quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Luvas para Trabalho Pesado


Como escolher as luvas para trabalho pesado ideias?

A primeira coisa a se de fazer é saber que cada luva para trabalho pesado é fabricada com materiais diversificados e para finalidades também variadas. Listamos abaixo alguns exemplos que deixam claro as diferenças:

Luvas de couro ou tecido
São luvas fabricadas com vaqueta / raspa ou algodão / lona que garantem proteção mecânica e resistência térmica. É um modelo comum no dia a dia de trabalhadores que lidam com operação de máquinas e atividades que envolvam corte, lixamento, manuseio de chapas metálicas, transporte em geral, coleta de lixo, etc.

Luvas de malha de aço: 
Ideais para proteção contra agentes cortantes, tais luvas para trabalho pesado devem obrigatoriamente ser inoxidáveis, ou seja, não podem apresentar riscos de corrosão. Para tal, devem contar com aço de boa qualidade e que garanta, ao mesmo tempo, leveza. Seus elos devem ser soldados e trançados. São luvas comuns em frigoríficos, por exemplo.

Luvas de polietileno e para-aramida: 
Utilizadas em atividades que envolvam manuseio de chapas cortantes e lâminas, onde há riscos de abrasão, corte e dilaceração, estas luvas apresentam ótima resistência mecânica. Podem conter fios de aço inoxidável, elástico e outros tipos de fibras que garantam resistência e flexibilidade.

Luvas de couro tratado, fibras aramidas, tecidos mistos e cerâmicos: 
Também podemos citar como luvas para trabalhos pesados estes modelos que apresentam ótima resistência contra temperaturas extremas. Por isso, trata-se de um tipo de luva muito comum em áreas com fornos, em fundições, em injetoras de plástico, soldagem, etc.

Luvas de couro ou fibras de material interno em polímero: 
São luvas utilizadas no dia a dia de quem trabalha com motosserras e marteletes, por exemplo, já que possuem polímero especial na parte interna (palma da luva) para isolar a mão de vibrações, garantindo assim proteção e ao mesmo tempo conforto. A parte externa é confeccionada com fibras ou vaqueta.


Cuidados e riscos no Manuseio de Máquinas e Equipamentos


Para evitar acidentes de diferentes escalas, o primeiro detalhe a ser observado é o treinamento técnico do profissional. Uma máquina de grande porte exige conhecimento apurado para a sua utilização, afinal são diversos comandos e etapas planejadas e que devem ser cumpridas com precisão. Inclusive, quando olhamos para o prisma da segurança, um bom treinamento e constantes atualizações podem evitar acidentes no dia a dia.

Isso acontece porque os riscos são muito grandes, principalmente quando pensamos em máquinas e equipamentos que trabalham com forças elevadas, cortes e energização constante. Todo cuidado é pouco e é preciso atenção 100% do tempo, afinal o mais simples descuido pode provocar acidentes gravíssimos!

No Brasil, a NR-12 é a norma regulamentadora que determina os parâmetros de segurança que devem ser seguidos por empresas que contam com máquinas e equipamentos.  Estabelece também os padrões de funcionamento para garantir que máquinas e equipamentos atendam aos requisitos mínimos de segurança, tudo para evitar problemas futuros.

Alguns riscos envolvidos

- O trabalhador ficar preso, suas mãos ou peça de roupa, entre engrenagens e cilindros que fazem movimentos circulares.

- Também entre uma corrente ou correia com suas respectivas polias.

- Em máquinas de corte, contato com a serra (parte girante) ou em um esmeril (com a parte fixa).

- Choques com intensidades variadas devido a fios desencapados ou mesmo contato da pele com áreas energizadas.

- Queimaduras nas mãos e no rosto por falta do uso de luvas e máscara e óculos de proteção durante trabalho em máquinas que geram temperaturas elevadas e promovem faíscas constantes.

Cuidados necessários

- O trabalhador deve evitar a todo custo o uso de relógios, pulseiras, anéis e outros adereços que possam se prender nas máquinas e equipamentos.

- Roupas inadequadas também podem provocar acidentes, como camisas muito folgadas.

- Jamais remova tampas ou acesse áreas de um equipamento sem a devida atenção aos padrões técnicos de segurança.

- Faça sempre o travamento necessário assim que a máquina for desligada ou estiver parada por manutenção.

