terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A importância e como instalar e da tela tapume para isolamento de área.


Também conhecidas no meio da Construção Civil como tela tapume, a tela tapume possui duas finalidades básicas associadas ao isolamento de áreas: servir de barreira sinalizadora de obras (especialmente as viárias) e fazer o fechamento periférico de andares durante a construção. Trata-se de um dispositivo de segurança que geralmente é apresentado na cor laranja, de modo a chamar a atenção e cumprir sua função de sinalização.

Qual a importância da tela tapume?

As telas tapume são fundamentais para garantir a segurança dos profissionais que estão trabalhando na área isolada, bem como proteger os demais pedestres e veículos que podem estar passando pelo local. O dispositivo serve como delimitador de áreas com acesso restrito e potencialmente perigosas, ajudando na prevenção de acidentes em locais de risco e evitando a presença de pessoas desavisadas.

Em geral, a tela tapume é fabricada em polipropileno, um plástico resistente e capaz de suportar chuva, sol e ventos. Este não é um equipamento que possui resistência mecânica e que de fato impede a entrada de pessoas não autorizadas: as telas atuam como preenchimento de espaço, servindo como barreira sinalizadora que alerta as pessoas para que não ultrapassem o local cercado pela tela laranja.

Essas telas podem ser classificadas como equipamentos de proteção coletiva, já que são aplicadas no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger o coletivo. Além de essenciais para a segurança das pessoas (sejam elas transeuntes ou profissionais), elas conferem proteção legal à empresa responsável pela obra, cumprindo as exigências determinadas pela Norma Regulamentadora de número 18 (NR 18) — que trata justamente das condições de trabalho na construção.

Situações em que o uso da tela tapume é indicado

Cercamento de obras em geral, públicas ou privadas;
Sinalização visual e delimitação de áreas perigosas;
Sinalização entre andares de prédios;
Prevenção de acidentes em áreas consideradas de risco;
Orientação de trânsito de veículos e pedestres em áreas com obras;
Fechamento e isolamento de poços de elevadores;
Delimitação de áreas em canteiros de obras.

Passo a passo para instalar a tela tapume.

Delimitação da área
Para a correta instalação da tela tapume, o primeiro passo é fazer a delimitação da área que será isolada. Dessa forma, é possível planejar a quantidade de tela necessária e os pilares que farão a sustentação da sinalização.

Fixação dos apoios
Em geral, a tela tapume é fixada em pilares com ajuda de pregos, ou amarrada com arame. No caso de telas tapume feitas de tecido, geralmente usadas para proteção periférica em fachadas de construções, ela geralmente é fixada em cabos de aço que são presos aos pilares da edificação. Portanto, planeje a forma de fixação da tela e instasse os apoios necessários.

Fixação da tela
Por fim, é necessário fixar a tela nos apoios de modo a deixá-la bem esticada e fácil de visualizar.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A importância da aranha/carneira no capacete de segurança.



A carneira para capacete é uma peça localizada na parte interior deste Equipamento de Proteção Individual. Ela possui um formato em cruz, além de quatro pontos de fixação na parte externa do capacete.

É importante que a carneira ou aranha para capacete seja escolhida de acordo com as medidas do crânio do funcionário que vai utilizar o equipamento, de modo que ele se ajuste adequadamente ao trabalhador que irá utilizar o equipamento. Com a carneira/aranha devidamente regulada e ajustada, a proteção será efetiva no caso de qualquer tipo de acidente que venha a atingir a cabeça do trabalhador.

Como funciona a carneira para capacete de proteção?

A carneira para capacete de segurança funciona de maneira efetiva na proteção do trabalhador, evitando que a força de impactos maiores seja descarregada sobre seu crânio. Desta forma, são evitadas lesões e até mesmo consequências mais graves em casos de pancadas.

Isto acontece porque a carneira tem a função de absorver a força do impacto gerado no capacete em casos de pancadas recebidas. A força do choque é absorvida pela carneira e distribuída de maneira uniforme em sua estrutura, evitando que o impacto seja sentido diretamente na cabeça do trabalhador. Desta maneira, este choque é recebido com uma força muito menor, de modo a não comprometer sua saúde e segurança.

A carneira ou aranha para capacete de segurança permite que a cabeça seja completamente protegida, não sofrendo os possíveis danos de um impacto direto sobre o capacete e ampliando de forma exponencial a segurança do trabalhador, sendo responsável por evitar danos que poderiam ser fatais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Quais EPIs mais usados para membros superiores e inferiores.


Em geral, os EPIs destinados à proteção dos membros superiores correspondem a vestimentas e acessórios que protegem os braços e mãos do trabalhador, enquanto os dispositivos para proteção dos membros inferiores preservam as pernas e os pés dos riscos de acidentes de trabalho.

