terça-feira, 28 de agosto de 2018

As Principais Normas Referente à Segurança Industrial




A industrialização é um fenômeno relativamente recente na história da humanidade e, desde seu começo, o processo levanta uma série de polêmicas. O primeiro ponto diz respeito às péssimas condições de trabalho dos empregados que atuavam nas fábricas no começo da Revolução Industrial, que “explodiu” na década e 1760.

No Brasil, apesar de um pouco mais tardia, a história não foi diferente: desde que a industrialização começou no Rio de Janeiro, os operários lutaram por salários mais dignos e condições de trabalho que possibilitem o mínimo de segurança industrial.

Quando o assunto é segurança industrial, o grande marco é sem nenhuma dúvida o ano de 1978 (data que passa a dimensão exata de quanto o País demorou para se preocupar com uma questão tão fundamental como a saúde e o bem-estar dos trabalhadores), quando o Ministério do Trabalho publicou as primeiras normas de segurança, dando início a uma série de Normas Reguladoras que mais tarde surgiriam.

Normas Regulamentadoras em segurança industrial

Existem 34 principais Normas Reguladoras (NRs) que tratam da segurança industrial no Brasil. Elas são responsáveis por abordar diversos assuntos, que vão desde o trabalho em altura até a atuação em locais considerados insalubres. 

Embora todas as NRs sejam importantes, as que podem ser consideradas como principais são:

Norma Regulamentadora 5 – CIPA

Estabelece a obrigatoriedade e as profissões que devem constar na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que necessariamente deve estar presente em toda empresa.

Norma Regulamentadora 6 – Equipamentos de Proteção Individual

Diz respeito à manutenção da integridade física e manutenção da saúde dos operários por meio da obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individual, dispositivos fundamentais para o trabalho em indústrias.

Norma Regulamentadora 14 – Fornos

Estabelece os requisitos para a fabricação, instalação e sistemas de proteção para fornos, amplamente utilizados em indústrias de transformação.

Norma Regulamentadora 23 – Proteção Contra Incêndios

Traz as orientações que local de trabalho e funcionários devem adotar para evitar incêndios.

Norma Regulamentadora 35 – Trabalho em Altura

A NR 35 trata da proteção para o trabalho em altura, incluindo os requisitos para que seja caracterizado como tal, a responsabilidade das partes envolvidas, a obrigatoriedade de planejamento para sua realização, os EPIs para trabalho em altura, sistemas de ancoragem e acessórios necessários e orientações para emergências e salvamentos.

Qual a importância de seguir as NRs?

Seguir à risca todas as normas reguladoras referentes à segurança industrial é fundamental para as indústrias que, além de garantirem a integridade de seu bem mais precioso (os colaboradores), garantem sua segurança jurídica.

Isso porque, em caso de descumprimento de qualquer norma, a empresa fica sujeita a sanções e penalizações, incluindo multa por parte dos órgãos fiscalizadores. Além disso, vale ressaltar que o consumidor dá cada vez mais importância às questões sociais, e as levam em conta no momento da decisão de compra. Uma empresa que não protege seus funcionários por meio da segurança industrial está sujeita a perder espaço para as concorrentes, especialmente para as que se preocupam com essas questões.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

5 Cuidados de Segurança Básica no Canteiro de Obras




Trabalhadores que atuam em canteiros de obra estão, ao longo de sua jornada de trabalho, frequentemente expostos a riscos sérios — que vão desde simples tropeções, a choques elétricos, possibilidade de sofres quedas ou até mesmo de cair de um nível para outro. Para minimizar esses problemas, é fundamental que a segurança no canteiro de obras siga padrões específicos que garantam a segurança dos profissionais.

De acordo com dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, a construção civil está entre as profissões mais perigosas que existem, sendo também uma das mais letais. Com base nessas informações, não há como ignorar os riscos mais comuns da construção civil e deixar de prezar pela segurança dos trabalhadores.

Cuidados importantes para garantir a segurança no canteiro de obras

Planeje

O primeiro passo para evitar acidentes de trabalho no canteiro de obras consiste em fazer um planejamento prévio para que eles não aconteçam. Isso significa que é necessário incluir no orçamento os gastos com segurança, além de realizar uma Análise de Riscos da obra em questão.

Siga as normas de segurança

Existem Normas Regulamentadoras para praticamente todos os setores de atuação profissional, e a construção civil certamente não fica de fora. É importante que a empresa avalie quais delas se aplicam a seu trabalho, seguindo-as corretamente. A NR 35, por exemplo, diz respeito ao trabalho em altura, enquanto a NR 6 exige o uso de Equipamento de Proteção Individual. Ambas devem ser seguidas dentro de um canteiro de obras, portanto estude-as atentamente.

Invista na conscientização

Apenas oferecer os EPIs não é uma ação que garante a prevenção de acidentes, especialmente se os trabalhadores não entendem a importância de usá-los. Nesse sentido, cabe à empresa fazer uma campanha de conscientização que incentive e estimule a cultura de segurança do trabalho.

Fiscalize

Depois de informar, é necessário fiscalizar a atuação dos colaboradores para verificar se algum deles ainda está deixando a segurança na obra em segundo plano. Punir o não cumprimento das normas também faz parte da manutenção de um ambiente seguro.