EPIs

Além do treinamento e de cursos, palestras e encontros para aperfeiçoamento, e atenção aos riscos e cuidados, o trabalhador também tem o direito de contar com os equipamentos de proteção individual mais indicados para manuseio de máquinas e equipamentos. A empresa deve fornecer, obrigatoriamente, óculos de proteção, luvas, capacetes, protetores auriculares e todo os demais EPIs para cada atividade.

6 Tipos de Alicates para Eletricistas


6 Tipos de Alicates para Eletricistas

1 – Alicate Universal:
É o alicate para eletricista mais comum do mercado, que também pode e é utilizado por outros profissionais de áreas distintas. Trata-se de um modelo que pode variar conforme seu acabamento e formato da cabeça. Por isso, pela grande variedade de opções, o ideal é pesquisar muito bem até encontrar o alicate universal perfeito para o seu dia a dia, dos seus funcionários, etc. Tal ferramenta pode ser adquirida com os comprimentos de 150, 165, 190, 210 e 215mm.

2 – Alicate de Corte:
Muito utilizado no dia a dia do eletricista, o alicate de corte faz toda a diferença sempre que precisar cortar fios e cabos, isso porque sua cabeça é especialmente desenvolvida par a tal. Pode ser encontrado com facilidade no mercado, com comprimentos de 130 e 160mm.

3 – Alicate de Bico:
De acordo com o parafuso de fixação, o alicate de bico para eletricista pode apresentar diâmetros variados. Os comprimentos mais comuns no mercado são de 130 e 160mm.

4 – Alicate Decapador:
Um dos alicates para eletricista mais comuns e incríveis que existem é o modelo decapador, que permite ao profissional retirar o material isolante de fios sem danificar o condutor interno. Deve, obrigatoriamente, apresentar altíssimo padrão de qualidade, pois será utilizado com grande frequência e para serviços importantes.

5 – Alicate com Prensa Terminal:
Trata-se de uma solução que possibilita a instalação de terminais e emendas não isolados. Apresenta matriz fixa para compressão, que também é utilizada para corte e decapagem.

6 – Alicate Hidráulico:
Ferramenta de grande durabilidade e que apresenta cabeçote giratório (180º) e cabos com revestimento especial e isolante, normalmente Neoprene.

Não abra mão da qualidade

Assim como ocorre com dezenas de outras ferramentas utilizadas por eletricistas no dia a dia, os alicates de linha viva devem apresentar altíssimo padrão de qualidade e segurança para que o trabalho ocorra de forma ágil, precisa e com o mínimo de riscos. Justamente por isso, você que está na área ou tem uma empresa que realiza serviços elétricos, não pode abrir mão da qualidade. Você precisa ter os melhores alicates à disposição!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Reunião fora do horário de trabalho


No cotidiano das empresas é muito comum e necessário o encontro entre
empregados e empregador, cujo principal objetivo é a discussão de temas
importantes, ou até mesmo, a realização de alguma atividade.

Esses encontros, extremamente importantes para a rotina da empresa, são
chamados de reuniões, e sua temática geralmente envolve a discussão de
planos e estratégias.

Ocorre que, a rotina de uma empresa é muito corrida, e infelizmente nem
sempre é possível realizar essas reuniões do horário de expediente, e muitas
empresas adotam a prática de realizar reuniões fora do horário de trabalho.

Reunião fora do horário de trabalho pode?

A resposta não é tão simples, diríamos que depende, afinal, a lei não veda a
realização de reuniões fora do horário de trabalho, embora se sabe que não
é a melhor alternativa, tanto para o funcionário quanto para o patrão.

Conforme mencionamos, não existe nenhum dispositivo legal que vede a
realização de reunião fora do horário de trabalho, contudo, se é inevitável, o
empregador deverá remunerar com horas extras o funcionário que participar
da reunião.

É importante destacar que, quando for exigido do funcionário o prolongamento
da jornada, seja por qualquer motivo, é dever do empregador pagar as
respectivas horas extras.

A prolongação da jornada de trabalho está autorizada por lei, contanto que não
ultrapasse o limite de 2 (duas) horas e desde que acordado individualmente, em
convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. É o que dispõe o art. 59 da
nova CLT:

“Art. 59 – A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras,
em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva
ou acordo coletivo de trabalho.“

Portanto, a reunião fora do horário de trabalho pode sim ser realizada, desde
que preferencialmente não ultrapasse a duração de 2 (duas) horas e com o
devido pagamento das horas extras.

