragem que facilite o acesso durante as medidas de salvamento;
extintores.
- Além deles, também são indispensáveis EPIs como luvas, capacetes, botas, máscaras e cintos de segurança resistentes a chamas e possíveis explosões.

Capacitação Profissional

A qualificação dos trabalhadores para a atuação em atmosferas explosivas é mais um ponto crítico para garantir a segurança. Depois de passar pelos treinamentos, o funcionário será submetido a uma análise e, dependendo do resultado, receberá a sua certificação.

Com isso, os profissionais se tornam capazes de agir da forma correta em cada um dos níveis de risco, o que é imprescindível para afastar as ameaças. Essa medida é importante não apenas para garantir a segurança do parque industrial, mas também para salvar vidas.

Inspeções

Afora os equipamentos e o treinamento do pessoal, também são obrigatórias as vistorias das áreas classificadas com eventuais atmosferas explosivas. Desse modo, a empresa deve providenciar o monitoramento inicial, que deve acontecer antes de o local entrar em atividade.

Também são exigidas medidas de controle periódicas. Elas devem acontecer com frequência para conferir se a instalação realmente está segura. O intervalo desses acompanhamentos vai variar de acordo com a área de risco e suas fontes geradoras.

Existem, ainda, as fiscalizações por amostragem, que verificam se a periodicidade das vistorias implementadas em determinado espaço é suficiente.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Quais são os EPIs básicos para ambientes insalubres?


Quais são os EPIs básicos para ambientes insalubres?

Os EPIs são fundamentais para proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores que exercem as suas atividades em ambientes insalubres ou perigosos. Eles exercem a função de minimizar riscos e devem ser adotados por todas as empresas quando necessário, segundo o laudo de insalubridade ou periculosidade.

Eles devem ser utilizados quando não há possibilidade de eliminar todos os riscos do ambiente de trabalho. Portanto, a primeira atitude deve ser sempre buscar medidas para que o próprio local não forneça perigo à saúde dos colaboradores e, caso isso seja impossível, fornecer os equipamentos necessários para diminuir os acidentes.

É muito importante conhecer quais são os EPIs mais comuns e qual a sua indicação, para que os trabalhadores fiquem protegidos em todas as áreas. É isso que mostraremos neste artigo, não perca!

Luvas de proteção

As mãos são um dos membros mais afetados pelos acidentes de trabalho, tendo em vista que sempre ficam expostas e são utilizadas em muitas áreas na rotina de emprego. Por isso, usar EPIs de segurança específicos é fundamental para proteger o trabalhador.

Existem alguns tipos diferentes de luvas de proteção, e cada uma delas tem uma função específica. Assim, é muito importante fazer um estudo detalhado do ambiente de trabalho para saber qual opção mais adequada.

As luvas isolantes são utilizadas quando o trabalhador pode entrar em contato com circuitos elétricos, com risco de choque e descargas de energia. Elas evitam esses acidentes, protegendo tanto as mãos quanto os braços.

As luvas de raspa são feitas de couro natural ou sintético e protegem a mão de agentes abrasivos, perfurações, soldas e outros acidentes que podem ocorrer. Geralmente, elas são utilizadas em funilaria, marcenaria e na área metalúrgica.

Luvas de nitrila são utilizadas para proteger as mãos e os punhos dos mais diferentes produtos químicos e biológicos, como ácidos, solventes, graxas etc. E, por último, as luvas de PVC são mais utilizadas na área industrial, e tem como principal objetivo a proteção contra agentes químicos ácidos, que podem causar queimaduras nas mãos.

Protetores respiratórios

Os protetores respiratórios são EPIs de segurança essenciais em várias áreas, desde a indústria em geral até a construção civil. Geralmente são máscaras, respiradores e filtros, que têm o objetivo de proteger as vias aéreas e os pulmões dos trabalhadores.

Eles são mais utilizados em locais de trabalho em que há exposição a gases, poeiras, substâncias alergênicas, névoas e produtos químicos tóxicos em estado gasoso, que causam diversas doenças. As alergias são as mais comuns, além de problemas respiratórios, como asma, infecção pulmonar e lesões nos órgãos afetados.

Entre os protetores respiratórios utilizados, os mais comuns são as máscaras — chamadas de respirador de adução de ar — e respiradores purificadores de ar. Eles são fundamentais para proteger a saúde do trabalhador, tendo em vista que em intoxicações mais graves é possível ocorrer até a morte.