Invista em bons equipamentos e manutenções preventivas

Tanto os EPIs quanto os demais dispositivos utilizados pelos funcionários devem ter qualidade certificada. Por mais que a empresa e os colaboradores estejam seguindo todas as orientações de maneira correta, um acidente ainda pode acontecer por conta da presença de máquinas ou materiais inadequados. Vale lembrar que até os equipamentos de boa qualidade necessitam de manutenção preventiva para garantir que nada esteja inadequado para uso.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

4 Dicas Para Prevenção de Acidentes




Ofereça EPIs

Algumas atividades profissionais estão associadas a riscos específicos e os trabalhadores precisam contar com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para evitar acidentes ou minimizar suas consequências. Vale destacar que o oferecimento do dispositivo de proteção deve ser feito pela empresa contratante, e nem sempre está associado necessariamente a atividades de alta periculosidade.

Crie uma CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é obrigatória para todas as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, associações recreativas e cooperativas. Ela deve ser formada por funcionários da empresa que, além de exercerem a função para qual foram contratados, zelam pela saúde e segurança do trabalho. O objetivo é relatar condições de risco e solicitar medidas para reduzir, eliminar ou neutralizar esses riscos.

Aperfeiçoe o diálogo

A prevenção de acidentes normalmente entra em pauta apenas quando algum problema já aconteceu, e isso não deve ser assim. O ideal é o diálogo a respeito da segurança seja feito com frequência, utilizando plataformas de comunicação adequadas à realidade da organização. Esse tipo de conscientização vai desde a adoção de checklists e programas de prevenção até instalação de sistemas de segurança. Se um funcionário está em risco de sofrer algum acidente, essa informação precisa chegar a tempo de ser feita uma intervenção contra o problema e não depois que ela ocorre.

Prepare um local seguro

O ambiente de trabalho deve ser o mais seguro possível. Isso inclui ter um chão limpo, presença de extintores, mangueiras de água, saídas de emergência em locais de fácil acesso, ausência de avarias e problemas estruturais, ventilação adequada e diversas outras medidas que garantem um local saudável.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Riscos Psicossociais no Trabalho





As empresas precisam melhorar continuamente a gestão do capital humano — afinal, mesmo que uma organização tenha atingido o grau máximo de automatização, ela certamente ainda depende do capital humano para continuar evoluindo. Mão de obra qualificada é essencial para qualquer tipo de atividade, mesmo para as tarefas que parecem simples.

Para manter um quadro de funcionários sempre eficiente e produtivo, é indispensável criar e manter um ambiente de trabalho saudável. Isto não significa pensar apenas no cumprimento de leis trabalhistas e normas técnicas que tratam da segurança e saúde no trabalho: há um outro aspecto muito relevante que deve ser considerado pelos gestores de recursos humanos, que são os riscos psicossociais no trabalho.


O que são riscos psicossociais?


Os riscos psicossociais abrangem fatores relacionados ao ambiente de trabalho que podem afetar a saúde mental do trabalhador, além de agentes externos que abalam o estado emocional e psicológico do profissional e reduzem sua capacidade produtiva.
Situações que colocam em risco a segurança e a saúde física do trabalhador são facilmente identificadas, ao contrário dos riscos psicossociais, que podem passar desapercebidos. Para identificar a existência de riscos psicossociais, é necessário fazer um raio-X do quadro de colaboradores. Esse levantamento deve apurar os índices de produtividade, rotatividade, absenteísmo (faltas ao trabalho), licenças médicas devido ao estresse, insatisfação elevada, clima organizacional tenso, funcionários desmotivados, entre outros indicadores que podem mostrar a existência de riscos psicossociais.


Consequências dos riscos psicossociais no trabalho


Os riscos psicossociais prejudicam o bem-estar do trabalhador e, em consequência, podem gerar mudanças de comportamento, déficit de atenção, baixa produtividade, dificuldade para trabalhar em equipe, estresse e outros distúrbios psicológicos ou psiquiátricos, aumentando os riscos de acidentes de trabalho.

Tudo isso tem reflexos sobre a vida pessoal, podendo abalar a relação com o cônjuge, com os filhos e amigos. Além disso, o mal-estar generalizado pode levar ao abuso de álcool, tabagismo e uso de substâncias psicoativas.

Os riscos psicossociais também acabam atingindo os negócios da empresa, uma vez que a baixa produtividade, rotatividade de mão de obra, absenteísmo, acidentes de trabalho e outros problemas causam prejuízos financeiros, reduzindo a lucratividade do empreendimento.


É possível prevenir os riscos psicossociais no trabalho?

Sim, mas isso depende do comprometimento da organização em melhorar a gestão de recursos humanos. A empresa deve analisar sua situação atual para identificar todos os fatores que representam riscos psicossociais. Naturalmente, não basta conhecer os fatores de risco sem pensar em soluções viáveis para eliminá-los e prevenir ocorrências futuras. A gestão do capital humano é vital para o futuro de qualquer empresa.


Fatores que podem causar riscos psicossociais


Excesso de exigências no trabalho

Atividades que exigem muita concentração, alto desempenho intelectual, controle emocional, assertividade no atendimento ao público, responsabilidade, ritmo de trabalho contínuo ou com muitas interrupções representam riscos psicossociais, com consequências sobre a saúde mental do trabalhador.

Sobrecarga de trabalho

As exigências de alta produtividade, mas sem a contrapartida de condições adequadas para a execução das tarefas, além de falta de mão de obra, prazos apertados, excesso de horas extras e mudanças constantes nos turnos de trabalho, são fatores que podem levar à insatisfação geral e ao esgotamento físico e mental dos trabalhadores.

Clima organizacional instável

Constantes mudanças na gestão da empresa, falta de transparência e objetividade na comunicação interna, muita competição, conflitos internos, ausência de plano de carreira e de políticas de benefícios para os trabalhadores, chefias autoritárias, assédio moral, assédio sexual, preconceito, discriminação, bullying, entre outros fatores que tornam o ambiente de trabalho desfavorável à saúde emocional e psicológica.