Reunião fora do horário de trabalho gera horas extras?

Sim, conforme já mencionado, a reunião realizada fora do horário de trabalho
gera horas extras, que devem remuneradas com pelo menos 50% superior
ao valor da hora normal.

O limite legal da jornada de trabalho não deve extrapolar as 8 (oito) horas
diárias e 44 (quarenta e quatro) horas semanais, veja o que diz o art. 58 da
CLT:

“A duração normal de trabalho para os empregados, em qualquer atividade
privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado
expressamente outro limite.”

É direito do empregado receber do empregador as respectivas horas extras
sempre e quando ficar a disposição da empresa por um período maior que 8
(oito) horas diárias, ou ainda, compensar essas horas trabalhadas em outro
dia ou outro mês, uma vez que, com a entrada em vigor da reforma trabalhista,
o trabalhador pode fazer um acordo com o empregador para compensar as
horas extras no próprio mês, semestre ou ano.

Portanto, a reunião fora do horário trabalho gera o direito do funcionário receber
pelas horas extras do tempo que ficou a disposição do empregador.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

7 dicas para prevenção de acidentes de trabalho


A prevenção de acidentes do trabalho, além de evitar ações que demandem
indenização contra a empresa, melhora a qualidade de vida do trabalhador,
afetando positivamente na sua produtividade e na imagem da empresa.

Sendo assim, é essencial que a empresa mantenha uma equipe capacitada na
área de saúde e segurança do trabalho e siga as presentes 7 dicas para
prevenção de acidentes do trabalho!

1) Invista em treinamento, orientando os trabalhadores na execução
correta do trabalho

Ao saber manusear os equipamentos de trabalho, o trabalhador exercerá com
mais segurança as suas funções, prevenindo desgaste físico e consequentes
doenças e acidentes de trabalho. Por isso, é importante que o empregador invista
em um bom treinamento e contrate uma equipe qualificada para ministrá-lo.

2) Dê ciência aos trabalhadores acerca dos riscos existentes no ambiente
de trabalho

Para evitar a ação dos agentes de riscos no ambiente do trabalho, é importante
que o trabalhador saiba exatamente onde os mesmos estão localizados. Neste
sentido é que se faz necessária a sinalização, a distribuição de mapas de risco
e a conscientização acerca da existência dos mesmos e da importância da
proteção, por meio de palestras, seminários e treinamento.

3) Respeitar a legislação de segurança do trabalho

A adoção de medidas de proteção da saúde e integridade física do trabalhador
é obrigação fixada nas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e
Emprego. Assim, além de favorecer a prevenção de acidentes, o respeito a
legislação evitará as penalidades decorrentes da fiscalização.

4) Fornecer equipamentos de segurança

Constatada a existência de riscos ambientais, o empregador tem o dever de
eliminá-los ou neutralizá-los, mediante o fornecimento de equipamentos de
segurança coletivos e individuais, caso contrário deverá pagar ao funcionário
um adicional compensatório pela exposição ao risco, como é o caso do adicional
de insalubridade e periculosidade.

Neste sentido, destaca-se também a importância de se verificar com a devida
frequência a eficácia dos mesmos, oferecendo treinamento para o seu uso,
manutenção e inovação dos mesmos quando as demandas de proteção se
modificarem.

5) Realizar inspeções de segurança

O empregador deve realizar regularmente inspeções de segurança por meio
de profissionais qualificados, buscando o mapeamento atualizado dos riscos e a
elaboração e adoção de medidas corretivas.

6) Conscientizar os funcionário acerca das normas internas

A empresa deverá manter normas internas para prevenção de acidentes e, além
de conscientizar o trabalhador acerca de sua importância, poderá utilizar de
meios coercitivos para garantir o cumprimento das mesmas, estabelecendo
penalidades.

7) Ter um bom relacionamento com a CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) oferece um significante
espaço de debate na área de saúde de segurança do trabalho, uma vez que é
composta por representações do empregador e trabalhador. Ademais, por meio
das reuniões da CIPA, é possível conhecer as reais necessidades dos serviços
realizados na empresa, e assim, adotar medidas que realmente se adequem a
sua realidade.