Botas de segurança

As botas de segurança são EPIs indispensáveis em muitos ambientes de trabalho e servem para proteger os membros inferiores dos empregados contra diversos riscos que podem ser normais em determinada atividade.

Apesar de as mais conhecidas serem aquelas que protegem os pés contra quedas de objetos, perfurações e outros problemas físicos, muitas botas são úteis em ambientes insalubres. Os modelos de borracha, por exemplo, protegem os membros inferiores contra a ação de produtos químicos agressivos que podem entrar em contato com a pele, além de agentes biológicos que causam infecções.

As perfurações também podem trazer vários riscos de contaminação, principalmente nos locais que trabalham com seringas e material biológico contaminante.

Capacete de segurança

Os EPIs de segurança têm um papel fundamental para proteger os trabalhadores em ambientes insalubres, mas muitas vezes o empregador não faz as devidas análises e não institui programas para verificar quais devem ser utilizados em determinado ambiente de trabalho.

Além de ser contra a lei, essa atitude também expõe os trabalhadores aos agentes insalubres e perigosos, causando acidentes e doenças. Um EPI indispensável para a maioria dos ambientes de trabalho são os capacetes de segurança.

Eles protegem a cabeça dos trabalhadores contra impacto de objetos, derramamento de materiais e mesmo quando o empregado sofre uma queda durante a realização de algum serviço. Os capacetes são mais utilizados em ambientes perigosos, mas nos locais insalubres também pode haver recomendação.

Alguns desses EPIs possuem uma máscara de proteção acoplada, para proteger também os olhos e o rosto de materiais químicos e outros agentes insalubres que podem ser derramado na execução da atividade do trabalhador, por isso um capacete de boa qualidade pode evitar risco e prevenir doenças.

Vestimentas e macacões de proteção

As vestimentas e macacões de proteção também são EPIs pois podem proteger o trabalhador de diversos riscos químicos, físicos e biológicos em diversos ambientes industriais. Diferentes dos uniformes, as vestimentas precisam atender especificações e ensaios contemplados em normas regulamentadoras nacionais e também internacionais. Suas principais aplicações são nos segmentos industriais como petroquímica, alimentos, farmacêutico, entre outros.

A nossa NR 6 informa em seu Anexo I (Lista de equipamentos de proteção individual)no item H (EPI para proteção do corpo inteiro) que existem dois tipos de EPI para o corpo inteiro: os macacões (item H.1 – para proteção do corpo contra agentes térmicos, produtos químicos, operações com uso de água e precipitação pluviométrica) e as vestimentas de corpo inteiro (H.2 – para proteção contra respingos de produtos químicos, umidade proveniente de operações com água, choques elétricos e precipitação pluviométrica). Existem também as vestimentas para proteção apenas do tronco ( item E – EPI para proteção do tronco) contra riscos de origem térmica, mecânica, química , radioativa e pluviométrica.

Como informado acima existem diversos tipos de riscos que precisam ser previamente analisados por profissionais de segurança do trabalho para que as vestimentas sejam adequadas e corretas para proteção dos trabalhadores dentro dos níveis também determinados em nossa NR 15 e alinhados com outros documentos que fazem parte da gestão de segurança do trabalho como o PPRA, PCMSO e PPP.

Óculos de proteção

Os olhos também são órgãos muito afetados pelos acidentes de trabalho, principalmente porque eles são bem sensíveis e ficam muito expostos a qualquer vazamento, derramamentos, e outros problemas que podem ocorrer na rotina das empresas.

Os óculos servem para proteger essa área de várias formas: contra impactos, respingos, alta luminosidade, raios UVA e UVB etc. Cada equipamento tem um objetivo específico e deve ser utilizado conforme as normas de segurança e do fabricante, para não prejudicar ainda mais o trabalhador.

Entre as áreas que mais se recomenda a utilização são as indústrias em geral, metalúrgica, atividades que utilizem agentes químicos, construção civil etc. Os óculos são um dos EPIs mais utilizados e recomendados, pois vário ambientes podem trazer riscos para esse órgão.

Os óculos com lentes amarelas geralmente são utilizados para facilitar a visão do empregado em ambientes que possuem pouca luminosidade, protegendo os olhos contra partículas prejudiciais. Os incolores são utilizados quando há boa iluminação, mas sem muita intensidade, pois eles não possuem proteção contra raios solares.

