terça-feira, 28 de novembro de 2017

Inspeções de segurança



As inspeções de segurança tem como objetivo detectar as possíveis causas que propiciem a ocorrência de acidentes, visando tomar ou propor medidas que eliminem ou neutralizem os riscos de acidentes de trabalho.
Inspeções de segurança também pode ser chamada de check-list, esta palavra é a junção de check (verificar) e list (lista). Uma check-list é um instrumento de controle, composto por um conjunto de condutas, nomes, itens ou tarefas que devem ser lembradas e/ou seguidas.
Desta forma, as inspeções de segurança são práticas contínuas em busca de:

Métodos de trabalhos inadequados;
Riscos ambientais;
Verificação da eficácia das medidas preventivas em funcionamento.

A base de toda inspeção de segurança e análise deve envolver indivíduos, grupos de operações e processos. Dentro do objetivo de análise de vários fatores de risco e acidentes, as propostas metodológicas mais aceitas envolvem a identificação do agente do acidente.
O agente do acidente é todo fator humano, físico ou ambiental que provoca perdas. Controlar ou neutralizar o agente é muito mais importante do que simplesmente atribuir a culpa a este ou aquele fato ou pessoa.

Tipos de Inspeções de segurança
As inspeções de segurança podem ser feitas por diversos motivos, com objetivos diferentes e programadas em épocas e intervalos variáveis. Estas podem ser: gerais, parciais, de rotina, periódicas, eventuais, oficiais e especiais.

Inspeções Gerais
São aquelas feitas em todos os setores da empresa e que se preocupam com todos os problemas relativos a Segurança e Medicina do Trabalho. Dessas verificações podem participar engenheiros, técnicos de segurança, médicos, assistentes sociais e membros da CIPA. Essas verificações devem ser repetidas a intervalos regulares e, onde não existirem serviços especializados em segurança e medicina do trabalho, a tarefa caberá a CIPA da empresa.

Inspeções Parciais
Elas podem limitar-se em relação á áreas específicas, sendo verificados apenas determinados setores da empresa, e podem limitar-se em relação as atividades, sendo verificados certos tipos de trabalho, certas máquinas ou certos equipamentos.

Inspeções de Rotina
Esta cabe aos encarregados dos setores de segurança, aos membros da CIPA, ao pessoal que cuida da manutenção das máquinas, equipamentos e condutores de energia. É muito importante que os próprios trabalhadores façam verificações em suas ferramentas, nas máquinas que operam e nos equipamentos que utilizam. Naturalmente, as verificações de rotina, são mais procurados os riscos que se manifestam com mais frequência e que constituem as causas mais comuns de acidentes.

Inspeções Periódicas
Como é natural que ocorram desgastes dos meios materiais utilizados na produção, de tempos em tempos devem ser marcadas, com regularidade, inspeções destinadas a descobrir riscos que o uso de ferramentas, de máquinas, de equipamentos e de instalações energéticas podem provocar.
Algumas dessas inspeções são determinadas por lei, principalmente a de equipamentos perigosos, como caldeiras e mesmo de equipamentos de segurança como extintores e outros. Materiais móveis de maior uso e desgaste devem merecer verificações periódicas.

Inspeções Eventuais
Esta não tem data ou períodos determinados. Podem ser feitas por vários técnicos (incluindo médicos e engenheiros) e se destinam a controles especiais de problemas importantes dos diversos setores da empresa. O médico pode por exemplo, realizar inspeções em ambientes ligados a saúde do trabalhador, como refeitórios, cozinhas, instalações sanitárias, vestiários e outros.

Inspeções Oficiais
São realizadas por agentes dos órgãos oficiais e das empresas de seguro.

Inspeções Especiais
Destinam-se a fazer controles técnicos que exigem profissionais especializados, aparelhos de teste e de medição. Por exemplo, a medição do ruído ambiental, a quantidade de partículas tóxicas em suspensão no ar, entre outras.
A presença de representantes da CIPA nas inspeções de segurança é sempre recomendável, pois a assimilação de conhecimentos cada vez mais amplos sobre as questões de Segurança e Medicina do Trabalho vai tornar cada vez mais completo o trabalho educativo que a comissão desenvolve.