EPIs para proteção dos membros superiores.

A maioria das atividades laborais exige muito dos braços e mãos, mas existem algumas em que há mais ainda mais risco a esses membros. É o caso, por exemplo, de trabalhadores que operam máquinas de grande porte e equipamentos elétricos, que estão sujeitos a choque elétrico, queimaduras, cortes e perfurações, além de contato com agentes contaminantes.

A lista básica de EPIs para proteção dos membros superiores inclui:

Luvas de vaqueta ou luvas de raspa: servem para proteger as mãos contra produtos abrasivos, escoriantes e perfurocortantes;
Luva isolante: preserva as mãos e braços contra choque elétrico;
Luvas nitrílicas: indicadas para proteger os membros superiores contra produtos biológicos e químicos;
Luvas de PVC: protegem mãos e braços contra solventes, graxa, óleos e outros produtos que podem causar reações alérgicas e contaminar o organismo.
Além das luvas, algumas atividades profissionais podem exigir o uso de dedeiras, braçadeiras e mangotes de proteção.

EPIs para proteção dos membros inferiores

Assim como as mãos e os braços, pernas e pés também estão expostos aos riscos do ambiente de trabalho. A prevenção é feita com o uso de EPI para proteção dos membros inferiores, além de uma série de medidas técnicas de segurança e saúde em cada setor da empresa.

Os principais EPIs para proteger as pernas e os pés são:

Botas cano médio fabricadas em couro: evitam que o trabalhador escorregue, sofra torções, cortes, escoriações e outros danos aos pés;
Botas de cano longo feitas de couro: além das funções que as botas de cano médio possuem, o modelo de cano longo aumenta a proteção das pernas, principalmente para quem trabalha em ambientes externos, nos quais habitam animais peçonhentos;
Botas de PVC: tanto as de cano médio como as de cano longo são recomendadas para quem trabalha em ambientes úmidos ou manuseiam produtos químicos;
Perneiras de proteção: outro EPI de segurança para as pernas, protegendo-as contra cortes, perfurações e mordidas animais peçonhentos como cobras venenosas.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Os cuidados com trabalho a céu aberto na construção civil.



Esse risco ocupacional não é levado em conta pela maioria das pessoas porque não causa acidentes de maneira instantânea — como acontece com o trabalho em altura, por exemplo, que pode levar a quedas —, mas de maneira progressiva, especialmente por conta da exposição ao sol.

Os riscos são muitos, e incluem: insolação, desidratação, aparecimento de manchas na pele, queimaduras e até problemas de saúde mais sérios, como cataratas e câncer de pele. Trata-se, portanto, de um assunto tão importante que existe uma norma técnica para regulamentar o trabalho a céu aberto, com o intuito de evitar que as atividades profissionais realizadas ao ar livre causem danos ao bem-estar e à saúde dos trabalhadores: a Norma Regulamentadora de número 21 (NR 21).

Além disso, a Norma Regulamentadora de número 15 determina que é necessário avaliar as condições do local de trabalho a partir do Índice de Bulbo Úmido de Globo, que aponta a exposição do profissional ao calor. A legislação brasileira aponta que a temperatura média dos locais de trabalho deve ficar entre 20°C e 23°C, seja em escritórios ou em setores de produção. Essa temperatura deve ser constantemente monitorada, e medidas devem ser tomadas para minimizar o contato do profissional com temperaturas mais elevadas.

Trabalho a céu aberto: como proteger os trabalhadores dos riscos?

A NR 21 trata justamente dos cuidados necessários aos trabalhadores que atuam em céu aberto, abrindo possibilidade para que esses profissionais recebam adicional de insalubridade e estabelecendo medidas que devem ser adotadas pelas empresas com o intuito de minimizar os riscos à saúde e segurança dos colaboradores.

O fornecimento de protetor solar gratuitamente está dentre as exigências mais importantes, bem como a realização de intervalos para hidratação, repouso na sombra e preferência para a execução das atividades nos horários com menor incidência de sol. Além disso, é fundamental que sejam disponibilizados os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para proteger o trabalhador do calor excessivo e da exposição ao sol.

EPIs para quem trabalha a céu aberto

Vestimentas adequadas: os trabalhadores devem utilizar roupas confeccionadas em tecidos leves e que cubram a maior parte do corpo (calça e camiseta de manga longa) para evitar a incidência direta do sol na pele;

Óculos de proteção: os óculos de proteção são obrigatórios em diversas atividades, sendo que no caso do trabalho a céu aberto as lentes devem ser capazes de proteger contra os raios UV;

Capacete: o uso de capacetes de segurança é obrigatório em todos os canteiros de obra e, no caso do trabalho a céu aberto, o dispositivo deve possuir revestimento que não acumule calor, de modo a evitar aquecimento excessivo na região da cabeça.