Já os cinzas são utilizados quando há alta intensidade de luminosidade ou em trabalhos à céu aberto, para proteger de raios UVA e UVB. Por fim, os verdes são mais utilizados por soldadores ou trabalhadores que utilizam infravermelho.

Conhecendo esses EPIs de segurança para ambientes insalubres fica mais fácil proteger a saúde a integridade física dos trabalhadores e terceiros que podem estar expostos aos riscos do local de trabalho. Vale lembrar que é fundamental buscar equipamentos de qualidade e com boa procedência, sempre utilizando de forma correta como manda o fabricante, para não prejudicar os empregados.


terça-feira, 30 de julho de 2019

O que é análise preliminar de risco.


Conhecer os riscos presentes no ambiente de trabalho é essencial para identificar as medidas adequadas para mitigá-los, prevenir acidentes e, consequentemente, garantir a segurança e o bem-estar dos colaboradores. Por isso, é indispensável a realização da análise preliminar de risco (APR), principalmente quando a empresa está iniciando um novo projeto ou processo.

Além disso, vale lembrar que as normas regulamentadoras estabelecem a obrigatoriedade de realização da APR em algumas situações, como nos trabalhos em altura, em espaços confinados, em instalações e serviços de eletricidade, na construção civil, nos trabalhos com inflamáveis, equipamentos e máquinas etc.

Desse modo, é fundamental que o profissional de segurança do trabalho conheça essa análise e saiba realizá-la. Por isso, preparamos este post para você. Continue a leitura e descubra como deve ser feita a APR!

Entenda o que é análise preliminar de risco

A APR pode ser definida como um estudo prévio e detalhado sobre as etapas de cada operação ou processo. Sua finalidade é identificar os riscos presentes no ambiente de trabalho e as medidas a serem tomadas para neutralizá-los ou reduzi-los e, consequentemente, prevenir a ocorrência de acidentes.

A realização desse tipo de estudo teve origem no Departamento de Defesa dos Estados Unidos, onde foi desenvolvido com a finalidade de estabelecer medidas de segurança para o armazenamento, manipulação e transporte de mísseis militares.

Como essas atividades apresentam riscos elevados, foi necessária a realização de análises minuciosas para identificar medidas que pudessem prevenir acidentes, aumentar a segurança dos militares e reduzir perdas financeiras decorrentes de eventuais danos aos mísseis.

Conheça os objetivos da análise preliminar de risco

Como você viu, a APR tem como principal objetivo a identificação dos riscos existentes no local de trabalho e, a partir deles, as medidas mais adequadas para a correção de eventuais falhas e para a prevenção de acidentes.

Justamente por isso, deve ser realizada sempre que se inicia um novo projeto ou quando há a implementação de um novo processo. Diante disso, é possível dizer que a APR também objetiva:

- A sistematização e a organização das etapas das atividades laborais;
- A antecipação de problemas;
- O estabelecimento de procedimentos de segurança;
- O fornecimento de orientações aos colaboradores acerca dos riscos a que estão submetidos e dos procedimentos de segurança adotados pela instituição;
- A definição dos responsáveis pelas ações de segurança;
- A eliminação ou redução de falhas mecânicas e humanas.

Além de sua função eminentemente preventiva, a análise preliminar de risco é utilizada na elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

A APR também contribui para a identificação e escolha dos equipamentos de proteção individual (EPIs) mais adequados à realização de cada atividade laboral.

Veja como realizar a análise preliminar de risco

Apesar de não existir um modelo predefinido de APR para todas as atividades, é imprescindível que o profissional responsável pela elaboração do estudo observe algumas etapas. Confira quais são!

Reunir os colaboradores envolvidos na realização da tarefa

É fundamental que os líderes e demais colaboradores envolvidos na realização do projeto ou processo participem ativamente da confecção da APR. Afinal, ninguém melhor que eles para descrever o ambiente de trabalho e a forma como as operações são realizadas no dia a dia.

Por isso, a primeira medida a ser adotada pelo profissional responsável pela APR (engenheiro ou técnico de segurança do trabalho) é reunir todos os funcionários do setor para recolher o máximo de informações possíveis sobre a atividade laboral e as condições do local em que é desenvolvida.

Conhecer o ambiente de trabalho

Apesar de a opinião dos colaboradores ser muito importante, é indispensável que o profissional responsável pela APR visite o local de trabalho. Na ocasião, ele deve observar não só o ambiente, mas a forma como os trabalhadores realizam suas atividades para identificar eventuais falhas e os riscos existentes.