Além disso, a renovação dos membros da CIPA faz com que um número sempre maior de empregados passe a aprofundar os conhecimentos exigidos para a solução dos problemas relativos a acidentes e doenças do trabalho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

4 Obstáculos ao Estabelecer a Cultura de Segurança



Tentar introduzir e estabelecer uma cultura de segurança não é uma tarefa fácil, pois a cultura vai além de qualquer programa de segurança, ela compartilha um propósito entre todos os níveis da empresa.
A cultura de segurança só tem a oferecer, quando estabelecida da forma correta. Isso porque ela trabalha os hábitos, costumes e visão sobre a segurança de todos os membros da empresa, por isso, nem sempre é uma tarefa fácil.
Sabemos que a etapa primordial para que se estabeleça uma cultura de segurança é a participação de todos da empresa, desde o diretor até o trabalhador final.

1 Atitudes da organização.
A atitude da organização envolve desde o diretor ao trabalhador final, e este ponto afeta o sucesso da cultura de segurança da empresa. É importante lembrar que sempre haverá resistência, mudanças assustam não é mesmo? Por esse motivo as mudanças deve ser realizadas de forma positiva, são alguns obstáculos de atitude que você poderá encontrar no caminho:

Falta de confiança;
Medo de mudanças;
Tratar a mudança como um programa e não uma nova cultura;
Pensar que é mais um processo sem o envolvimento dos funcionários;
Funcionários que só se concentram nos erros dos outros;
Receio de muito trabalho e esforço envolvido.

A forma mais efetiva de abordar questões de atitude é tornar-se um líder de segurança. Mostre o seu comprometimento com a segurança de forma pessoal e seja o exemplo.

2 Papéis e responsabilidades.
Papéis e responsabilidades devem ser determinadas desde o começo, comunique e tenha certeza que cada um entenda seu propósito. É importante envolver todos os níveis na etapa de planejamento, assim como na execução, para garantir o apoio e aprovação de todos. A resistência ao estabelecer a cultura neste caso pode vir de:

Falta de compromisso por parte da liderança;
Falta de responsabilidade e apoio da alta direção;
Esquecer ou não envolver todos da organização;
Falta de definição do papel da liderança.

Antes de mais nada, procure estabelecer todos os papéis e responsabilidades. Crie um grupo de segurança que envolva trabalhadores de todos os níveis e faça com que exista um mecanismo de feedback, partindo dos trabalhadores.

3 O treinamento.
Ao realizar mudanças em um sistema ou cultura, você deverá reservar tempo para treinar o seu time que irá liderar as mudanças e ainda, tempo extra para as pessoas mudarem seus hábitos e costumes em relação a segurança do trabalho. O sucesso ao estabelecer um novo sistema de gestão pode ser desafiado por:

Treinamentos inadequados;
Membros da equipe sendo designados ou assumindo demasiadas responsabilidades;
Tempo inadequado para um treinamento eficaz, trazendo insegurança para os trabalhadores.

Considere os trabalhadores como a linha de frente para o sucesso da gestão da segurança, portanto invista em tempo e recursos para oferecer um treinamento completo e eficaz.

4 A estrutura da empresa.
Para estabelecer a cultura de segurança, é necessário construir um ambiente adequado para uma nova gestão da segurança. Por isso é preciso tempo e comunicação constante. Os sistemas que falham frequentemente encontram estes problemas:

Sistemas ou estruturas não capazes de apoiar equipes;
Falha de comunicação na empresa;
Não permitir tempo suficiente para mudar;
Nenhum planejamento de transição;
Encarar as mudanças de forma negativa.


Certifique-se de implementar um sistema de gerenciamento de segurança adaptado a realidade de sua empresa, além disso, dê tempo ao tempo, a cultura de segurança não será estabelecida de um dia para o outro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Monotonia e Repetitividade no Trabalho



A maioria das doenças desenvolvidas no ambiente organizacional são uma consequência de riscos ergonômicos, aqueles relacionados a condições de trabalho inadequadas e que causam prejuízos à saúde física ou psicológica dos colaboradores, gerando desconfortos ou até mesmo doenças que comprometem seu bem-estar.
Existem diversos tipos de riscos ergonômicos, sendo que alguns dos principais são a repetitividade e a monotonia. Entenda como cada um deles ocorre e quais os prejuízos que acarretam.