Por fim, é importante ressaltar que, mesmo seguindo estas 7 dicas para prevenção
de acidentes do trabalho, a possibilidade de ocorrência, embora reduzida, ainda
é existente.

Por isso é indispensável que a empresa invista em segurança do trabalho, tal com,
mantenha um equipe qualificada para a prestação de primeiros socorros, bem
como invista em um sistema eficaz de comunicação, garantindo urgência no
atendimento e a prevenção de sequelas ao trabalhador!

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Eletricista tem direito a periculosidade?



Saiba se o eletricista tem direito a periculosidade. 

O adicional de periculosidade é um acréscimo salarial a que faz jus o
empregado incumbido de realizar atividades ou operações consideradas
perigosas pela lei. O adicional incide sobre o valor do salário básico, isto é,
sobre a remuneração sem quaisquer acréscimos, na proporção de 30%.

Quais atividades e operações consideradas perigosas?

Segundo o art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), reputa-se
presente a periculosidade nas atividades cujo desempenho obriga o
trabalhador a operar com:

1 - Inflamáveis ou explosivos;
2 - Energia elétrica;
3 - Roubos ou outras espécies de violência física em virtude da profissão de
segurança pessoal ou patrimonial;
4 - Condução de motocicleta.

A regulamentação desse adicional, juntamente com os detalhes técnicos das
operações perigosas, está prevista na Norma Regulamentadora nº 16 (NR-16)
do então Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Nesse ponto, é importante mencionar que, segundo a súmula nº 364 do
Tribunal Superior do Trabalho (TST), o referido acréscimo salarial é devido
mesmo que sujeição do empregado às condições de risco seja intermitente,
ou seja, descontínua. Por outro lado, se o contato é eventual, isto é, fortuito,
ou por tempo extremamente reduzido, ainda que habitual, não há direito ao
adicional de periculosidade.

Quando o eletricista tem direito à periculosidade?

Especificamente em relação aos eletricitários, é o anexo nº 04 da NR-16 que
disciplina os detalhes a respeito da atividade correspondente. Ademais, ainda
há a NR-10, que dispõe sobre segurança em instalações e serviços em
eletricidade.

O mencionado anexo estabelece que o profissional que opera com eletricidade
tem direito ao adicional de periculosidade em quatro situações:

- Quando desempenha suas funções em instalações ou aparelhos elétricos
energizados em alta tensão;
- Quando suas atividades são realizadas com trabalho em proximidade, ou
seja, que o obriga a adentrar no entorno de parte condutora energizada;
- Quando opera em instalações ou equipamentos elétricos energizados em
baixa tensão no sistema elétrico de consumo (SEC), desde que descumpridas
as medidas de proteção coletiva previstas na NR-10;
- Quanto trabalham em empresas que operam em instalações ou equipamentos
destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica (Sistema
elétrico de potência – SEP), bem como suas contratadas.

Curiosamente, a categoria dos eletricitários, até 2012, possuía uma vantagem
em relação às demais: a adicional de periculosidade incidia sobre todas as
parcelas de natureza salarial, graças à Lei nº 7.369/85. No entanto, esta norma
foi revogada pela Lei nº 12.740/2012, que passou a incluir os eletricistas na
regra geral.

Todavia, somente os profissionais contratados após a vigência da lei revogadora
é que percebem o acréscimo salarial incidente apenas sobre o salário básico,
segundo a súmula nº 191 do TST, de modo que os demais continuam a receber
sobre a integralidade da remuneração.

Por fim, nunca é demais lembrar que, caso o empregador aplique, no ambiente
de trabalho, medidas – a exemplo de fornecimento de aparelhos protetores
aprovados pelo órgão competente do MTE – que venham a anular o risco à
saúde ou à integridade física do empregado, este deixa de fazer jus ao adicional
de periculosidade, de acordo com a CLT.

Em síntese, o profissional que trabalha com eletricidade tem direito ao adicional
de periculosidade, desde que esteja enquadrado pelas especificações do anexo
nº 4 da NR-16 e da NR-10.

Até 2012, o acréscimo de 30% incidia sobre a totalidade da remuneração do
eletricista. Porém, todos os eletricitários contratados a partir da vigência da
Lei nº 12.740/2012 têm como base de cálculo do adicional somente o salário
básico