Fazer uma listagem dos riscos

Depois de conversar com os trabalhadores e visitar o local em que as atividades são realizadas, o profissional de segurança do trabalho precisa listar e classificar todos os riscos existentes no ambiente. Além disso, devem ser identificadas as causas de acidentes e os fatores de vulnerabilidade.

Identificar quem está exposto ao risco

Após a listagem dos riscos, é hora de descobrir quais são os trabalhadores, terceiros  e bens que estão submetidos às ameaças identificadas.

Fazer uma estimativa dos danos

Nessa etapa, depois de colher todos os dados, o técnico ou engenheiro de segurança do trabalho responsável pelo estudo deve fazer uma estimativa das consequências e dos danos de eventual ocorrência do perigo.

Identificar e implementar medidas adequadas para o controle de riscos

Outro ponto crucial da análise preliminar de risco é determinar quais ações de controle devem ser adotadas para mitigar riscos e prevenir acidentes no ambiente de trabalho.

Nessa etapa, além de identificar as medidas de proteção de cunho coletivo para a neutralização ou redução de riscos, o profissional de segurança do trabalho deve averiguar se os equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa são adequados ao desempenho das atividades e se estão sendo utilizados de maneira correta pelos colaboradores.

Ademais, é essencial delinear as ações a serem adotadas nos casos em que houver a ocorrência do risco. Essa medidas são importantes para a mitigação dos danos, ou seja, para que eventuais acidentes não tomem grandes proporções.

Cabe ressaltar, ainda, que nessa etapa deve ser atribuída a um funcionário de cada setor a responsabilidade de executar as ações preventivas e corretivas.

Como você pôde perceber, a APR é uma importante ferramenta de segurança do trabalho. Afinal, por meio dela os profissionais identificam os riscos presentes no ambiente em que as atividades laborais são desenvolvidas, bem como as medidas necessárias para mitigá-los e prevenir a ocorrência de acidentes.

Vale lembrar que este tipo de análise pode ser feita também por empresas com experiência e capacidade técnica neste tipo de consultoria em segurança do trabalho, como, por exemplo, a Conect. Portanto, para que as medidas de controle sejam efetivas, é fundamental que a análise preliminar de risco seja confeccionada por profissionais experientes de acordo com o perfil da empresa.


terça-feira, 23 de julho de 2019

8 Atitudes empreendedoras na área de segurança do trabalho.


Alcançar o sucesso na vida profissional requer investimento, dedicação e muito trabalho. Atualmente, o mercado busca pessoas empreendedoras, capazes de identificar problemas e desenvolver soluções para eles, visualizar oportunidades e apostar recursos em algo novo que trará resultados positivos. Na área de segurança do trabalho não é diferente!

Empreender significa visualizar as oportunidades de crescimento e investir no que pode aprimorar a execução das atividades. Um empreendedor não é aquele que tem um dom especial e inato, mas quem investe no desenvolvimento de habilidades e adota posicionamentos compatíveis com os seus desejos e necessidades da empresa.

1. Capacite-se continuamente

Certamente, o conhecimento é um dos maiores aliados dos profissionais em segurança do trabalho. É indispensável conhecer as Normas Regulamentadoras (NRs), os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), as características das atividades desempenhadas pelos colaboradores da empresa e muitas outras questões.

Para isso, nada mais eficiente do que investir em cursos e treinamentos. Dessa maneira, é possível enriquecer o currículo, ficar por dentro das novidades do setor, se atualizar quanto à legislação e, claro, garantir o melhor posicionamento no mercado de trabalho. Além disso, a capacitação contínua favorece o desenvolvimento de habilidades necessárias à resolução dos problemas.

2. Defina objetivos e metas

Muitas vezes, a direção é mais importante que a velocidade. Um empreendedor na área de segurança do trabalho deve saber exatamente quais são os seus objetivos. Ou seja, quais resultados ele deseja alcançar. Por exemplo, engajar os colaboradores da empresa em treinamentos de segurança do trabalho? Reduzir o número de acidentes?

Nesses contextos, suas metas se referem ao tempo e aos meios que serão utilizados para que todos os funcionários sejam treinados e os acidentes reduzidos. Portanto, a meta é um conjunto de pequenos objetivos, um guia de como alcançar o que se deseja. Uma boa maneira de definir metas é seguir os seguintes passos:

- Determine os objetivos;
- Planeje as metas;
- Elabore um indicador para controlar os resultados;
- Execute;
- Avalie e revise.