Monotonia

Realizar atividades muito paradas e maçantes pode fazer com que o trabalhador desenvolva distúrbios psicológicos como ansiedade, estresse e depressão, afetando sua produtividade e qualidade de vida.

Tarefas que não favorecem a motivação são muito burocráticas ou que apresentam um ritmo muito intenso podendo fazer com que esses trabalhadores se interessem cada vez menos pela execução de suas atividades.

Repetitividade

Pode gerar cansaço e desgaste do trabalhador, tanto na parte física como psicológica, sendo que no âmbito físico ele pode desenvolver lesões e inflamações como tendinite, bursite e dores crônicas na coluna.

A maioria desses problemas integra as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), trazendo consequências negativas para a vida do trabalhador.

6 dicas para evitar a monotonia e a repetitividade no trabalho

Para evitar que as doenças laborais acometam os trabalhadores, o Ministério do Trabalho e Emprego criou algumas normas que têm como principal objetivo proteger a saúde desses profissionais.

Uma delas é a Norma Regulamentadora de número 17 (NR 17), específica para a ergonomia e que visa proporcionar boas condições de trabalho de modo a reduzir o absenteísmo, trazer conforto, segurança e aumentar a produtividade dentro do ambiente corporativo. Confira algumas dicas para preservá-los e manter a produtividade dos trabalhadores:

Implementar pausas regulares ao longo da jornada de trabalho;
Realizar ginástica laboral com duração de 10 a 20 minutos;
Estimular a criatividade dos colaboradores;
Promover conscientização sobre a importância de manter uma postura correta;
Minimizar o estresse no ambiente de trabalho por meio da flexibilidade, cooperação e interação entre os colaboradores;

Comunicar aos colaboradores sobre o uso correto das telas de computador.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

As 7 doenças que mais provocam afastamento do trabalho


Dor nas costas:

Este é um dos principais motivos que afastam trabalhadores. A dor nas costas é responsável por cerca de 160 mil afastamentos anuais e pode ser combatida com simples acompanhamento de uma equipe de segurança médica, que orientará sobre a ergonomia no local.

Lesões no joelho:

O segundo sintoma mais frequente são as dores no joelho. A falta de exercícios físicos e a rotina de permanecer sentado por muito tempo em escritórios, clínicas ou atendimento ao público, afetam os membros inferiores. As lesões no joelho também podem ser causadas por problemas genéticos, carregamento de peso de forma incorreta e obesidade.

Doenças do coração:

Normalmente, os problemas cardíacos estão relacionados à genética e má alimentação. Entretanto, as doenças do coração podem ser agravadas com o estresse ocasionado pela cobrança de resultados no ambiente de trabalho. Para evitar complicações cardíacas nos funcionários, diversas empresas têm investido em estratégias para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores com a adesão da ginástica laboral e outras medidas preventivas. 

Hérnias inguinais:

As hérnias inguinais ocorrem na região da virilha e correspondem a 75% de todas as hérnias abdominais. Elas atingem 25% mais homens do que mulheres e não estão diretamente relacionadas ao ambiente de trabalho. Por este motivo, não há prevenção por parte do empregador. A doença pode ser detectada através de um simples exame médico rotineiro.

Depressão e estresse:

A cobrança intensa por resultados satisfatórios aumenta o nível de estresse que pode se transformar em depressão. Distúrbios de humor, a ansiedade e tensão no trabalho também são fatores que desenvolvem as patologias. A confirmação ocorre através de um diagnóstico realizado por um médico do trabalho e o afastamento pode ser de semanas ou meses, dependendo do quadro clínico do empregado.

Varizes:

Esta é outra doença que afeta os funcionários que ficam muito tempo sentados ou em pé. Apesar de não parecerem graves, as varizes são responsáveis pelo grande número de afastamentos do trabalho. A presença de uma equipe de saúde do trabalhador e segurança do trabalho pode evitar o agravamento do quadro.

Câncer de mama:


Este é o único tipo de câncer que aparece na lista das doenças que mais afastam trabalhadoras. Ele está relacionado a tendências genéticas e má qualidade de vida. Neste sentido, muitas empresas incentivam suas funcionárias, através de campanhas internas, a realizar exames periódicos para reduzir a mortalidade e os riscos de afastamento para tratamento da enfermidade.