Vale lembrar que o tempo é um fator importante no estabelecimento de metas. Tenha sempre em vista o que você pretende alcançar a curto, médio e longo prazo. Dessa maneira, você será capaz de definir as melhores estratégias e acompanhar a progressão dos resultados.

3. Oriente-se para os resultados

A definição de metas e objetivos é muito importante, mas para conseguir se destacar na área de segurança do trabalho é preciso ir além. Um profissional empreendedor deve adotar um posicionamento compatível com a orientação para resultados. Isso significa que é necessário desenvolver a capacidade de manter o foco nos objetivos e trabalhar para concretizá-los sem fazer desvios durante o percurso.

4. Reconheça as deficiências nos processos

Para iniciar qualquer tipo de atitude empreendedora, é imprescindível analisar todos os processos de trabalho a fim identificar quais pontos não funcionam corretamente, prejudicam o processo de produção ou comprometem a integridade física dos funcionários.

Na área de segurança do trabalho, alguns dos principais questionamentos são:

- Os funcionários estão usando adequadamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)?
- Os EPIs estão dentro dos parâmetros de qualidade?
a manutenção do maquinário está em dia?
- Novos investimentos são necessários para garantir a segurança dos trabalhadores ou aprimorar a produção?
- Essas e outras perguntas devem fazer parte da rotina do profissional de segurança do trabalho que deseja empreender.

5. Aumente a eficiência dos processos

Geralmente, os atalhos não são uma boa opção. Para aumentar a eficiência dos processos, o empreendedor precisa desenvolver suas atividades da forma certa, ou seja, padronizar. Portanto, seguir as normas técnicas, psicológicas e médicas é uma das maneiras de aumentar a eficiência dos processos e reduzir os acidentes.

Utilizar a tecnologia, orientar os colaboradores sobre o uso dos EPIs, delimitar procedimentos de segurança, verificar os maquinários e as instalações da empresa e promover campanhas de conscientização são alguns dos modos de diminuir os riscos e garantir a segurança do trabalhador.

6. Lembre-se do networking

O networking é uma atitude empreendedora central. Para alavancar a carreira, é fundamental construir continuamente relacionamentos pessoais e redes de negócio. Ter relacionamentos sólidos facilita a obtenção de informações importantes, o desenvolvimento da carreira e o acesso a oportunidades.

Quanto mais contatos de qualidade, mais possibilidades de reconhecimento no mercado. Uma boa estratégia para ampliar o network é frequentar palestras, simpósios, cursos e demais eventos. Dessa forma, será possível unir a aquisição de conhecimento ao estreitamento de vínculos com outros profissionais.

7. Crie um ambiente empreendedor

Pessoas empreendedoras são capazes de transformar o que está à sua volta e criar um ambiente mais propício ao desenvolvimento de todos. A atitude empreendedora pode ser compartilhada e estimulada nos diferentes setores da empresa. Assim, é possível demonstrar para os outros colaboradores a necessidade de investimentos em determinadas áreas e os benefícios que a implementação de mudanças pode trazer.

Para criar uma cultura empreendedora na corporação, o ideal é buscar o equilíbrio entre a satisfação dos profissionais com a situação atual da empresa e a habilidade de correr riscos bem calculados para aumentar o desempenho individual e coletivo.

8. Aprenda com os erros

Os fracassos acontecerão e você precisará lidar com eles. Um bom empreendedor assume as suas responsabilidades e faz dos erros uma oportunidade de aprendizagem. Reconhecer as contingências que impediram o sucesso da operação é fundamental para elaborar estratégias, aplicar novas técnicas e buscar os treinamentos necessários à resolução dos problemas.

Aprender com os erros também é perceber o que acontece ao seu redor. Geralmente, um olhar atento e uma escuta apurada são suficientes para não cometer os mesmos equívocos que outras pessoas. Além disso, o empreendedor competente sabe que a persistência é indispensável ao sucesso.

Certamente, essas atitudes ajudarão a crescer profissionalmente e a superar os desafios da área de segurança do trabalho. Vale lembrar que, para desenvolver um posicionamento empreendedor, é necessário permanecer aberto às novidades, ter coragem e responsabilidade para assumir os riscos e buscar as melhores soluções.